sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Míriam Cris Carlos (Palestra na Oficina Cultural Grande Otelo, em Sorocaba)


A crônica, representada pelos autores Rubem Braga, Érico Veríssimo e Dalton Trevisan, é o tema da palestra que será realizada pela escritora e pesquisadora Míriam Cris Carlos, na Oficina Cultural Grande Otelo, na próxima sexta-feira, dia 22, a partir das 19h30.

Míriam explica que, na contemporaneidade, fica cada vez mais difícil falar sobre gêneros estanques, já que há uma grande mistura entre as formas literárias e ressalta que escolheu estes escritores para sua abordagem pela singularidade de suas obras, que misturam a crônica, o conto e até mesmo a poesia na prosa, como é o caso de Rubem Braga.

A palestra será dividida com um panorama histórico sobre a narrativa e suas características, acompanhado de exemplos extraídos dos autores escolhidos e que, muitas vezes, destoam do panorama, por irem de encontro aos conceitos pré-estabelecidos para o gênero crônica; desta forma, o que se pretende, também, é incitar o debate sobre a validade da categorização da literatura em gêneros.

A palestra interessa a professores, estudantes de letras e apreciadores da literatura.

Míriam Cris Carlos é graduada em Letras, mestre e doutora em Comunicação e Semiótica e professora / pesquisadora do programa de Mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba. Autora de “Quase tempo”, “Comunicação Antropofágica”, “Arteiras Sorocabanas” e “A pele palpável da palavra”.

Mais informações podem ser obtidas na Oficina Cultural Grande Otelo:

Praça Frei Baraúna - s/nº - Sorocaba/SP
Telefone: (15) 3224-3377
e-mail: gotelo@oficinasculturais.sp.gov.br
Funcionamento: segunda a sexta-feira – 10 às 22 h.

Fonte:
Luciana Lopez

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.26)


Trova do Dia

Quando a tristeza me invade
o passado abre a janela,
solta as peias da saudade
e me faz entrar por ela!
DÁGUIMA VERÔNICA DE OLIVEIRA/MG

Trova Potiguar

Larga a tristeza e acalanta
teus sonhos, por onde fores.
Nada no mundo suplanta
teus lindos sonhos de amores!
PROF. GARCIA/RN

Uma Trova Premiada

2007 > Ribeirão Preto/SP
Tema > ÁRVORE > Menção Honrosa

Árvore... da terra abrigo,
que insensato o homem destrói,
pondo a vida ao desabrigo...
desatino, que corrói!
MARIA DA CONCEIÇÃO FAGUNDES/PR

Uma Poesia livre

Vicente Alencar/CE
QUE MUNDO.

Entro na Medina
vejo homens,
mulheres,
crianças,
trapos humanos,
miséria,
absurdos,
operários,
animais,
gritaria,
sujeira,
fim do mundo.
Saio da Medina
sem ver esperanças.

Uma Trova de Ademar

Eu me perdi num caminho
de tortuosos lamentos.
Depois me encontrei sozinho,
perdido em meus pensamentos...
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

Não desdenhes, orgulhoso,
do pobre que te rodeia;
vê que o mar, tão poderoso,
beija, humilde, o grão de areia.
VASQUES FILHO/PI

Estrofe do Dia

Pra não morrer de saudade,
Vou voltar pra minha gente.
Tomar banho na nascente,
Desnudo da vaidade.
Já me cansei da cidade,
Com fuligem de motor.
Quero ser o condutor,
Da vida que eu almejo.
Regressar é o meu desejo,
Cansei de ser sofredor.
DAMIÃO METAMORFOSE/RN

Um Soneto

Emílio de Menezes/PR
NOITE DE INSÔNIA

Este leito que é o meu, que é o teu, que é o nosso leito,
Onde este grande amor floriu, sincero e justo,
E unimos, ambos nós, o peito contra o peito,
Ambos cheios de anelo e ambos cheios de susto;

Este leito que aí está revolto assim, desfeito,
Onde humilde beijei teus pés, as mãos, o busto,
Na ausência do teu corpo a que ele estava afeito,
Mudou-se, para mim, num leito de Procusto!…

Louco e só! Desvairado! — A noite vai sem termo
E estendendo, lá fora, as sombras augurais,
Envolve a Natureza e penetra o meu ermo.

