Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 13 de março de 2009

Dicionário de Folclore (Letra F)



FADAS. As fadas são entidades femininas dotadas de poderes mágicos, principalmente quando usam sua varinha de condão, capazes de transformar pessoas em animais e animais em pessoas. As fadas podem ser: fadas-más ou bruxas, que só fazem o mal: e as fadas-boas ou fadas-madrinhas que só fazem o bem. As fadas estão sempre participando das estórias de Trancoso.
FADO. O fado é uma canção popular portuguesa, mas de origem brasileira. Quando a corte portuguesa se estabeleceu no Brasil, em 1808, os nobres gostaram muito do lundu brasileiro. De volta a Portugal, os nobres e músicos lusitanos deram ao lundu, com algumas modificações, o nome de fado, como é conhecido hoje.
FALAR. A voz foi o primeiro meio de comunicação usado pelo homem, que começou a inventar nomes para as pessoas, para os animais e para as coisas. Em torno da fala, existem algumas crendices como o remédio que se dá à criança que está custando a falar, muito usado nos sertões nordestinos: dar, para o menino beber, água de chocalho, isto é, a água na qual se encheu um chocalho. Na linguagem popular, quando uma pessoa fala muito, diz-se que tomou água de chocalho quando criança. Não é bom mostrar a criança num espelho porque; assim acontecendo, ela vai demorar a falar. O remédio, no caso, é dar água-de-chocalho pra ela beber.
FALAR-PELA-BOCA-DOS-ANJOS. Argumentação que se faz quando se deseja ardentemente, de coração, que se realize o que a pessoa acaba de dizer.
FALAR-PELOS-COTOVELOS. Diz-se da pessoa que fala muito.
FALSETE. Voz esganiçada, falsa, imitação da voz de criança ou de mulher.
FANDANGO. Em alguns Estados do Brasil o fandango é o bailado dos marujos ou marujada, ou chegança ou barca. No Sul, fandango é dança, baile, festa de danças regionais. Foram registradas cem modalidades de fandango no Sul, entre as quais tontinha, velho-vai-moça-fica, pega-fogo, marrafa, João Fernandes, pipoca, etc.
FANHO. Diz-se que fanho é a pessoa que fala pelo nariz, com voz fanhosa.
FARINHA. 1. Feita de mandioca, a farinha é conhecida como o pão dos brasileiros. A linguagem do povo registra vários ditados: comer a vergonha com farinha seca; de pouca farinha meu pirão tem medo; mel em casa é gasto de farinha. Quando tem muita gente reunida numa festa, numa feira, diz-se que: Tem gente como farinha. A farinha de mandioca também é chamada farinha-de-pau; 2. A farinha de trigo é usada para o fabrico do pão e bolos.
FARINHA-DE-BARCO. É a farinha de mandioca que vem por mar, ficando com cheiro de maresia.
FARRA-DO-BOI. A farra-do-boi, que acontece todos os anos no Balneário Barra do Sul, a 40 quilômetros de Joinville (SC), começa na Quinta-Feira da Semana Santa. Tudo começou na Península Ibérica, por volta do século XIV, originando-se de uma mistura da luta de animais – que era um dos lazeres da burguesia – com a corrida de touros, festa nacional espanhola. Atualmente, ainda existe a Corrida de São Firmino, na Espanha. Mas do jeito que acontece hoje, em Santa Catarina, a farra-do-boi teve origem na Ilha Terceira, nos Açores, com o boi correndo pelas ruas, sendo enfrentado por toureiros improvisados. A tradição chegou em Santa Catarina trazida pelos primeiros seis mil açorianos que lá desembarcaram entre 1748 e 1756. A farra-do-boi consiste na corrida de bois pelas ruas ou em lugar preparado, ficando as pessoas com o direito de irritarem os bois e correrem à procura de abrigo. A polícia proíbe esta manifestação folclórica, por força de uma decisão que a pôs na ilegalidade. Pessoas são presas mas, apesar dos pesares a farra-do-boi continua acontecendo todos os anos.
FAZER-A-CABEÇA. Convencer alguém; fazer com que alguém aceite sua maneira de ser, de pensar, de agir, seu ponto de vista, sobre determinado assunto.
FAZER-CASA-COM-PAU-BICHADO. Fazer as coisas mal feitas, sem lógica, sem certeza.
FEIJÃO-AZEITE. Comida feita com feijão-fradinho tendo azeite-de-dendê, cebola, o sal como temperos. Juntam-se camarões moídos. O feijão-azeite também é chamado de humulucu.
FEIJOADA. A feijoada é um dos pratos mais populares da culinária brasileira, preferido por ricos e pobres. A feijoada reúne verduras e carnes (de porco e de boi), paio, lingüiça, salsicha, carne-de-sol, charque, orelha de porco, etc. O feijão-preto é o mais apreciado na feijoada domingueira reunindo a família toda em volta da mesa, todos ansiosos para saboreá-la. E, como se trata de uma comida pesada, gordurosa, é aconselhável, depois de comer uma gostosa feijoada, tomar um cálice de batida ou até mesmo de água-que-passarinho-não-bebe para equilibrar o estômago.
