domingo, 4 de abril de 2010

Sonia Sobreira (Livro de Trovas)


O encanto do teu olhar,
tão azul, provocador,
faz daquele que o fitar,
escravo do teu amor!


De estrelas toda bordada,
sem telhado a lhe abrigar,
a tapera abandonada,
no chão, abriga o luar.

AH! Saudade do passado,
tão presente e tão intensa,
que chego a ouvir teu chamado
buscando a minha presença!

A pérola é jóia rara,
de inestimável valor,
mas nem assim se compara,
ao preço do nosso amor!

Mesmo que a felicidade
destile prazer na vida,
resta sempre uma saudade,
dentro do peito escondida!

Foi difícil minha escolha,
mas tomei a decisão:
Deixo que o tempo recolha,
as mágoas do coração!

As gotas caem ao léu,
sem ninguém poder detê-las.
Será chuva lá do céu?
ou são lágrimas de estrelas?

Uma idéia, a mais ousada,
que em meu peito se escondeu,
deixou minha alma marcada
e mais um sonho morreu!

Um lenço acena do cais
em gestos leves, tristonhos,
trazendo a dor dos meus ais,
nas lembranças dos meus sonhos!

Um lenço acena do cais
em gestos leves, tristonhos,
trazendo a dor dos meus ais,
nas lembranças dos meus sonhos!

Se eu sorrir do meu fracasso,
nos tropeços da existência,
talvez me faça um palhaço,
mas ganhei mais resistência!

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Sonia Sobreira da Silva

Paraibana. Casada com o poeta Josa Jásper, mãe de duas meninas. Estuda Letras na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Participa de concursos literários obtendo algumas vitórias. Ocupa a cadeira nº 3, patronímica de Aluisio Azevedo, no Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes, sediado no Rio de Janeiro. Também faz parte do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio Janeiro, da União Brasileira de Trovadores /RJ e outras entidades literárias.

Fonte:
Recanto das Letras

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