E mal julgas, talvez, quando, acaso, te vais,
Quanto me punge e corta o coração enfermo
Este horrível temor de que não voltes mais!…

Fontes:
Ademar Macedo
Banco da Poesia (Soneto de Emílio de Menezes)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.25)


Trova do Dia

Quando a neblina é mais densa
e a luz parece tão mansa,
na estrada o que a gente pensa
é que o sol ainda descansa.
OLGA AGULHON/PR

Trova Potiguar

O poeta, com certeza,
é um fingidor, na verdade.
Quando sorri de tristeza,
chora de felicidade.. .
BOB MOTTA/RN

Uma Trova Premiada

2010 > Maranguape/CE
Tema > FLOR > 1º Lugar

No jardim quando passeias
exalando teu perfume,
as flores tornam-se alheias
quem sabe, até, por ciúme!
FRANCISCO JOSÉ PESSOA/CE

Uma Poesia livre

Maria de Fátima A. de Carvalho/RN
CHUVA DE VERÃO!

Sensibilidade...
Quero docemente te sentir
A molhar meu coração
No calor deste verão

Surpresa...
E podes chegar de repente
Pois não vou me incomodar
Quando você me tocar

Toque e cheiro...
Banhe-me! Sob a luz deste sol
Com cheiro de terra molhada
Em meus braços te abraço

Sensação !!!
Nem sei como explicar
Mas se a chuva vem com sol...
Quem será que vai casar?

Uma Trova de Ademar

De sonhar eu não me oponho
nem se quer me desiludo.
Quem faz de Paz o seu sonho,
já fez metade de tudo!...
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

A vida que nós sonhamos
nunca tem cruz nem calvário.
A vida que nós levamos
é justamente ao contrário.
RENÊ BITTENCOURT/RJ

Estrofe do Dia

No peito nasce a saudade
Que invade o coração
E nele nasce o perdão
E paz para a humanidade
Quem cultiva a humildade
Irradia a alegria
Porque se beneficia
Faz-se bênção sua dor
Onde se planta uma flôr
Nasce um pé de poesia.
PETRONILO FILHO/PB

Soneto do Dia

Francisco Macedo/RN
MINHAS DIGITAIS.

Sorrateiro, qual nau, que chega ao cais,
fui chegando, em silêncio, de mansinho...
Mas, fui me aproximando, com jeitinho,
te amando muito, muito... Sempre mais!

Neste corpo de curvas sensuais,
eu deixei muitas marcas de carinho,
na pele, minha mão, fez um caminho,
de impressões, totalmente digitais.

Quero às vezes fugir, mas, ele insiste,
duvidei deste amor, mas, ele existe.
E é tão lindo que nem sei se o mereço.

Eu creio que este amor não terá fim,
e digo para o mundo e para mim,
E se ele fenecer, também feneço!...

Fonte:
Ademar Macedo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dia do Poeta

Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Queria Ser)


(Homenagem ao Dia do Poeta - 20 de Outubro)

Queria ser um poeta
Para cantar o amor
E ofertar todo prosa,
Como se oferta uma rosa,
Ainda tenra em botão,
À mulher, amante, amada,
Musa, desejo e paixão...

Queria ser um poeta
Para cantar a candura
Da mãe que alimenta o filho,
Dando com tanta ternura
O leite que sai do peito
E que escorre pelo leito
De tão doce criatura!

Queria ser um poeta
Para cantar a beleza
De todo esse universo
E em prosa, trova e verso,
Cantar a doçura da vida,
Toda saudade sentida
Que machuca tanto a gente,
Que chega despercebida
Mas que dói quando se sente!

Queria ser um poeta
O mais nobre trovador
Para cantar com fervor
O sonho e a esperança,
O futuro da criança
Gerada com tanto amor!

Queria ser um poeta
Para fazer poesia
Da forma doce e discreta
E ofertar ao poeta
Um poema no seu dia.

Fontes:
O Autor
Imagem = arte final de Rita Bello

Ithalo Furtado (A Alma do Poeta)


Fizeram da minha alma
um amontoado de emoções
podaram as dores mais fortes
coloriram as lembranças perdidas
atiçaram uma saudade insuportável
que eu preferi guardar
entre os meus portões interiores por toda a vida

Fizeram de mim um poeta
E a alma do poeta é como a lágrima sobre o papel
- beleza que dissolve beleza.

Fonte:
http://poesiadiaria.wordpress.com/2009/05/02/a-alma-do-poeta/

Sônia Maria Grillo (O Poeta)


Ora vejamos,
o que mais dizer dos poetas e suas poesias?
Tudo já foi dito, pelo menos é o que acreditamos,
pois se fala de poetas e poemas, todos os dias.