FEITIÇARIA. É o nome dado às práticas de magia popular como o candomblé baiano, a macumba carioca, o xangô pernambucano (paraibano e alagoano), o catimbó nordestino, a pajelança, o tambor-de-mina e tambor-de-creoulo maranhenses, e o babassuê paraense. Os africanos trouxeram a feitiçaria para o Brasil.
FEITIÇO. É o despacho, o ebó, a coisa-feita, a muamba.
FELÔ. É um rebuçado de açúcar, vendido enrolado em papel. É uma espécie de puxa-puxa, quando feito com açúcar mascavo ou mel-de-engenho, ou melado. Veja ALFELÔ.
FERRA. É uma marca feita a fogo (iniciais ou um desenho qualquer) que os fazendeiros usam para saber quais os bois, as vacas e os garrotes de sua propriedade.
FERRADO. Dá-se o nome de ferrado aos legumes que são cozidos misturados com toucinho: feijão-ferrado, arroz-ferrado, na região norte mineira do Rio São Francisco.
FERRADURA. Feita de ferro e usada nas patas dos cavalos, a ferradura, quando encontrada casualmente, serve como amuleto, para atrair felicidade, saúde, bons negócios. Deve ser pregada atrás da porta da casa da pessoa que a achou na rua ou no campo. A ferradura comprada ou recebida como presente, não tem este poder.
FESTA. Festa, de um modo geral, é uma reunião de pessoas que comemoram um batizado, um casamento, uma data cívica, ou o dia consagrado a um santo. Mas o povo entende que a festa é o Natal e o mês de festa é dezembro, quando se trocam cartões natalinos e presentes, e considera o Natal, o Carnaval e o São João como as três principais festas do ano.
FETICHES. São objetos que representam a força divina como os mascotes, amuletos, talismãs.
FIGA. O povo acredita que a figa é um dos mais eficientes amuletos contra o mau-olhado. Representa a mão humana em que o polegar está colocado entre o indicador e o médio. A figa também é conhecida no Brasil pelo nome de isola, porque isola, afasta a força das coisas ruins que nos possam acontecer.
FICAR-A-COISA-PRETA. Tornar-se ou ficar a situação difícil.
FICAR-CHUPANDO-O-DEDO. Diz-se de quem fica com a cara de idiota, logrado.
FICAR-COM-O-PÉ-ATRÁS. Diz-se da pessoa desconfiada, sem ainda saber qual a atitude que vai tomar, sem acreditar no que lhe foi contado.
FICAR-NO-CANTO. Situação em que fica o filho mais novo de um casal quando nasce outro irmãozinho, relegado a um segundo plano, deixando de ser o alvo da atenção dos pais e parentes, perdendo o direito de comer o coração da galinha nos almoços domingueiros, as frutas mais bonitas, os melhores brinquedos, etc.
FILHA-DE-SANTO. É como se chama a sacerdotisa dos candomblés baianos, tendo como papel mais importante o de servir como cavalo, de corpo, de instrumento do medium, de aparelho ao orixá que nela se incorpora.
FINADOS. O Dia de Finados, ou o dia dos mortos, acontece no dia 2 de novembro. Não se pesca e nem se caça no dia de Finados. As almas dos afogados passeiam por cima das águas do mar, dos lagos, dos rios, dos açudes, das represas. É o dia em que as almas visitam os lugares onde morreram ou foram assassinados. Os vivos vão ao cemitério visitar os entes queridos, levando-lhes flores, velas, rezando pelo descanso de suas almas.
FLORES. As flores são oferecidas aos santos e às pessoas queridas. Enfeitam as casas e as igrejas. Mas são muito usadas (suas folhas, raízes) na medicina popular como remédios para curar pequenos males, doenças. Dar uma flor a uma moça, a uma mulher é uma prova de admiração, de respeito, de amor.
FOGO. Esfregando a ponta de um pedaço de galho seco de madeira em um buraco feito num tronco de madeira seca e com o auxílio de folhas também secas, o homem inventou o fogo para afugentar os animais ferozes, combater o frio do inverno, iluminar suas noites, assar seus alimentos. O fogo sempre foi considerado como purificador, por seu poder de destruir tudo, de reduzir tudo a cinzas. Os homens primitivos dançavam ao redor das fogueiras, como ainda acontece nas noites de São João. O fogo chegou até a ser adorado como um deus pelos primitivos. Em torno do fogo, a imaginação popular criou uma série de crendices ainda hoje em uso entre as pessoas do interior, do sertão: 1. Quem brinca com fogo urina na cama; 2. Quem cospe no fogo fica tuberculoso; 3. Quem queima os cabelos, fica doido; 4. Quem urina no fogo, seca a urina e morre de doença na bexiga ou nos rins; 5. É bom, quando a pessoa for morar em outra casa, acender logo o fogo; 6. Não é bom apagar o fogo de uma fogueira com os pés e sim batendo com galhinhos de árvores; 7. Não se deve apagar o fogo no fogão à lenha, com água; o certo é afastar as achas de lenha; 8. Apagar o fogo com água faz com que a pessoa perca tudo que ganhou ou economizou.
