Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pedro Ernesto Filho


Natural do município do Barro, estado do Ceará. Filho de Pedro Ernesto de Aquino e Efigênia Vieira de Aquino, o mais novo de uma família de 14 irmãos.

Menino do campo, nascido no sítio Timbaúba, onde viveu sua infância e desenvolveu por algum tempo a atividade rural. Ali foi alfabetizado, continuando a escolaridade na sede do município, principalmente no Grupo Justino Alves Feitosa e Ginásio Santo Antônio.

Fez o curso de técnico em agropecuária na Escola Agrotécnica Federal do Crato. Advogado, bacharelado pela Universidade Regional do Cariri.

Como poeta, autor de vários títulos, com mais de 30 (trinta) cordéis publicados, e lançou o livro Cidadania do Repente. Vencedor em vários certames literários, merecendo destaque: “O Prêmio Anual de Literatura de Cordel” promovido pelo SESC de Juazeiro do Norte (2005), “O sonho de um Nordeste melhor” (2006), idealizado pela AFBNB e “I Concurso Literário da CAPEF” (2007).

Prestou serviços à Organização das Cooperativas do Ceará – OCEC e ao Banco do Estado do Ceará – BEC. Atualmente, advogado do quadro jurídico do Banco do Nordeste do Brasil S/A.

Membro da Academia dos Cordelistas do Crato, ocupando a cadeira nº 15, como patrono o mestre Hugolino Nunes da Costa.

Por indicação e através de concorrência, conseguiu ingressar no ICVC – Instituto Cultural do Vale Caririense, ocupando a cadeira nº 31, cujo patrono é José Joaquim Teles Marrocos (Zé Marrocos).

Reside na cidade de Juazeiro do Norte-CE.

