Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 1 de abril de 2013

I Tertúlia Literária do Instituto Memória


Anthony Leahy – Editor do Instituto Memória – Curador da Tertúlia Literária

Mais de 200 participantes, entre jornalistas, professores universitários, cineastas, historiadores e leitores em geral, lotaram o Palacete dos Leões para prestigiarem aos 15 lançamentos de livros e os mais de 40 autores participantes. Uma bonita festa entre livros e amigos! Já no terceiro ano consecutivo com eventos mensais promovendo a cultura brasileira e dando Vez e Voz aos autores nacionais.

Segundo o Instituto Caros Ouvintes de Estudos das Mídias: “ Literatura e arte às dúzias! Sonho, ilusão, quimera ou Khimaira para lembrar a origem grega do substantivo? Errou. É a I Tertúlia Literária Instituto Memória promovida pelo próprio em parceria com o BRDE já no seu terceiro ano.”

A escritora e psicóloga Lígia Guerra resume com o brilhantismo que lhe é característico: "Foi muito bacana o nosso encontro entre amigos. Franz Kafka afirmou que “um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós. “ Eu acrescentaria que ele quebra gelos e constrói pontes. Nós fizemos isso ontem. foi uma honra ter feito parte desse momento histórico da Cultura Paranaense".

Verifique as opiniões sobre o evento:
jornalista José Aparecido Fiori: “Concorridíssimos os eventos tertúlicos e telúricos realizados com pompa e garra pelo curitibaiano e maior editor deste país, Anthony Leahy, agora há pouco, no Solar dos Leões. Muito bom o ágape, o reencontro com amigos há tempos escondidos, nem vou citar nomes, senão farei injustiça a outros.“

advogado e escritor Jocelino Freitas: “Evento memorável, palacete lotado. É em ocasiões como essa que penso que a cultura ainda tem jeito. Parabéns por mais esta iniciativa do Instituto Memória”

escritor e Desembargador do Trabalho Luiz Eduardo Gunther: “Os eventos do Instituto Memória estão ocupando um importante espaço antes vago na cultura curitibana. Importante e meritoso trabalho!”

escritora Neyd Montingelli: “Uma alegre família reunida em uma bonita festa!”

jornalista e escritor Willy Schumann: “Um ambiente inspirador!”

escritor Sergio Arzua: “Já virou uma tradição!”

Eri Kunrath Presidente do Rotary Club de Curitiba: “Eu admiro a persistência e coerência do Anthony. Alguém tem que ‘comprar’ esta luta e ninguém melhor do que ele.”

escritor Ubiratan Lustosa: “Foi uma honra e um orgulho participar!”

escritora Carolina Vila Nova: “Tudo de maravilhoso!”

A Tertúlia Literária, segundo Jornalista Aroldo Murá – Jornal Indústria & Comércio

O editor Anthony Leahy tomou a iniciativa de encomendar crônicas de viagem a um grupo heterogêneo de pessoas, incluindo nomes conhecidos no mundo literário paranaense e outros nem tanto. O Senador Álvaro Dias, por exemplo, provavelmente terá publicada a primeira crônica que escreveu na vida. O volume “E agora?”, lançado juntamente com outros livros, no Palacete dos Leões, na noite de terça feira – 26/03/13 -, enfeixa textos do Senador, de Lígia Guerra (psicóloga, escritora e consultora da RPC/Rede Globo), Marcos Meier (educador, escritor e Consultor da RPC/Rede Globo), Marcos Cordiolli (escritor, presidente da Fundação Cultural de Curitiba), Anthony Leahy (escritor, palestrante e editor), Eloi Zanetti (escritor e publicitário), Helio de Freitas Puglielli (jornalista e professor UFPR), Jocelino Freitas (escritor e advogado), Neyd Montingelli (escritora e palestrante), Willy Schumann (escritor, jornalista e cineasta), Carlos Fernando Mazza (ator e jornalista), Adauto Suannes (escritor e Desembargador/SP), Sérgio Luiz Sottomaior Arzua Pereira (escritor e palestrante) e Inara Francisco (psicológa e palestrante). O editor promete dar continuidade à publicação de coletâneas de crônicas, já com outros volumes em planejamento para integrar a coleção “Rumos”.

Cabe um agradecimento especial à ACP - Associação Comercial do Paraná - que enviou os itens para sorteio e aos amigos da Receita Federal – representada pelo Auditor Luis França Filho - que promoveram e prestigiaram ao evento.

A II TERTÚLIA LITERÁRIA INSTITUTO MEMÓRIA SERÁ NO PRÓXIMO DIA 30/04/2013. NÃO PERCA!
Anthony Leahy – Editor
Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História - SP
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e da Academia de Cultura de Curitiba

Site e Livraria Virtual:

http://www.institutomemoria.com.br/
Blog do Editor
http://teiadehistorias.blogspot.com.br/

Fonte:
Anthony Leahy

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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