Já até disseram que,
de poeta e de louco
todos nós, simples mortais como eu e você,
possuímos lá no âmago, um pouco...

O poeta é poeta em todos os momentos,
desde que adormece até a hora que desperta
e consegue ter inspiração
até mesmo contemplando uma simples pedra

ele respira poesia
não sobrevive sem poetar
e escrevendo o que sente, dia após dia,
é a maneira que encontrou, para com Deus, conversar...

Vitória-ES

Fonte:
http://orebate-martaperes.blogspot.com/

Reinaldo Lamenza (O Poeta)


Não fantasia suas emoções
Ele declara-as
Em prosas e versos
Os seus sentimentos
Que nascem do fundo
De uma alma sonhadora
Por amores ou paixões ou tristezas
Pela energia que nasce e brota
Das profundezas do seu ser
Não das suas periferias
Mas da sua alma de Poeta
Encarnada em nossos corpos
Para que possam fluir
Dos Universos da sua mente
A beleza das suas emoções
Uma energia Cósmica Universal
Que nada mais é que a tradução
Mais pura de uma palavra chamada
AMOR

Fonte:
http://brasilpoesias.ning.com/profiles/blogs/a-alma-do-poeta

Ialmar Pio Schneider (Mensagem ao poeta)


Vai em frente, segue a estrada
sem muito esperar da glória,
vida simples, devotada...
Se alguém ouvir tua estória
nostálgica e merencória,
canta sempre, até por nada !...

Faze como o passarinho
que saúda a natureza,
enquanto busca um raminho,
com afã e singeleza,
pra construir o seu ninho:
- maior prova de beleza !

Sejam teus versos cantigas
que a gente escuta na rua,
pobres canções, mas amigas
como as estrelas e a lua;
pois a terra será tua
longe de dor e fadigas...

Não temas crítica austera
e nem te afastes do tema,
sempre alcança quem espera;
prosseguir seja teu lema
e verás a primavera
coroar-te com seu diadema !

Fontes:
http://ialmarpioschneider.blogspot.com/
Imagem = http://poesiacomemocoes.blogspot.com/

Sílvia Araújo Motta (Quem é o Poeta Virtual?)


Quem é o POETA VIRTUAL? Timoneiro
De um teclado-barco da PAZ a navegar...
Aquele que pretende dar a vida primeiro
ao texto que irá fascinar o desconhecido!

Quem é o POETA VIRTUAL? Sinaleiro
De Nosso Senhor Deus do Universo...
Aquele que toca e escuta o Sino primeiro
para inspirar seu mais recente verso.

Quem é o POETA VIRTUAL? Conquistador
que se lembra do dia de São Valentim;
que é capaz de por o amor numa flor...
de despertar sonhos em lençóis de cetim...

Quem é o POETA? Escritor de Mensagens
Virtuais que alegram os destinatários;
que presta honrosas homenagens
com pensamentos extraordinários!

Quem é o POETA VIRTUAL? Mensageiro
de poemas que podem tirar solidão...
Aquele que faz amigos o ano inteiro
e que pode dar a mão e o coração.

Belo Horizonte, 20 de outubro de 2010.

Fontes:
A Autora

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.24)



Trova do Dia

Bebo lembranças em tragos,
ao ponto da embriaguez,
para curar os estragos
que a sua ausência me fez!
ELISABETH SOUZA CRUZ/RJ

Trova Potiguar

Passastes, trem, mas por que
deixastes ficar assim?!
Vagões cheios em você;
vagões vazios em mim...?!
MANOEL CAVALCANTE/RN

Uma Trova Premiada

2010 > Camboriú/SC
Tema > SEGREDO > Vencedora

Nem brincando eu vou contar
o nosso grande segredo,
vou pôr no fundo do mar
onde o guardarei sem medo!
EFIGÊNIA COUTINHO/SC

Uma Poesia livre

Mifori/SP
O QUE MAIS POSSO DESEJAR?

Se de um inverno turbulento
nasceu a primavera...
E em teus braços tenho alento
a viver em nova era:
sem tristeza,
sem desencantos,
no colorido da natureza,
dos pássaros, ouvindo alegres cantos.
E ao sentir o perfume das flores,
pela suave brisa transportado,
caminho com as cores,
sob céu azul todo estrelado.
O que mais posso desejar?...
Estou pronta para viver!
Estou pronta para amar!

