Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sinopse de Obras Literárias III

Corrida pela herança (Sheldon, Sidney)
Este é mais para o público infanto-juvenil. O magnata Samuel Stone gostava mais de sua fortuna do que do seus herdeiros. Quem quiser se apossar das riquezas do falecido terá que desvendar pistas misteriosas e enfrentar perigos inimagináveis, nesta complicada caça ao tesouro. A viúva vaidosa, o sobrinho ganancioso, o advogado interesseiro e o primo bondoso irão se meter nas mais incríveis situações e recorrer à métodos bastante estranhos para se livrar dos adversários.

Os doze mandamentos (Sheldon, Sidney)
Moisés desceu da montanha com suas tábuas de pedra nas quais estavam os dez mandamentos da lei de Deus, conta a história sagrada. Mas o escritor viaja ao passado para revelar um segredo: na verdade seriam doze os mandamentos. E, ao contrário da punição de quem não cumpre essas leis, os personagens recebem grandes recompensas, tornando-se ricos, famosos e felizes.

Os quatrocentos (Sheppard, Stephen)
Inverno 1872. Quatro jovens aventureiros americanos arquitetam e, mais tarde, executam um grande golpe para lesar o Banco da Inglaterra, em milhares de libras. O desenrolar da história leva o leitor de um continente a outro causando muita ansiedade em querer adivinhar o seu final.

Carta a meu juiz (Simenon, Georges)
Por amor, ou antes, por paixão, um médico sai de seu confortável círculo de valores e se envolve com um lado da vida que desconhecia. Fica muito envolvido, a ponto de cometer um crime, como explica e justifica a longa carta a seu juiz.

Os quatro dias de um pobre homem (Simenon, Georges)
A história deste livro mostra dois momentos distintos da vida de seu personagem central. O pobre homem porém, é o mesmo. Não pode e parece não querer fugir ao seu destino. Não pode modificá-lo e tem consciência do que será o fim de sua trajetória. O autor apoia-se nas lembranças e no rumo que tomou a vida de seu personagem e oferece uma análise psicológica das motivações e da fatalidade de um autêntico pobre homem.

O testamento maldito (Simenon, Georges)
A saga da família Donadieu começa com o desaparecimento do armador Oscar Donadieu e após alguns dias, seu corpo é encontrado boiando junto ao cais. Em La Rochelle, a importante e abastada família é tida como referência na cidade e todos observam seguem seus passos. A exumação do cadáver, a surpresa do testamento e as suspeitas sobre a morte do armador são algumas das muitas passagens reservadas por George Simenon para “O testamento maldito”.

O xangô de Baker Street (Soares, Jô)
Sherlock Holmes vem ao Império do Brasil investigar um crime. E, mesmo tendo vindo a negócios, também passeia no país dos papagaios num carnaval interpretado por Sarah Bernhardt.

Álbum de família (Steel, Danielle)
Romance que conta a carreira e a vida particular de uma atriz, desde sua juventude, quando ainda solteira e depois de seu casamento com um playboy milionário. Relata a vida dos seus filhos, suas alegrias e também suas grandes tristezas.

Viajando com Charley (Steinbeck, John)
Aos 60 anos, John Steinbeck partiu à descoberta de sua terra natal. Para esta viagem batizou seu veículo de Rocinante e levou como companheiro seu poodle francês Charley. Partiram de Nova York e percorram cerca de 40 estados americanos. O livro descreve não só essa aventura, mas também a descoberta que de certo modo vive no coração de todos os homens, principalmente dos que não podem mais fazê-la.

As vinhas da ira (Steinbeck, John)
A trajetória da família Joad, de fazendeiros estabelecidos a quase escravos na Califórnia, nos anos da Depressão. Um clássico americano, em que se juntam o social, o econômico e o humano – que se recusa a ceder.

Lendas do deserto (Tahan, Malba)
Trinta e nove histórias com um mundo moral bem definido, que derivam de lendas árabes, hindus e persas trazendo sempre, em cada uma delas, uma lição de vida e fé.

Inocência (Visconde de Taunay)
Romance de amor passado em meados do século XIX, num lugarejo no interior do Brasil. Inocência, já prometida pelo pai a Manecão, tem um romance com Cirino, amor totalmente impossível. Conflito entre o modo de vida rural e o urbano.

A retirada da Laguna (Visconde de Taunay)
Episódio da Guerra do Paraguai. Narrativa da expedição brasileira em operações no sul de Mato Grosso, no recuo efetuado desde Laguna, na fronteira do Paraguai, até o rio Aquiduana, em território brasileiro. “Trinta e nove léguas percorridas em 35 dias de dolorosa recordação”.

Ciranda de pedra (Telles, Lygia Fagundes)
Infância e adolescência de uma jovem que ao descobrir sua verdadeira origem paterna, torna-se uma pessoa problemática. Suas angústias são contadas, assim como seus amores e suas tristezas.

Venha ver o pôr-do-sol e outros contos (Telles, Lygia Fagundes)
Conto que dá título ao livro – Ricardo é um rapaz misterioso, com idéias mórbidas, que leva sua namorada Raquel para ver o pôr-do-sol no cemitério e o melhor local para isso seria sobre o túmulo da família de Ricardo onde estava sua prima.

