Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 14 de março de 2009

Academia de Letras de Rondônia (Acadêmicos)

ACADEMICOS
1 – Dimas Ribeiro da Fonseca ––– (Patrono) Francisco Meireles
2 – Gesson Álvares de Magalhães ––– (Patrono) Ary de Macedo
3 – Edson Jorge Badra ––– (Patrono) Alkindar Brasil de Arouca
4 – Emmanuel Pontes Pinto ––– (Patrono) José Pontes Pinto
5 – Bolívar Marcelino ––– (Patrono) Antônio Tavernard
6 – Abnael Machado de Lima ––– (Patrono) Manoel Nunes Pereira
7 – Hélio Fonseca ––– (Patrono) Teotônio de Gusmão
8 – José Valdir Pereira ––– (Patrono) Alexandre Rodrigues Ferreira
9 – vaga ––– (Patrono) Amílcar Botelho Magalhães
10 – Esron Penha de Menezes ––– (Patrono) Antônia Virgílio ]
11 – Raymundo Nonato de Castro ––– (Patrono) Cândido Mariano da Silva Rondon
12 – vaga ––– (Patrono) Pe. João Nicoletti
13 – Matias Mendes ––– (Patrono) Maria Madalena Neimeier Duarte
14 – Heinz Roland Jakobi ––– (Patrono) Ricardo Franco de Almeida Serra
15 – Eunice Bueno da Silva Souza ––– (Patrono) Ferreira de Castro
16 – Antônio Cândido ––– (Patrono) Antônio José Catanhede
17 – Yêdda Maria Pinheiro Borzacov ––– (Patrono) Aluisio Pinheiro Ferreira
18 – Pedro Albino de Aguiar ––– (Patrono) Humberto de Campos
19 – Viriato Moura ––– (Patrono) Carlos Mendonça
20 – João Teixeira ––– (Patrono) Ramayana Chevalier
21 – Aparício Carvalho de Moraes ––– (Patrono) Oswaldo Cruz
22 – Joaquim Cercino ––– (Patrono) Joaquim Tanajura
23 – Átila Ibanez ––– (Patrono) Vespasiano Ramos
24 – Dante Ribeiro da Fonseca ––– (Patrono) Paulo Nunes Leal
25 – Marco Antônio Domingues Teixeira ––– (Patrono) José Alves de Lira
26 – Cláudio Batista Feitosa ––– (Patrono) Joaquim de Araújo Lima
27 – Zelite Andrade Carneiro ––– (Patrono) Jorge Teixeira de Oliveira
28 – Antonio Serafim da Silva ––– (Patrono) Raymundo Moraes
29 – vaga ––– (Patrono) José Calixto de Medeiros
30 – José Lúcio Cavalcante de Albuquerque ––– (Patrono) José Guilherme de Araújo Jorge
31 – vaga ––– (Patrono) Pedro Tavares Batalha
32 – Raimundo Neves de Almeida ––– (Patrono) José Francisco Monteiro
33 – vaga ––– (Patrono) Emília Smithlage
34 – vaga ––– (Patrono) Vitor Hugo
35 – vaga ––– (Patrono) Ari Tupinambá Penna Pinheiro
36 – Luiz Antonio de Araujo Silva ––– (Patrono) Enos Eduardo Lins
37 – Samuel Castiel Jr ––– (Patrono) Marise Magalhães Costa Castiel
38 – vaga ––– (Patrono) João Batista Costa
39 – vaga ––– (Patrono) Júlio Nogueira
40 – vaga ––– (Patrono) Amizael Gomes da Silva
41 – Almino Álvares Afonso ––– (Patrono) Álvaro Maia
42 – César Romero Cavalcante de Albuquerque ––– (Patrono) Roquete Pinto
43 – Iris Célia Cabanelas Zanini ––– (Patrono) Leandro Tocantins
44 – Adelino José de Moura ––– (Patrono) Paulo Saldanha
45 – Frederico Álvares Afonso ––– (Patrono) João Carlos Marques Henrique Neto

Sócios Honorários
Euro Tourinho
José Januário de Oliveira Amaral

Sócios Beneméritos
Francisca Batista
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BOLIVAR MARCELINO (1932)

Popularmente conhecido como Professor Bolívar, dado a sua intensa batalha nos meios educacionais lecionando língua Portuguesa e Literatura Brasileira.