Publicações:
– (1980) As coisinhas do sertão
Editora: COOPITA
Sinopse:
Retrata a conversa firme de um camponês com um homem da cidade. Por tanto se interessar pelas belezas do campo, o homem da rua passou a somente ouvir o que o sertanejo dizia e dava expansão ao assunto sempre interrogando: fale mais das coisinhas do sertão. Compõe-se de estrofes em décima, como rimas emparelhadas e ora cruzadas, como se fosse um mote de sete sílabas em uma só linha, enfocando os detalhes da vida sertaneja.
– (1981) Revenda
Editora: COOPITA
Sinopse:
Linguagem simples e direta com enfoque de propaganda, comungando com assistência técnica ao produtor rural. Construído em estrofe de dez versos em sete sílabas com terminação diferente, obedecendo às regras de rima e metrificação.
– (1981) O técnico agrícola e o agricultor
Editora: COOPITA
Sinopse:
Escrito em sextilha com a perfeição da rima e da métrica. Coleta matéria de cunho educativo em linguagem direta e simples, conservando os princípios da regra de versificação, sem deixar de lado o gracejo poético.
– (1984) O Nordeste enxugou a sua face com o lenço felpudo de algodão
Editora: Banco do Nordeste do Brasil S/A
Sinopse:
Composto em mote decassilabo, seguindo os critérios da rima e metrificação, historiando a grande safra algodoeira que teve a região do Cariri no ano de 1984, por ocasião da comemoração da VI Semana do Algodão no município de Brejo Santo - Ceará, quando o Nordeste sacudia a poeira de vários anos de seca sucessivos. Traz o gracejo do verso popular, mantendo a beleza fática e a subjetividade da poesia melhorada.
– (1996) Antologia Literário do BNB
Pedro Ernesto Filho, Carlos Gastão da Silva Meira, Antônio Maria Henri Beyle de Araújo
Editora: Banco do Nordeste do Brasil S/A
Sinopse:
Reúne poesias, contos e crônicas, resultado de uma coletânea idealizada e selecionada pela Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil S/A, mediante concurso literário, onde está incluído o trabalho vencedor na categoria poesia, de autoria de Pedro Ernesto Filho, intitulado "A história do homem está escrita na coragem, na luta e no saber", em estilo de mote decassílabo.
– (2002) Tradição e luta (Pedro Ernesto Filho e Willian Brito)
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Coletânea de vários motes em sete sílabas sobre a história da Academia dos Cordelistas do Crato, onde o poeta Pedro Ernesto Filho e os demais acadêmicos discorreram sobre sua instituição, definindo-a e exaltando com precisão, sem perder de vista a rima, a métrica nem o achado da arte de versejar. A capa do livro é do xológrafo caririense Carlos Henrique.
– (2002) Homenagem ao poeta Chico Inácio
Editora: Gráfica Padre Cícero Ltda
Sinopse:
Matéria criada em homenagem ao saudoso Chico Inácio, por ocasião do Festival de Viola do Barro, realizado em 21 de novembro de 2001, no clube social daquela cidade. Francisco Inácio Barbosa, ou Chico Inácio, como era mais conhecido, foi um cantador do município do Barro, cidade natal do autor do livro. Repentista simples e de pouca leitura, mas de enorme talento para improvisar. Na data do festival, fazia pouco tempo de seu falecimento e a platéia nem a família do cantador esperava a homenagem, que foi por demais bem aceita e emocionante. Os versos sobre aquele poeta se desenvolveram em sete sílabas, estilizados no mote "Vamos lembrar um pouquinho o cantador que morreu".
– (2002) A água trouxe um recado da cabeceira do rio
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Condensa o estilo de mote em sete sílabas. Nesta rica modalidade, o poeta está preso ao assunto e à posição das rimas, sempre concluindo a estrofe de dez versos com a frase solicitada. No caso em tela, o mote foi escrito a pedido do conhecidíssimo escritor Arilo Luna, que também é engenheiro civil e pesquisador da cultura popular. Linguagem popular, porém com sofisticada concordância verbal e nominal, mantendo os rigores da metrificação e da rima, enfatizando, com detalhes o mundo sertanejo, principalmente no período invernoso.
– (2003) O milho é a salvação da família brasileira
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Lançado no município de Nova Olinda - estado do Ceará, em maio de 2003, por ocasião da Festa do Milho, na presença de autoridades e com apoio da Academia dos Cordelistas do Crato. É, portanto, uma matéria educativa, recheada de gracejo e riquíssima de rima e métrica. O mote foi escolhido pela comissão organizadora do evento.
– (2004) Se eu não fosse advogado
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Composto em estrofes de sextilha, com obediência à deixa e cumprimento às exigências da rima e metrificação. Relata uma vocação forte do autor pela cantoria nordestina, deixando evidenciada a profissão que escolheria se não tivesse abraçado o ramo do direito. Exalta a figura do cantador e cita nomes famosos da arte de improvisar.
– (2004) Conselho de um cooperado
Editora: Instituto Cultural do Vale Caririense
Sinopse:
Este trabalho foi o campeão no concurso literário promovido pelo ICVC – Instituto Cultural do Vale Caririense, em parceria com o SESC, conferindo ao autor o 1º lugar com o troféu PALCO – Prêmio Anual de Literatura de Cordel Edição 2004. Trata-se de uma história imaginada com a intenção de tão-somente concorrer ao certame, estilizada em sextilha com obediência às regras da deixa. Na poesia popular e na cantoria, deixa é a obrigatoriedade que tem o poeta de iniciar a estrofe seguinte rimando com o último verso da estrofe anterior.
– (2004) Nordestino famoso como é não desbota a bandeira do sertão
Editora: Banco do Nordeste do Brasil S/a
Sinopse:
Mote decassílabo em linguagem nivelada, com rima, ritmo e metrificação. Temática regional com característica nordestina, apegada à realidade local com enfoque de gracejo subjetivo, mantendo o bom nível de expressão e da arte fazer verso popular.
– (2004) A causa da diabete desafia a medicina
