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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Guirlanda de Versos * 52 *
José Feldman (Os Sonetos)
O soneto nasceu na Itália, mais precisamente na mente criativa de um poeta chamado Giacomo da Lentini, no século XIII. Nasceu o soneto, com suas 14 linhas que fazem qualquer um sentir a pressão de um exame de matemática!
Tipos de Sonetos
1. Soneto Clássico
Rima ABAB CDCD EFEF GG.
É como um jogo de tabuleiro; você precisa seguir as regras. O clássico é excelente para os românticos e os que amam um bom drama. Pense em Shakespeare, que claramente sabia que as melhores tragédias vêm com rimas!
2. Soneto Italiano (ou Petrarquiano)
Aqui, temos a famosa divisão entre a oitava (ABBA ABBA) e a sextilha (CDECDE).
É como uma conversa entre amigos que começa bem, mas acaba em desentendimento!
3. Soneto Inglês (ou Shakespeariano)
A estrutura é algo como ABAB CDCD EFEF GG, mas com um toque inglês, cheio de ironia e joguinhos de palavras.
4. Soneto Moderno
Aqui, as coisas ficam mais soltas. Os poetas modernos podem quebrar as regras e até fazer um soneto de 11 linhas, se quiserem! É como se eles entrassem em um bar, olhassem para as longa e rígidas regras do soneto, e dissesse: "Hoje, vamos só divertir!"
Em resumo, o soneto é como aquele amigo que aparece em todas as festas: ele pode ser formal e polido, ou pode tirar a gravata e fazer piadas enquanto todos se perguntam: "Ele realmente está fazendo isso?" Seja qual for o tipo, o soneto sempre consegue encantar ou confundir (ou os dois) com seu charme e complexidade.
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continua:...
Imagem criada por JFeldman com Microsoft Bing
A. A. de Assis (Irmão mundo)
Fico às vezes pensando que São Francisco de Assis poderia ter recebido, há 800 anos, o Nobel de Biologia. Ele foi provavelmente o primeiro a reconhecer que todos os seres somos parentes: Irmão Sol, Irmã Abelha, irmã Árvore, Irmão Passarinho...
Tudo o que existe tem alguma coisa em comum. Esse é o mais fascinante de todos os mistérios. Até nas bactérias a ciência já encontrou vestígios de similitude com o ser humano. De certo modo, temos alguma afinidadezinha até mesmo com os minerais.
A natureza é obra do Amor; por isso, tudo nela é correto e bom. É ela que, em nome do Criador, estabelece e monitora as regras da vida. Uma dessas regras diz que nós, seres humanos, somos ao mesmo tempo beneficiários de tudo o que existe e prestadores de serviços a toda a Obra da Criação. Somos todos interdependentes.
Pelos serviços que nós, seres humanos, recebemos uns dos outros, pagamos uma remuneração monetária (salários, honorários, proventos etc.) ou retribuímos mediante a troca de favores. Pelos serviços que recebemos dos seres não humanos, pagamos na forma de cuidados. Por sermos portadores de um grau maior de inteligência, nossa responsabilidade é também maior, competindo-nos, portanto, o dever de zelar da melhor maneira possível pela natureza inteira.
Mas até que ponto podemos pôr os outros seres a nosso serviço? Até onde a consciência e o bom senso permitirem. Uti non abuti (use, não abuse). Podemos usar, sim, de tudo o que for necessário, todavia com moderação, respeito e amor.
Felizmente temos progredido bastante nesse campo, não só pelas novas leis de proteção ambiental, como principalmente pela maior conscientização das pessoas. Hoje pouca gente aceita ver animais servindo apenas como puxadores de carga, objetos de diversão, mercadoria de comércio. Menos ainda vê-los sofrendo chicotadas e outros maus-tratos. O tratamento digno e amoroso aos outros seres passou a ser um dos indicadores mais importantes quando se avalia o grau de civilização de um povo.
No dia 4 de outubro, temos o dia de São Francisco de Assis.
Se ele estivesse hoje entre nós, seria um incansável protetor dos animais. Seria um vigoroso apóstolo da natureza, pedindo aos povos que continuem prosperando, mas sujando menos o ar e as águas; que continuem produzindo alimentos, mas usando com mais prudência os agentes químicos; que continuem construindo o que for necessário, mas sacrificando menos os bosques e as florestas.
Beijo-lhe as mãos, santinho querido. Mande uma bênção especial para o Irmão Mundo.
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(Crônica publicada no Jornal do Povo – Maringá – 02.10.2025)
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