Potiguar da capital de Natal, nasceu a 28 de agosto de 1932. Chegou a Porto Velho em outubro de 1938 com apenas 6 anos de idade. Fez seus primeiros estudos na Escola Osvaldo Cruz, Colégio Dom Bosco e grupo Escolar Barão do Solimões.

Sua vida sempre esteve muito ligada a literatura. Tem um número incontável de composições poéticas e crônicas literárias publicadas nos jornais desta capital.

Criativo e versátil, vem participando dos eventos culturais desta terra com grande destaque. Tomou parte na Comissão que escolheu o Hino do município de Porto Velho, bem como, o brasão.

É membro da União Brasileira dos Escritores de Rondônia e da Academia Rondoniense de Educação.
Foi presidente da diretoria da Associação Rondoniense dos Professores.

Professor de Língua Portuguesa, Bacharel em Direito e Pesquisador da Amazônia, escreveu a monografia “Da Revolução Acreana à construção da Madeira – Mamoré”.

Em sua poesia, regionalista, retrata a vida do seringueiro, o canto do Uirapuru, a enchente do Rio-Mar, a beleza da Vitória Régia, o drama da Madeira-Mamoré e a paisagem amazônica.

Do seu conhecimento e paixão pelas lendas amazônicas, citamos a Mãe-D’água e o Caboclo Tapuia.
Ainda levado pelo senso/regional escreveu o ensaio A Influência de Rondon no Território Federal de Rondônia com o qual mereceu o 1º prêmio no concurso realizado pela imprensa local.

Bibliografia do Acadêmico:

Tarde de verão (poesia)
Folhas de Outono (poesia)
Chuvas de Inverno (poesia)
Ensaio sobre o poeta Antônio Tavernard
Rondon e sua Influência no Território Federal de Rondônia, 1965
Da Revolução Acreana à Construção da Madeira-Mamoré, 1982.
Poema de Exaltação a Rondônia, 1982 Orvalho da Manhã

A MINHA ÚNICA ILUSÃO

Éramos como duas trêfegas crianças,
De sonhos cheios, ricas de ilusões,
Vivíamos a alegrar os corações
Em busca de quimeras e esperanças...

E nunca te esqueci – nestas andanças
Em que a vida tão pela de emoções,
Deixa-nos as marcas e as mutilações
De um grande amor que resta nas lembranças...

E fomos assim: um sonho que passou
No grande val de vidas desiguais,
Que cresceu, mas breve se acabou...

Acredito que pra ti haja findado,
Mas para mim, que te amei demais,
És a mais bela flor do meu passado...
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Porto Velho

Porto Velho da minha infância e da minha adolescência, das barrancas do rio, do velho trapiche do Aripuanã... do ponto inicial da Madeira-Mamoré.

- Debruço-me no teu passado e vejo na retina dos meus olhos: A favela, A Rua-da-Palha, A Ladeira do João-barril, o velho coqueiro solitário da Baixa da União E me perco em memórias e recordações...

Porto Velho das reuniões do Bar-Central, da velha ponte Guapindaia, do Parque Municipal, do "buraco" do Aníbal e do Chico do "buraco"; das velhas casas de madeira dos ingleses, Casa Seis, Três, Hotel-Brasil, do Paraíso e do Clube Internacional.

Porto Velho do Igarapé-Grande, de águas brancas, cristalinas, murmurejantes... do Beco do Mijo, da Ponte do Suspiro, da Vila Confusão.

Porto Velho cosmopolita, de espanhóis, portugueses, ingleses, barbadianos, nordestinos, colonizadores.

Porto Velho do Pedro do Rádio, do Macedo telegrafista, do professor Carlos Costa, do Butioni, do Aluízio, como dizia o Getúlio,

Porto Velho das figuras populares: Zé Quirino e Tainha da política apaixonada: cutuba e pele-curta,

Porto Velho dos diminutivos: Ferreirinha, Oliveirinha, Teixirinha, Freitinhas...

Porto Velho do "gabarito", da Fifi Lorotoffi, do Nuno IV, do João do Vale,

Porto Velho do "footing" da Praça Rondon, de mil lembranças que trago dentro do peito, na minha saudade; berço de minhas filhas, dos meus filhos, de minhas ilusões.