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Diabete ou diabetes, ou ainda, o diabete ou a diabete (gênero oscilante). O autor preferiu a forma singular feminina, por ter mais abrangência no mundo da rima e da métrica. Trata-se de mote em sete sílabas, desta vez inspirado em um tema desafiante aos que cuidam da saúde do povo, tudo recheado com a beleza do gracejo e sob às regras que norteiam a citação do verso popular.
– (2005) Adeus a Walderedo - Cordel coletivo
Pedro Ernesto Filho e Willian Brito
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Escrito em parceria com os demais colegas da Academia dos Cordelistas do Crato, narrando a despedida ao grande xilógrafo do Cariri, o Mestre Walderedo. Cada autor discorreu em mote diferente, em sete sílabas, enfatizando a história do artista da madeira como reconhecimento pelo serviço prestado à cultura popular.
– (2005) Não desenhe a natureza com sangue dos animais
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
O autor neste poema buscou alcançar a natureza, exalando um conselho muito forte para sua preservação. A todo tempo invoca a terceira pessoa do singular, isto como forma de robustecer a mensagem no sentido de orientar e educar. Apesar do zelo pela qualidade dos versos, o poeta não deixa de lado o gracejo subjetivo, como se pode ver no momento em que fala das ações dos animais. No mesmo volume complementa com o mote decassílabo "Nos ensinos da vida eu aprendi dividir seu humilde e respeitar".
– (2005) Saudade (Pedro Ernesto Filho e Willian Brito)
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Coletânea de vários motes em sete sílabas sobre a saudade, onde Pedro Ernesto Filho e Willian Brito, unidos aos demais companheiros da Academia dos Cordelista dos Crato, discorreram sobre o tema, definindo-o com precisão, sem perder de vista a rima, a métrica nem o achado da arte de versejar. A apresentação é de Sonja Scheenkel, professora suíça, e a capa é do xilógrafo caririense Carlos Henrique.
– (2006) O sonho de um Nordeste Melhor (Crônica, Conto e Poesia)
Autores: Pedro Ernesto Filho, Álvaro Jansen Viana da Silva, Roberto Silveira de Andrade
Editora: Banco do Nordeste do Brasil S/A
Sinopse:
Compila poesias, crônicas e contos, resultados do Concurso Literário (O sonho de um Nordeste melhor) promovido pela Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste, em comemoração aos 20 anos de sua fundação. Nele está incluída a poesia vencedora de autoria de Pedro Ernesto Filho, narrada em versos decassílabos, intitulada "O que falta é investir". Sem opção comercial.
– (2006) Ser fraterno é trazer no coração a bondade por Deus recomendada
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Mote decassílabo inspirado na campanha da fraternidade desenvolvida pela igreja no ano de 2006, cujo tema foi o deficiente físico. É mais um martelo preso às normas da rima e da metrificação, juntando a comunicação educativa com a arte de versejar.
– (2007) Cidadania do Repente
Editora: Banco do Nordeste do Brasil S/A
Sinopse:
O livro Cidadania do Repente se inicia com uma matéria sobre rima e metrificação, seguida de setenta e seis títulos em diferentes assuntos. O prefácio é do jornalista Geraldo Menezes Barbosa, a apresentação do escritor Willian Brito e a última capa referenciada pela dupla de repentista Raimundo Nonato e Nonato Costa. Cada texto traz um tópico inicial que já deixa o leitor ciente do que vai encontrar no seu bojo. A linguagem é simples, porém melhorada com obediência a todas as regras que exige a arte de fazer verso popular.
– (2007) Campos Sales e sua história ; Brejo Santo e sua história ; Barbalha e sua história ; Assaré e sua história ; Nova Olinda e sua história ; Juazeiro do Norte e sua história
Editora: Academia dos cordelistas do Crato
Sinopse:
Estilizado em sextilha, com obediência à deixa, narra com bom humor a história do município de Campos Sales-Ceará, idealizado e escrito por ocasião da execução do Projeto Cordel no Cariri, lançado na sede daquela cidade no encontro artístico da Academia dos Cordelistas do Crato sob o comando do Centro Cultural do Banco do Nordeste. O livro tem a apresentação do poeta e escritor Willian Brito com a capa xilografada por Carlos Henrique.
– (2008) I Concurso Literário da Capef (Raquel de Queiroz)
(Pedro Ernesto Filho, Nélson Cláudio Oliveira, Simone Pessoa Pereira Sampaio)
Editora: Banco do Nordeste do Brasil S/A
Sinopse:
Contempla poesia, crônicas e Contos, resultado do I Concurso Literário (Raquel de Queiroz) promovido pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil, em comemoração aos 40 anos de sua fundação. Incluído está o trabalho vencedor na categoria de poesia, de autoria de Pedro Ernesto Filho, Legalização do Aborto, composto em decassílabo com obediência à deixa.
- (2008) Ensaio de Cantoria (Pedro Ernesto Filho e Aldaci de França)
Editora: Academia dos Cordeslistas do Crato
Sinopse:
Peleja, travada pela internet,entre os pOetas Pedro Ernesto Filho (advogado) e Aldaci de França (professor), onde, em sextilha, o primeiro defende Juazeiro do Norte-CE e o segundo canta Mossoró-RN, terminando com um mote em sete sílabas e outro em dez. A capa traz a ilustração do xilógrafo Carlos Henrique e a apresentação é do repentista João Bandeira de Caldas.
– (2009) Se eu nascesse de novo pediria pra viver no país da consciência
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Mote decassílabo, com enfoque nos fatos sociais da atualidade. Uma obediência completa à rima e metrificação, em linguagem popular melhorada, com rigor na concordância verbal e nominal.
– (2010) Os Griôs da Lira na Teia
Editora: Academia dos Cordelistas do Crato
Sinopse:
Motes variados, todos em sete sílabas, com rigor da rima e metrificação, pautados em um mesmo tema, porém sem qualquer repetição de palavras ou pensamento, num verdadeiro embelezamento da poesia e da literatura.

Fonte:
http://www.perfilho.prosaeverso.net/

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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