Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 22 de abril de 2012

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 543)

O nosso irmão Ademar comunica que terá que fazer um repouso após a cirurgia, afinal, ele merece, se até Deus descansou no 7. dia. Enquanto ele estiver convalescente, terão que "suportar" meus devaneios poéticos.
Que este guerreiro retorne com toda sua energia como sempre.
J.Feldman


Uma Trova de Ademar

Quem pôs o brilho e as cores
nesses olhos que são meus,
não foi nenhum dos doutores,
foi a santa mão de Deus!...
–ADEMAR MACEDO/RN–

Uma Trova Nacional


A tua volta eu aguardo
sem censuras, satisfeita,
como quem carrega o fardo
na fartura da colheita.
–DOMITILLA BORGES BELTRAME/SP–

Uma Trova Potiguar


Cada tropeço me ensina
que a vida é eterno sonhar.
Na vida nada termina,
muda de forma e lugar.
–PROF. GARCIA/RN–

Uma Trova Premiada


2011 - Nova Friburgo/RJ
Tema: RECADO - 3º Lugar


Em meu olhar recatado,
teu olhar viu, mas não leu,
a ternura de um recado
que o meu amor escreveu.
–MARINA BRUNA/SP–

...E Suas Trovas Ficaram


Gostaria que os teus olhos,
entrassem nos olhos meus,
- quero enfrentar os abrolhos,
com a “luz” dos olhos teus!
–FRANCISCO MACEDO/RN–

U m a P o e s i a


Poeta repouse bem
Após essa cirurgia
Para que retorne logo
A nos dá essa alegria,
De amanhecermos felizes
Nos lumes da poesia.
Que Deus com sua magia
Esteja segurando a mão
Guiando e orientando
Aquele cirurgião,
Pra que seja só sucesso
Essa sua operação.
Meu poeta, meu irmão,
Encare de fronte erguida,
Essas coisas fazem parte
Da trajetória da vida;
E pra que tudo dê certo
Estaremos na torcida.
–CARLOS AIRES/PE–

Soneto do Dia

Voltando a Casa
–PE. ANTÔNIO TOMÁS/CE–


Passei um mês, um mês inteiro, fora
do meu lar, sem ouvir meus passarinhos,
sem ver o louro bando de amiguinhos
que aí deixei! Cruel, longa demora!

Mas, afinal, eis-me de volta agora,
e na ânsia de ver os coitadinhos,
que suspiram talvez por meus carinhos,
fustigo o meu corcel, que o chão devora.

Avisto a casa além, dobro a tortura
que dela me separa... Oh! que ventura
eu sinto na alma ao ir-me aproximando!

Chego ao portal, puxo o ferrolho e entro,
e me recebem pela sala a dentro
crianças rindo e pássaros cantando.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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