O Senhor dos Anéis – I – A Irmandade do Anel (Tolkien, J.R.R.)
Primeira parte da grande obra de ficção fantástica do autor. Esta história cresceu conforme foi sendo contada, até se tornar uma história da Grande Guerra do Anel, incluindo muitas passagens da história ainda mais antiga que a precedeu. Em grande parte, esta obra trata de hobbits, e através de suas páginas o leitor pode descobrir muito da personalidade deles e um pouco de sua história.

A herdeira veneziana (Tomizza, Fulvio)
Romance histórico que se passa no século XVIII. Relato verídico da vida de Paulina Rubi, baseado no livro “Privadas desventuras de uma mulher de verdadeiro espírito” escrito por seu pai, o Conde Gian Rinaldo Carli, que depois de editá-lo, mandou queimar todos os exemplares, menos um , que ficou guardado em uma caixa blindada sob a guarda da Biblioteca de Lucca.

Topázio (Uris, Leon)
1962: a crise dos mísseis em Cuba. Espiões russos infiltrados entre os ministros do General De Gaulle. Agentes secretos norte-americanos e franceses tentando provar a instalação de mísseis, na pequena ilha do Caribe, pelo governo da Rússia. Homens fortes e mulheres apaixonadas lutam desesperadamente para selar o destino das nações. Baseado em fatos reais.

Banana brava (Vasconcelos, José Mauro de)
Aventura de um jovem que pretende ser garimpeiro e se embrenha pelo caminho difícil que leva ao garimpo de Banana Brava. Uma vida mesclada de traição e vingança, de amizade e solidariedade.

O garanhão das praias (Vasconcelos, José Mauro de)
O livro tem como cenário o Araguaia, junto a uma aldeia Xavante, onde em torno de um posto de saúde do serviço de proteção ao índio, desenrola-se toda a história, tendo como protagonista Canário, o garanhão das praias. A explicação dada pelo próprio autor dá idéia da real característica da narrativa:
“O leitor não encontrará neste livro apenas um sentido de diversão. Ao contrário, o livro é de uma aridez doentia, de um desânimo acachapante e sobretudo, de uma contínua solidão mesclada de constantes desencontros”.

Os cavalinhos de platiplanto (Veiga, José)
Dada a simplicidade de sua linguagem, a fluência de sua narrativa e a singularidade dos entrechos que inventa, Veiga é escritor de leitura constante nas escolas. Mas sua ficção não é simplesmente pedagógica. Sua literatura invade o terreno do fantástico, do mistério e do absurdo, e algo característico que talvez explique esse sucesso, é a sua predileção pelos personagens infantis.

Ana Terra (Veríssimo, Érico)
Romance pacifista e humanista em que o autor inclui vários elementos do folclore gaúcho, onde os personagens imaginários misturam-se com personagens reais da história do Rio Grande do Sul. A família Terra, descendente dos tropeiros vindos de São Paulo, se estabelece na antiga província de São Pedro, na segunda metade do século XVIII e início do século seguinte. A protagonista Ana Terra é uma das pioneiras do povoado de Santa Fé, dominado pela família Amaral.

Incidente em Antares (Veríssimo, Érico)
Romance político. Ambientado na fictícia cidade de Antares, no interior do Brasil, esta obra centra-se na defesa dos direitos humanos e na denúncia do fanatismo ideológico.

Olhai os lírios do campo (Veríssimo, Érico)
Romance que conta a vida de um jovem pobre que, a custa de muito sacrifício, forma-se em Medicina. Muito ambicioso, faz um casamento frustrado com uma moça da alta sociedade. Tarde demais dá-se conta do seu verdadeiro amor.

O resto é silêncio (Veríssimo, Érico)
Romance. Numa praça, no centro de Porto Alegre, uma moça cai do alto de um edifício. Das pessoas que assistem a cena, sete interpretam o fato de maneira diversa. Mais importante que a história da suicida é o relato da vida dessas sete pessoas.

O analista de Bagé (Veríssimo, Luis Fernando)
Vinte e sete hilariantes histórias do impagável analista gaúcho, freudiano, machista, que costuma tratar seus pacientes a tapa.

Comédias para se ler na escola (Veríssimo, Luis Fernando)
Textos curtos, fáceis e divertidos, onde o autor, com originalidade e humor, revela suas obsessões, mergulha em lembranças de infância e adolescência, preocupa-se com o social e o ético.

As mentiras que os homens contam (Veríssimo, Luis Fernando)
Luis Fernando Veríssimo, observador bem-humorado do cotidiano brasileiro, reúne um repertório divertido sobre “As mentiras que os homens contam”. O livro traz crônicas do autor sobre o tema, espalhadas em vários de seus livros ou publicadas nos jornais. Este é o primeiro da série de relançamentos da obra completa de Verissimo.

A vida é pra valer (o diário de Fabiana) (Vilela, Antonio Carlos)
Fabiana é uma adolescente que, com a morte dos pais, vê sua vida e de sua irmã gêmea, dar uma grande virada. O livro fala do amadurecimento, de aprender a ter responsabilidade e a direcionar a afetividade. Fabiana passa a viver separada de Mariana, mas faz novos amigos e estes vão lhe dar forças para enfrentar as suas dificuldades.

A cor púrpura (Walker, Alice)
Estuprada pelo padrasto, uma adolescente negra tenta desabafar escrevendo cartas para Deus e para sua irmã que julga morta.

Fonte:
http://www.vestibular1.com.br

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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