Porto Velho que dia a dia cresce a retorcer-se num canto do meu coração...

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ESRON PENHA DE MENEZES

Desde 1954 escreve em Jornais, ora no "0 Guaporé, ora no Alto Madeira", crônicas quase na sua totalidade, versando sobre fatos ocorridos há alguns anos passados.
Por isso, intitulou essas crônicas de "HISTÓRIA ANTIGA".

É pioneiro filho de pioneiro, chegando aqui em Porto Velho trazido pelo pai, quando tinha apenas oito anos de idade.

Aqui estudou, fazendo o curso primário. Aos 14 anos, passou a trabalhar na Madeira-Mamoré, a lendária Estrada de Ferro. Alguns anos depois, trabalhou na Fordlandia, por cinco anos e, em 1932, serviu ao Exército, voltando em 1933 à Porto Velho, onde passou a trabalhar na Caixa de Aposentadoria dos Ferroviários e na Madeira Mamoré.

Em 1943, com a criação do Território, ESRON passa a ser um dos organizadores da Guarda Territorial aonde chegou a exercer o comando e, posteriormente, em 1952, também é encarregado de dar os primeiros passos para a organização do Corpo de Bombeiros, fazendo curso de Bombeiro Técnico no Rio de Janeiro.

Em 1953, foi delegado de polícia na área dos garimpos, escrivão eleitoral em 1958, assistente militar do governador Paulo Nunes Leal e, em 1960, Delegado do Governo do território junto às firmas construtoras da BR-29 (depois 364).

Veio a se aposentar no serviço público em 1962, quando passou a exercer atividades diversas em empresas privadas.

Em 1969 comandou o Corpo de Bombeiro, foi secretário da extinta ARENA entre 1975/1976 e,exerceu por muito tempo, a função de assessor especial para assuntos legislativos na Prefeitura Municipal de Porto Velho.

A este homem de vida tão vivida, ainda restou tempo para nos brindar com relatos de fatos,de nossa terra e nossa gentes, através do seu "RETALHOS PARA A HISTÓRlA DE RONDÔNIA" - onde aborda diversos assuntos, como a evolução dos transportes em Rondônia, os homens que fizeram história, desde Rondon até Jorge Teixeira, os municípios que já existiam e os criados, a criação do Território e a elevação deste a Estado etc.

Membro da Academia Rondoniense de Educação, tendo editado dois livros, 500 e 1500 exemplares, Retalhos para a História de Rondônia", cuja edição, já esgotada, é muito procurada pelos estudantes das várias séries de ensino.

Esron de Menezes, também é jornalista e colabora no Jornal Alto Madeira, com a Coluna História Antiga.

Esron Penha de Menezes é membro fundador da Academia de Letras de Rondônia e um dos maiores colaboradores na construção do Estado de Rondônia.
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APARÍCIO CARVALHO DE MORAES (1950)

Aparício Carvalho de Moraes, Médico, poeta, comunicador e político, nasceu na bucólica Boa Esperança – Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, em 20 de abril de 1950.

Freqüentou, durante seis anos, o Conservatório de Música do Departamento do Instituto de Letras e Artes da Universidade do Amazonas e participou como poeta expositor, do 1o. Salão de Poesias do Amazonas, em 1976, no Teatro Amazonas.

Na área de comunicação, Aparício produziu e apresentou, durante dois anos, para a TV Educativa, Canal 2, o Programa “Medicina e Saúde”, para todo o Amazonas, e produziu e apresentou, na Rede Amazônica de Televisão, Canal 4, TV Rondônia, vários programas, entre eles: “Nossa Revista” e “Bom Dia Rondônia”.

Na área médica, destaca-se como Presidente da Associação Médica de Rondônia (reeleito para o sétimo mandato), tendo exercido o cargo de Secretário de Estado da Saúde de Rondônia. Fundou a Cooperativa de Trabalho Médico do Estado de Rondônia (UNIMED-RO) e foi eleito Presidente em 1984.

Na área política, exerceu os mandatos de vereador, em Porto Velho, deputado federal por Rondônia e Vice-Governador do Estado de Rondônia.

