Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Esclarecimento sobre as Postagens


Recentemente recebi um e-mail reclamando de postagem no blog sobre trovas e biografia de uma trovadora, dizendo que eu desrespeitava os direitos de autoria e proclamava ser de minha autoria, e não da autora que redigira o texto. A postagem foi excluída (infelizmente). Não sei se por desconhecimento do significado da palavra fonte, ou falta de leitura mais atenta do funcionamento do blog ("Postagens e Suas Fontes", no final da pagina), esclareço sobre o seu significado:
.
FONTE/S:
A quase totalidade de minhas postagens eu coloco fonte/s, o que significa que eu copiei tal qual estava no site, jornal, revista ou livro de onde retirei a postagem, ou mesmo de escritores que me enviam seus textos. Portanto, ELA NÃO É DE MINHA AUTORIA, E NEM DO PAVILHÃO (que é só um meio de divulgação dos valores literários e eventos culturais, como é enfaticamente citado), é do nome que foi citado na fonte ou no próprio título da postagem.
Caso as trovas estejam colocadas aleatoriamente, tenho por praxe colocar em ordem alfabetica, isto é, as primeiras letras da primeira palavra do primeiro verso. Não está sendo desvirtuado o texto, e a autoria do mesmo continua especificada.

O blogspot possui um recurso em que não é necessário digitar o link dentro do texto, ele fica oculto, contudo, se o leitor clicar sobre o nome da fonte, será direcionado diretamente ao link onde está sobre a postagem.
Exemplo: Projeto Releituras, o link seria http://www.releituras.com/ne_jfeldman_umdia.asp. Se clicarem sobre Projeto Releituras serão direcionados ao local que possui o texto original de direito do autor, ou de onde foi retirado o texto (infelizmente muitos sites e blogs não colocam a fonte dos autores).

Espero que estejam dirimidas as dúvidas, para evitar futuros mal-entendidos, não só do blog, mas de todos artigos postados na internet de outros sites/blogs.

Saliento que textos de minha autoria ou pertencentes exclusivamente ao pavilhão, possuem a minha assinatura.
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Entretanto, caso algum autor se sinta lesado com esta divulgação de seus trabalhos e autoria, enfatizo como o texto do rodapé da página "Postagens e suas Fontes", que retirarei o texto ou imagem, respeitando sua vontade. É só escrever para pavilhaoliterario@gmail.com ou colocar comentário no link que deseja que se retire.

Obrigado.
José Feldman

Fonte da imagem:
http://www.verinha2.de/various/download_gifs/gifs_13.htm

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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