Uma Trova de Ademar

Ao compor uma poesia
sentimos no coração
que a própria taquicardia
regula a nossa emoção.
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

A descoberta, evidente,
causou impacto profundo:
Brasil, o país presente
que Portugal deu ao mundo!
WILSON MONTEMÓR/RJ

Estrofe do Dia

Uma lição luminosa
sempre tem me acontecido,
quando esbarro no meu ego
o meu querer atrevido
deixa o coração liberto,
busco Deus ali por perto,
passa a vida a ter sentido.
DÁGUIMA VERÔNICA DE OLIVEIRA/MG

Um Sonetilho

Pedro Ornellas/SP
MUNDOS.

Criamos sempre, em criança,
cismando, ingênuos, a sós,
cheio de paz e esperança,
um mundo dentro de nós!

Porém o tempo que avança
rude, implacável, veloz,
logo transforma a bonança
em tempestade feroz!

A inveja, o ciúme, a maldade,
a mentira e a falsidade,
juntam forças sem demora...

e aquele pequeno mundo,
vira presa, num segundo,
do mundo mau que há lá fora!

Fonte:
Ademar Macedo

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.23)


Trova do Dia

Uma luz quase apagada...
Um sonho chegado ao fim...
Eis um pedaço do nada
que tu fizeste de mim!
CONCEIÇÃO A. C. DE ASSIS/MG

Trova Potiguar

Mesmo sendo transitória,
a vida, em seu transcorrer,
passa uma idéia ilusória
de que não vamos morrer.
HÉLIO PEDRO/RN

Uma Trova Premiada

2006 > Camboriú/SC
Tema > PESCADOR > Vencedora

Cristo, o maior pescador,
pescou peixes, pescou almas,
resgatou do mundo a dor,
em manhãs belas e calmas!
GLEDIS TISSOT/SC

Uma Poesia livre

Genildo Costa/RN
MEDO

Com qual cara
iremos passar pela vida?
Com qual vida
iremos viver o verde
das pichações dos muros?
Os muros
anoitecem cada dia
mais negros
do que o sentido
das palavras.
Os homens acontecem
mais sedentos,
dia a dia envelhecemos
a dor dos nossos filhos (morrendo de medo).

Uma Trova de Ademar

Minha casa muito pobre
sem sofá e sem mobília,
parece a mansão de um nobre
quando eu recebo a família.
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

As confissões mais secretas
que faz o mar às estrelas,
só os anjos e poetas
são capazes de entendê-las.
NEWTON MEYER AZEVEDO/MG

Estrofe do Dia

Rezo todo santo dia
por quem traz a sua ajuda
para um pobre bóia fria
que pouco tem quem acuda,
agradecendo ao bom Deus
que agracia aos filhos seus
nas horas de dor aguda.
MARCOS MEDEIROS/RN

Soneto do Dia

Diamantino Ferreira/RJ
POMBO CORREIO.

Ó pombo amigo, que no espaço vagas,
cortando as plagas, para a alguém distante
levar consolo em doloroso instante,
talvez da amante de longínquas plagas,

não te demores, que é mister que tragas
remédio às chagas de um sofrer constante...
Voa... Prossegue em teu labor maçante!
A todo instante, quanta dor apagas!...

Regressa breve... Eu desejava tanto
secar o pranto que ocultei comigo
pelo castigo de uma só mulher!...

Se ela voltar, não te enrouqueça o canto;
prova, no entanto, que és de fato amigo:
– Chora comigo, se ela não vier!

Fonte:
Ademar Macedo

Mostra Teatral Entreatus em Sorocaba


“Chocolate” (Núcleo Avançado)

Inspirado na obra de Joanne Harhis e na adaptação homônima para cinema, conta a história de Vianne Rocher, uma personagem misteriosa que chega sem aviso num vilarejo francês na década de 50. A sua chegada misteriosa e quase mágica além da habilidade em perceber os desejos das pessoas, abala as estruturas rígidas daquela sociedade e incita uma “batalha silenciosa” entre Vianne e o Conde de Reynaud, o austero prefeito de Lansquenet. Outros personagens são profundamente tocados pela magia e sabor do chocolate por ela preparado, mudando as suas vidas para sempre.