É membro da União Brasileira dos Escritores de Rondônia e seus principais livros são:
Vivências Amazônicas, publicados em 1985;
Letra de Médico (Co-autor), publicado em 1991
Atuação Parlamentar, publicado em 1995.

O Acadêmico Aparício Carvalho de Moraes já esteve duas vezes na Presidência da Academia, tendo seu último mandato correspondido ao período de 2001 a 2007.
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EUNICE BUENO DA SILVA E SOUZA

Natural de Assís, Estado de São Paulo, nasceu em 4 de junho de 1948. É filha de Prescilhana Alves da Silva e Antenor Bueno da Silva.

Cursou o primário na cidade de Mandurí-SP; o ginasial em Sertanópolis no Paraná, no Ginásio Estadual Luiz Deliberador. O curso colegial em Bernardino de Campos-SP e Magistério na Escola Normal Santo Tomás de Aquino em Sertanópolis-PR.

Cursou a Faculdade de Ciências e Letras de Cornélio Procópio – PR formando-se em Letras Franco-Portuguesa. Fez a aliança Francesa, lecionando a matéria na cidade de Bela Vista do Paraíso – PR por quatro anos.

Veio para Porto Velho em 1977, onde continuou exercendo o magistério nas escolas Colégio Dom Bosco e Escola Normal Carmela Dutra.

Participou ativamente de todos os movimentos literários promovidos em Porto Velho.

Escreveu artigos sobre a arte poética e literatura rondoniense em vários matutinos locais.

É membro fundadora da União Brasileira dos Escritores de Rondônia, onde foi Presidente por dois anos, e da Academia de Letras de Rondônia, onde foi Secretária Geral no biênio de 1988 a 1990.
Atualmente, é Diretora da Biblioteca e Edições da Academia de Letras, eleita nas eleições do dia 4 de janeiro de 2008, para o biênio 2008/2009.

Como funcionária Pública exerceu o cargo de redatora do Gabinete do Secretário de Estado da Educação por 4 anos. Hoje Eunice Bueno trabalha no projeto de pesquisa de Literatura Regional na Universidade Federal de Rondônia.

É co-autora de inúmeras obras didáticas publicadas pela Secretaria de Estado da Educação. Possui textos nos livros didáticos dessa Secretaria de Estado.

É autora das seguintes obras:
Garatuja – 1984.
Clecs e Outras Inspirações, Sonhos, e Suspiros e Sinfonia ou Versejando Sonhos(1988) –
Arco-Iris – 1990
Visão Geral da Literatura de Rondônia (folder)
Folhetos Poéticos (folder mensal) – 1988 – 1992.
- Quadrante, 1991
Poetas e Poemas (caderno alternativo anual)
-Quando as Conchas se Abrem, o Poema me Chama, Poemando (independentes) Flauta Doce – 1993
Arte e Literatura (co-autora) 1992.

Sua poesia é assim:

De repente ecoa
num vôo transcendente
ativamente
num sonho tétrico
o mágico toque
utópico
enigmático do leiser.
A energia transborda
e excede os meus desejos
sonhadores
de repente acordo
nas asas
do cogumelo voador e,
viajo
vagando
vago
ando, sonho, vôo... :
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Lua Nova

Lamina brilhando
f a t i a n d o
minha saudade
mil e uma vezes
mil e uma gotas
p i n g a n d o
dos meus olhos
lâmina suada
g o t e j a n d o
ao meus pés.
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Máscaras

Oito da manhã
mais um drink
o poema acabou.
há bebida no copo
marcas no corpo
dinheiro no soutien da moça
nada no bolso do homem
mais um gole só
e fica só de novo.
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Partida

Deixa-me ir pois a vida me espera
Ja retirei as pedras do caminho
chegar a Luz é o que mais que mais quero

Deixe-me ir as flautas anunciam
Luz ilumina as margens do caminho
Anjos alados me mostram o mistério.

Deixe-me ir não me prendam
no escuro dessa lida
A etapa agora já esta cumprinda
Outra Porta se abre em minha vida.

"-Chegaste nas asas do vento
te abriguei no colo
anoitecemos"-
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MATIAS ALVES MENDES (1949)

O Acadêmico Matias Mendes nasceu no Vale do Guaporé, em 24 de fevereiro de 1949, na colônia Lamego em Forte do Príncipe da Beira. Filho de João Laudelino Mendes da Cunha e Galdina Alves Mendes.

