Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 27 de maio de 2008

Prosper Mérimée (Carmen - ópera de Georges Bizet))

Carmen é uma ópera em quatro atos de Georges Bizet com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, baseada na novela homônima de Prosper Mérimée. Estreou em 1875, no Ópera-Comique de Paris.

Personagens

- Carmen (Uma cigana que usa seus talentos para a dança e o canto para enfeitiçar e seduzir vários homens)
- Don José (é um cabo do exército, é um homem honesto e descente, mas ao se envolver com Carmen, vira um fora-da-lei)
- Micaëla (Ela ama Don José, porisso tenta resgatar Don José da vida destrutiva que ele levará com Carmen)
- Escamillo (é um famoso toreador de Granada, mas foi "enfeitiçado" por Carmen)
- Frasquita (amiga de Carmen, a acompanha em todas as aventuras)
- Mercédès (também é amiga de Carmen, a acompanha em todas as aventuras)
- Remendado (namorado de Frasquita, ele é um contrabandista)
- Dancaïre (namorado de Mercédès, ele é servo de Remendado e também contrabandista)
- Moralès (um sargento)
- Zúñiga (Oficial comandante de Don José. Embora prenda Carmen por ter cometido um crime, ele, também, é enfeitiçado por ela)
- Lillas Pastia (dono duma taberna, onde todos os contradistas se encontram lá)
- O Guia (acompanhou Micaëla até onde estava Don José)

Sinopse

Ato I

O primeiro ato começa numa praça de Sevilha, onde se situa uma fábrica de tabaco e um quartel. O cabo Morales comenta com os soldados do corpo da guarda, os Dragões do Regimento de Alcalá, a passagem dos transeuntes pela praça. Então, entra em cena uma simples aldeã chamada Micaela, aproxima-se de Morales e pergunta timidamente pelo cabo Don José. Morales responde-lhe que este chegará com a rendição da guarda e convida-a a esperá-lo na companhia dos seus homens, mas Micaela decide retirar-se para regressar mais tarde. Ouvem-se nos bastidores os clarins que anunciam o render da guarda e aparecem em cena os soldados sob comando de Don José, seguidos por um grupo de crianças que os imita com admiração. À sua chegada ao quartel, Morales comenta em tom jocoso a visita da aldeã. Zúniga, um tenente recém-chegado à cidade, interroga, em seguida, Don José sobre a beleza e a duvidosa reputação das cigarreiras da fábrica da praça, mas o cabo manifesta o seu único interesse por Micaela, por quem está apaixonado. O sino da fábrica soa e anuncia o intervalo das cigarreiras, que entram em cena a fumar e a conversar animadamente com um grupo de homens que as espera. A última a aparecer é Carmen, uma bela cigana que seduz todos os homens que encontra à sua passagem. Seguidamente, Carmen canta uma habanera aos presentes, que manifestam a sua admiração por ela, à excepção do indiferente Don José, que é, precisamente, o objeto do seu desejo. Antes de regressar à fábrica, Carmen, em sinal de desafio, atira-lhe uma das suas flores. Depois deste episódio a parece Micaela, que regressa ao posto da guarda e entrega a Don José uma carta da sua mãe, em que lhe pede que se case com a aldeã. Depois de se relembrarem juntos das paisagens da sua infância, Micaela abandona a cena e Don José começa a ler a carta. Ocorre então um tumulto no interior da fábrica; um grupo de trabalhadoras comenta entre gritos que está a haver uma rixa entre as mulheres em que Carmen interveio, tendo ferido outra cigarreira no rosto, com uma navalha. Zuniga ordena a Don José e aos seus homens que prendam a agressora. O cabo sai da fábrica com Carmen e recebe a ordem do tenente de a levar para a prisão. Carmen e Don José ficam sozinhos na praça. A sedutora cigana convence o cabo de que a liberte, promete-lhe o seu amor a assegura-lhe que o esperará na taberna de Lillas Pastia. Don José, alvoroçado, decide libertá-la. Nesse momento volta Zuniga com a ordem de prisão. Don José e Carmen iniciam a caminhada, mas perante os presentes a cigana finge empurá-lo e foge.Don José é preso imediatamente por permitir a sua fuga.