As Musas de Hamlet” (Núcleo Intermediário II)

As nove musas inspiradoras das artes decidem vir à Terra para ajudar um mortal (Érick) a se desenvolver como ator e conquistar um importante papel por ele almejado. Ajudadas por Zeus, soberano do Olimpo, as musas realizam o seu trabalho, sempre com muita dança, música e situações cômicas. Apenas Euterpe, a musa da música, enfrenta seu pai, o próprio Zeus, para ficar na Terra e ceder ao amor que dedica a Érick.

Esta montagem tem a participação do elenco na escolha, pesquisa e criação do texto, além de coreografias especialmente criadas por Fernanda Chelles do Spaço da Dança para as músicas selecionadas.

Indicado para alunos entre 12 e 14 anos

Terças-feiras das 19h às 21h

“A Princesinha” (Núcleo Intermediário I)

Clássico de Francis Hodgson Burnett, assim como em “O Jardim Secreto”, apresenta o conflito sócio-cultural entre a Inglaterra e a Índia no período colonial. Em virtude da Primeira Guerra Mundial, o Capitão Crewe envia sua filha de dez anos, Sara, para continuar seus estudos numa escola interna em Nova York, enquanto ele segue para o front. Inesperadamente, ocorre uma terrível tragédia. Sara fica sem nenhum dinheiro e é esquecida por todos. Ela é obrigada a vestir roupas velhas e apertadas, passa fome e frio e começa a trabalhar para ter onde dormir. Com o apoio de suas novas amigas e de suas crenças, consegue ultrapassar os momentos mais difíceis. O final é inesperado e emocionante.

Indicado para alunos entre 10 e 12 anos

Quartas-feiras das 19h às 21h
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Em todas as montagens descritas estão presentes Marcello Marra (Direção Geral, Sonoplastia, Cenografia e Canto) e Eliséte Martins (Direção de Atores, Jogos Teatrais, Preparo Vocal e Interpretação) além é claro de professores especialistas nas áreas de Dança, Expressão Corporal e Sensibilização através da História .

O Grupo Teatral Entreatus, sob a coordenação de Marcello Marra e Eliséte Martins, conta com um espaço próprio dotado de escritório, salas de aula, salão para ensaios, palco para a apresentação de espetáculos, além de camarins, biblioteca, sala de figurinos e sala para criação de trilhas sonoras.

O espaço denominado “Entreatus – Núcleo de Artes Cênicas”, serve também de ponto de referência para o desenvolvimento dos projetos do Grupo Teatral Entreatus, tanto no aprimoramento artístico-expressivo de seu quadro de atores e técnicos, como também no desenvolvimento de pesquisa de linguagem, criação e montagem de artefatos cênicos, desenvolvimento de trilhas, maquiagem etc.

O endereço do Entreatus é: Rua Professor Daniel Pereira do Nascimento, nº 56, Jd. São Carlos – Sorocaba - SP. Quem tiver interesse em participar dos cursos e obter mais informações sobre a mostra, poderá entrar em contato com Marcello Marra através dos telefones (15) 3202.6622 ou 9113.5658 ou pelo e-mail entreatus@uol.com.br

Fonte:
Luciana Machado

1ª Bienal do Livro de Araçoiaba da Serra acontece com a presença da Caravana da Leitura


O mês de outubro é marcado por diversas manifestações literárias em todo o país. Em Araçoiaba da Serra, no dia 27, acontece a 1ª Edição da Bienal do Livro Unidas Professor Toledo, realizada pela Universidade Interativa de Araçoiaba da Serra Professor Toledo, um projeto desenvolvido pela Prefeitura Municipal, juntamente com a Anhanguera Educacional.

A 1ª Bienal do Livro do Município, com entrada gratuita, será realizada na Secretaria de Educação de Araçoiaba da Serra, Rua Luane Milanda Oliveira, 500, Jardim Salete, das 10h às 21h e tem como objetivo ampliar o acesso da população às novidades do meio editorial, além de incentivar a leitura, tanto para os habitantes de Araçoiaba da Serra, bem como toda a região.

Na ocasião, o evento contará com a participação do Projeto Caravana da Leitura, de autoria do escritor Laé de Souza, que disponibilizará livros pelo valor simbólico de R$1,99.

Para gerar ainda mais entretenimento aos visitantes, a Bienal trará ainda muitas atividades culturais para crianças e intervenções artísticas no palco, tendas de alimentação, diversão, leitura e relaxamento. Estarão presentes diversas editoras, além de livrarias da cidade de Sorocaba.