FOGO-MORTO. No Nordeste, um engenho está de fogo morto quando não está funcionando mais.
FOLCLORE. Folclore foi uma palavra criada por William John Thoms - um arqueólogo inglês - quando, no dia 22 de agosto de 1846, publicou uma carta no jornal O Ateneu, de Londres, mostrando a necessidade da existência de um vocábulo destinado a denominar o estudo das tradições populares inglesas. Desde a data da publicação da carta passou a ser comemorado, no mundo inteiro o dia 22 de agosto como o Dia do Folclore. A palavra folclore foi formada da união de dois termos oriundos do antigo inglês falado na Inglaterra: folk (povo) e lore (saber) e substituiu o que, na época, era chamado de antiguidades populares. Na carta escrita ao jornal londrino William John Thoms usou o pseudônimo Ambrose Merton e pediu que se fizesse um registro de antigas lendas, crenças em desuso, baladas, velhos costumes, fatos curiosos, de sua terra. Mas, o que é Folclore? Definir continua a ser uma das artes mais difíceis, principalmente quando se trata de definir Folclore, dada a sua abrangência e seu vasto e complexo mundo de ação. Cada estudioso do assunto tem sua definição própria, de conformidade com a ótica de cada um. Na minha opinião, o Folclore é muito difícil de ser definido. Uma definição de Folclore seria muito comprida e incompleta. Assim, Folclore é a cultura popular, envolvendo sua sabedoria, a linguagem falada pelo povo, as cantigas de roda, as adivinhações, os provérbios, os folhetos de feira, as estórias de Trancoso, a culinária, a medicina ortodoxa, o artesanato utilitário e decorativo, as anedotas, os folguedos, os autos populares, as bandas de pífanos, as brincadeiras infantis, as crendices, as superstições, a religiosidade, as cantigas de ninar, as danças, a poesia popular cantada de improviso e tudo que o povo faz, usa, acredita. Tudo que vem do povo, de sua sabedoria, é, pois, Folclore.
FOLE. A mesma coisa que harmônica, realejo, gaita, sanfona, acordeon(a). Para nós, aqui, no Nordeste, realejo, que se toca soprando, é um pequeno instrumento musical (de 3 a 20 cm) conhecido como realejo-de-boca ou gaita-de-boca.
FOME. É a vontade e a necessidade que o corpo humano sente de receber alimentos para transformá-los em energia. A fome é representada por uma mulher velha, horrível, desdentada, tendo à cabeça um chapéu muito grande.
FOME-CANINA. Diz-se quando a fome é muito grande, principalmente quando as pessoas passam muitas horas ou, até mesmo dias, sem comer.
FORMIGAS. As formigas ainda hoje são comestíveis, como acontecia entre os povos antigos. Mas não são todas as formigas que são comestíveis. A formiga que se come ainda hoje no Nordeste é a tanajura, a parte de seu corpo onde estão seus ovos, antes da postura. Elas saem dos seus ninhos, debaixo da terra, para cada uma fazer seu próprio ninho e ter seus filhos. Antes que tal aconteça, são caçadas, retirados seus ovos que, depois de fritos, são um prato muito apreciado.
FORRÓ. Veja ARRASTA-PÉ.
FREVIOCA. É o trio-elétrico pernambucano que, durante o carnaval, só toca frevo. O termo frevioca já aparecia no n° 55, de 1914, numa notícia do jornal Pernambuco.
FREVO. O frevo, que começou a aparecer em 1909, é uma dança, de rua e de salão, do carnaval pernambucano. O que caracteriza o frevo é ele ser dançado não apenas por algumas pessoas mas por uma multidão, como acontece no Galo da Madrugada que enche as ruas do Recife. O frevo vem de frever, corrutela popular de ferver e nasceu da polca-marcha. São duas as qualidades do frevo: o frevo somente tocado, frevo-de-rua, e o frevo tocado e cantado, que é o frevo-canção. Nelson Ferreira, Capiba, Carnera, Levino Ferreira, Timoshenko e muitos outros músicos pernambucanos escreveram frevos que foram e continuam ainda sendo a alegria de muitos carnavais, de ontem, de hoje e de amanhã. Um dos frevos mais conhecido em Pernambuco é Vassourinhas que quando tocado, todo mundo se agita. Dá-se o nome de passo, fazer-o-passo, à maneira de se dançar o frevo.
FUMO-BRABO. É o nome que também se dá à maconha.
FUBICA. Nome dado aos automóveis velhos, caindo os pedaços, também conhecidos por cururus.
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Fontes:
LÓSSIO, Rúbia. Dicionário de Folclore para Estudantes. Ed. Fundação Joaquim Nabuco
Imagem = http://www.terracapixaba.com.br/

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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