
Foste o nosso primeiro balbucio
a primeira palavra pronunciada;
o primeiro aconchego, se fez frio,
- nosso primeiro passo pela estrada.
O primeiro conselho, ante o desvio
que pudesse levar a uma emboscada;
a presença, mais que outras, desejada,
nos momentos de dor ou desvario...
Foste tudo de bom que aconteceu:
o beijo puro, o gesto carinhoso,
a mão primeira que nos protegeu...
Tudo nos deste: o próprio Ser e o nome,
e foi teu seio farto e generoso
que silenciou nossa primeira fome!
Fonte:
JORGE, J.G. de Araújo. Cantiga do Só. 2. ed. 1968.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Solicito que coloque o seu nome após o comentário, para que o mesmo seja publicado. Somente serão aceitos comentários relativo às publicações, outros que sejam políticos, pessoais, chulos, etc. serão excluídos. Veja política de conteúdo na página inicial. Outros assuntos relativos a postagens, use o formulário de contato na coluna à direita ou envie para o email gralha1954@gmail.com
Não coloque nos comentários telefones, emails, dados pessoais para não cair em golpes de terceiros.