É um dos fundadores da Academia de Letras de Rondônia, que, juntamente com um grupo de amigos escritores e poetas, no dia 10 de junho de 1986, numa reunião realizada especificamente para este fim, criaram a mais importante instituição literária do Estado de Rondônia, a Academia de Letras, formada por 40 Acadêmicos.

A primeira profissão que conheceu foi a agricultura. As matas e os seringais foram seus ambientes de trabalho durante a juventude. Sua experiência profissional é vasta e diversificada. Cursou o primário na Escola Imaculada Conceição em Real Forte do Príncipe da Beira e freqüentou o SENAI Marechal Rondon em Porto Velho.

Estreou na literatura em 1982 com o livro de poesias As Emoções e o Agreste.

É autor de mais cinco obras:
As Musas e o Perfil (poesia);
As Quimeras e o Destino (poesia);
As Malvinas do Jamari (ensaio);
Síntese da Literatura de Rondônia (co-edição/ ensaio;
Síntese da História de Rondônia ( 1984)
Eflúvios da Descrença (poesia).

Sua poesia cultiva a métrica. A linguagem é metafórica e lírica por excelência. Estudando todas as obras do autor obtém-se uma evoção à imagem feminina que mora no sonho e no coração do poeta de forma sensual e sublime.

Obras do autor publicadas:
1 - As emoções e o agreste - 1982 (Poesia)
2 - As musas e o perfil - 1982 (Poesia)
3 - As quimeras e o destino - 1983 (Poesia)
4 - As malvinas do Jamari - 1983 (História)
5 - Síntese da literatura de Rondônia - 1984 (Ensaio)
6 - Eflúvios da descrença - 1985 (Poesia)
7 - Apologia da negritude - 1999 (Poesia / Ensaio)
8 - A lira do crepúsculo - 2007 (Poesia)
9 - Lendas do Guaporé - 2007 (História / Lendas)

MARIA IDEAL

Entre os eflúvios de sentimentos
Flutua a tua figura soberana,
Bela e altiva como a própria Diana,
Leve e fugidia como o sopro dos ventos.

Entre essas auras de encantamentos,
O doce encanto que de ti emana
Transcende a toda emoção humana
E aos mais humanos arrebatamentos...

É tão tocante teu colossal lirismo
Que essa grandeza do teu altruísmo
Faz com que sejas um ser de porte divinal.

Se divinal não for teu doce encanto,
Se és apenas humana, no entanto,
No mínimo, és a Maria ideal...!

Correr é tragar gotas de orvalho
Atrás das flores perfumadas,
É o impasse das borboletas, crisálidas,
É o trunfo que o mundo exige.

É avançar rapidamente
Para a paciente transição...
Cinco, quatro, três, dois... Lentamente,
Vamos! É a hora da salvação.

Correr é tragar gotas de orvalho
Que brotam das rosas humildes;
E suster-se do frágil galho.

Correr... vamos correr, despertar para a sorte
Elevar-nos aos céus...
Correr é avançar para a morte.

Mais dados e biografias e respectivas obras dos outros acadêmicos podem ser encontrados no site abaixo da Academia.

Fontes:
http://acler.org/

2 comentários:

o poeta disse...

Meu amigo Feldman:
Sensibilizadíssimo com sua iniciativa...
Que belo e magnífico trabalho você faz em prol da literatura!
Pelo que li em seu Pavilhão Literário, somos devedores de uma homenagem a você, pelo tanto que vem divulgando da nossa Academia. Quando retornar à presidência, pois agora estou de licança, proporei à casa que faça uma homenagem ao grande amigo.
Parabéns! Muito genial seu trabalho!
Hoje, no dia nacional da poesia, registro meu agradecimento, em nome dos poetas, ao que fazes pela poesia,pelos poetas e pela literatura.
Um abraço e saudações literárias.

o poeta disse...

Sr. Feldman
Postei uma pequena matéria sobre seu blog no site da Academia de Letras de Rondônia.
www.acler.com
Convido o amigo para conhecer meu site www.josevaldir.com
Abraços

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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