Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 14 de abril de 2013

Messody Benoliel (1933)

Messody Ramiro Benoliel, artisticamente conhecida como Messody Benoliel nasceu no Rio de Janeiro aos 26 de novembro de 1933.

A família da avó de seu pai veio de Tânger e, vinda para o Brasil, parte do clã fixou-se em Belém do Pará e parte em Manaus, no Amazonas. Filha única de Sol Cohen Benoliel (nascida em Itacoatiara, Amazonas) e Ramiro Benoliel (nascido em Cametá, Pará),

Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (velho casarão do Catete), em l956, tendo sido a primeira Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Mulher, da 28º Subseção e durante 2 biênios, Presidente da Subcomissão de Direitos Humanos da OAB, também na 28º Subseção, na década de oitenta.

Como cantora, começou pelas mãos de Renato Murce, no Programa Papel Carbono, da Rádio Nacional, na década de cinquenta. Cantava músicas do repertório de Dinah Shore, Ella Fitzgerald, Doris Day e de outros cantores estrangeiros. Cantou com grandes orquestras nos bailes de formatura, como ainda canta, com grandes músicos brasileiros, o Clássico Popular, MPB e Sambas. Em francês, tem agradado muito a todos que a ouvem, tendo sido chamada de Edith Piaf brasileira, pelo saudoso cantor intérprete Ivon Cury.

Profissionalizou-se há muitos anos e canta em 5 idiomas.

Como compositora ficou conhecidíssima no Município de Saquarema, onde durante mais de dez anos, foi autora dos sambas para os blocos Reco-Reco e Grilo, os quais eram cantados por ela nos ensaios e durante os desfiles carnavalescos.

É também autora de toadas cantadas pela população. Em 85, recebeu o título honofífico de Cidadã Saquarenense, do qual muito se orgulha, das mãos do Juiz de Direito Dr. Leomil Pinheiro.

Como poeta começou a fazer poesia aos 14 anos de idade Foi Presidente fundadora da Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro (APPERJ) pertencendo a várias Academias de Letras, tendo sido a primeira mulher a ser Vice-Presidente da Federação das Academias de letras do Brasil, biênio 98/99, possuindo várias obras em Cordel, sendo Vice-Presidente da Sociedade Literária do Soneto, que se reúne mensalmente, no centro de Cidade do Rio de Janeiro.

Entidades a qual pertence:
– Presidente da Academia Brasileira de Trova,
– Assessora da Presidência da Casa do Compositor Musical (CCM).
– Fundadora e Assessora da Presidente da ALAP (Academia de Letras e Artes de Paranapuã),
– Fundadora do INBRASCI (Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais),
– Vice Presidente Vitalícia da Academia Brasileira de Literatura de Cordel,
– Presidente Fundadora da Sociedade Literária do Soneto (SOLIS),
– Membro Efetivo da ACLERJ (Academia de Letras e Artes do Rio de Janeiro do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes ,
– Membro da APALA (Academia Pan Americana de Letras e Artes),
– Membro da Luso Brasileira de Letras e Artes,
– Membro Honorária da Academia Nacional de Letras,
– Membro do Pen Clube do Brasil,
– Membro do ARTPOP (Academia De Letras e Artes de Cabo Frio),
– Membro da UBE - (União Brasileira de Escritores),
– Membro Honorária da Academia Brasileira de Letras Mariana-MG,
– Membro da Sociedade Eça de Queiroz,
– Membro do Sindicato de Escriitores do Rio de Janeiro,
– Presidente Fundadora da APPERJ (Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro),

– Premio da Academia de Ciencias, Letras e Artes de Paris, fundada em 1915, tendo recebido em  2010 a Medalha VÈRMEIL das mãos da Presidente Jaqueline Vermére, em Paris, indicada pelo Consul da França, com incontáveis premios como poeta (sonetista, cordelista e trovadora) e também com versos livres.

2011 – Troféus Cecilia Meireles e Carlos Drummond de Andrade, em Itabira Minas Gerais.

Autora dos livros de poesia:
A Solidão Que Ficou;
À Flor Da Pele;
Sob Todas as Coisas;
Identidade em Noite de Coroação;
In Verbis e
FACES,
 
com várias obras em cordel:
Primórdios da Literatura Cristã,
Leonardo Motta sua vida e sua obra,
A Coisa Preta na Casa Branca, etc.

Fontes:
– A Autora
– http://messodybenoliel.tripod.com/curriculum.htm
– http://www.jornalaldrava.com.br/pag_sbpa_messody.htm
– http://www.poetasdelmundo.com/detalle-poetas.php?id=3900
– http://acervodagraphia.wordpress.com/category/messody-benoliel/

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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