Ato II

O 2º ato começa na taberna de Lillas Pastia, suposto ponto de encontro de contrabandistas.Já se passou um 1 mês.Carmen e as suas amigas,Frasquita e Mercedes,jantam com Zúñiga e outros oficias,que rapidamente se juntam às cantigas e danças dos ciganos.Apesar dos convites dos soldados ,Carmen recusa os seus pretendentes.Está à espera de Don José que depois de ter sido preso e mandado encarce rar por sua causa,recuperou a liberdade.A seguir,entre manifestações de júbilo,aparece em cena um famoso toureiro chamado Escamillo que,seduzido pela beleza da cigana,lhe declara o seu amor,abandonando depois a taberna com os oficiais. Em cena ficam Carmen,Mercedes e Frasquita sozinhas.Aparecem então os contrabandistas Dancaïre e Remendado,que propõem um negócio às três mulheres.Carmen recusa no início a proposta,mas por fim muda de opinião perante a possibilidade de que seu apaixonado deserte e participe na operação de contrabando. Finalmente,depois da saída dos contrabandistas,Don José chega a taberna e declara o seu amor a Carmen,que tenta convencê-lo de que se junte a ela e aceite o negócio.Don José,ofendido,nega-se,mas o aparecimento repentino de Zúñiga precipita os acontecimentos. O soldado e o tenente enfrentam-se pelo amor de Carmen.Don José,apoiado pelos contrabandistas,subleva-se ao seu superior,que fica sob custódia de alguns ciganos.Obrigado pelas circunstâncias,o soldado vê-se finalmente forçado a desertar e parte com a cigana.

Ato III

Num desfiladeiro,os contrabandistas fazem os preparativos para a entrega dos produtos do contrabando,sob a supervisão de Dancaire.É de noite.Carmen cansada do ciumento amor de Don José e,além disso,descontente com a sua nova vida,tenta adivinhar nas cartas o seu futuro na companhia de Frasquita e Mercedes.As cartas revelam um mal presságio para Carmen:A morte. Á saída dos contrabandistas e das mulheres,Don José permanece num penhasco, a vigiar o esconderijo dos seus novos amigos.Da escuridão surge então Micaëla,que com a ajuda de um guia chega ao esconderijo de seu amado Don José com a esperança de o convencer a voltar a casa de sua mãe.Porém um disparo interrompe os seus propósitos.Don José disparou contra um intruso,que sai ileso.É o famoso toreiro Escamillo,que,desconhecendo a identidade do seu interlocutor,lhe conta que está à procura de Carmen ,que está cansada do seu amante,um soldado que desertou por ela. Don José,cego de ciúme,desafia o toureiro para uma luta até à morte com navalhas,que é interrompida graças à volta dos contrabandistas.Depois de insultar o desertor e convidar os presentes para as corridas de touros de Servilha,Escamillo abandona a cena.A seguir,Dancaire descobre a presença de Micaëla ,que abandona o seu esconderijo e pede a Don José que a acompanhe porque sua mãe está a morrer.Ele aceita e sai com a aldeã,não sem prevenir Carmen,em tom ameaçador ,de que voltará para vir buscar.A cigana não dá aos seus avisos pensando no seu novo objeto de desejo.

Ato IV

Em Sevilha, frente à praça de touros, uma multidão espera a chegada dos toureiros. Os vendedores aproveitam a ocasião para oferecer os seus produtos ao público. Aparece então a quadrilha e atrás dela,Escamillo e Carmen. À entrada do toreiro na praça de touros,Mercedes e Frasquita avisam a cigana da presença de Don José, mas ela mostra não ter medo de se encontrar com o seu antigo amante. A seguir, Don José retém Carmen quando tenta entrar na praça,suplicando-lhe que volte com ele.Ela responde-lhe que o seu amor por ele acabou. Do interior da praça soam as vivas a Escamillo.O desertor tenta deter com violência a cigana,mas ela atira-lhe despeitadamente o anel que ele lhe tinha oferecido. Em fúria, Don José enfia uma faca na barriga de Carmen. A multidão que vai saindo da praça assiste à terrível cena. Don José, cheio de tristeza, cai de joelhos junto ao corpo de sua amada Carmen.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org
http://www.antiqbook.com (imagem)

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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