Para o escritor Laé de Souza, coordenador do Grupo Projetos de Leitura, poder participar da 1ª Bienal de Araçoiaba com a Caravana da Leitura, é uma honra, afinal, levar o livro até a comunidade é uma das “fórmulas” para contribuir no processo de formação de leitores. “Fico contente por participar da Bienal de Araçoiaba, pois, o nosso trabalho visa contribuir com a formação de leitores, além de usar a leitura como um grande instrumento de promoção da cidadania” destaca.

Interessados podem conhecer outras ações de incentivo à leitura, de Laé de Souza e o roteiro da Caravana da Leitura, em "Agenda", no site http://www.projetosdeleitura.com.br/

Fonte:
Laé de Souza

Encontro Marcado entre Filosofia e Literatura, em Florianópolis/SC

Clique sobre a imagem para ampliar
Data: 25, 26 e 27 de Outubro a partir das 14h.

Local: Auditório do CED/UFSC

O evento dará certificado de 30 horas a participantes com 75% de frequência

Tanto a filosofia quanto a literatura são áreas de saberes fundamentais para a formação e construção da capacidade crítica, psíquica e cultural dos indivíduos.

Da mesma forma, a Universidade Federal de Santa Catarina e a revista Escritores do Sul, promovendo a integração entre tais áreas de conhecimento, contribuirá de modo fundamental para fomentar o intercâmbio interdisciplinar entre a literatura e a filosofia, incentivando a união dos centros envolvidos para que ainda mais atividades desta natureza continuem a ocorrer e apoiar as interdisciplinaridades.

Assim, vimos convidá-lo a participar deste evento inédito em Florianópolis , o qual envolverá acadêmicos, estudantes de Ensino Médio e a comunidade em geral, e terá como foco principal os seguintes temas e palestrantes:
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Dia 25

14h
Thaise D. Alves e Leandro R. Rodrigues (UFSC)
"Filosofia e literatura: suas possíveis conexões."

15h
Profº Heronides Maurílio de Melo Moura (UFSC)
"Metáfora:entre o real e a ficção."

16h15
Profª Carolina Bithencourt Rubin (UNISUL)
"A linguagem como ferramenta na filosofia e na literatura."

17h15
Profª Roberta Pires de Oliveira (UFSC)
"Donald Davidson e Joyce."

19h
Profº Fábio Machado Pinto (UFSC)
"Projeto, desejo e saber- de-ser; um estudo da obra: As Palavras, de Sartre."

20h
Claudio Donato (UFSC)
"Nietzsche,Goethe e Heidegger: Niilismo, Morte e Nada."

Dia 26

9h30
Profº Pedro de Souza (UFSC)
"A voz na escrita filosofica. Estilos de ficcionalização."

10h30
Luan Corrêa (UFSC)
"Som, silêncio e ruído: insinuações metafísicas entre Arthur Schopenhauer e John Cage."

14h
Profº Nazareno Eduardo Almeida (UFSC)
"Conceitos para uma ontologia semiótica da literatura."

15h
Profª Maria de Lourdes Alves Borges (UFSC)
"Kant, Shakespeare e as Paixões Humanas."

16h15
Profº Jason de Lima e Silva (UFSC)
"Felicidade trágica: quem quer ser meu destino?"

17h15
Profº MarceloAlves (UNIVALI)
"O humano em Homero."

19h
Profº Nestor Habkost (UFSC)
"EscriVer pensiformes."

20h
Profº Alexandre Brasil Falcão Neto (UFSC)
"A literatura infanto-juvenil e a filosofia no ensino médio."

Dia 27

14h
Profª Dilma Juliano (UNISUL)
"Desterritorialização do suposto narrador em Narradores de Javé."

15h
Profº Fred Stepazzoli Jr. (UNISUL)
"A ética da palavra em Foucault."

16h15
Profª Marta Martins (UDESC)
"Entre Experimentação e deriva."

17h15
Camilo Prado (UFSC)
"Villiers de L'Isle-Adam."

Fonte:
Leandro Rodrigues, da Revista Escritores do Sul.

Alvarina Amaral de Oliveira Toledo (1910 – 2010)


Nasceu no dia 20 de setembro de 1910, na cidade de Pouso Alegre.

Alvarina Amaral de Oliveira Toledo era filha do Dr. Antônio Marques de Oliveira e Maria Amaral de Oliveira (Dodoca).

Na juventude, trabalhou em várias peças no Teatro Municipal.

Em 1918, foi matriculada no Instituto Santa Dorotéia, nesta cidade, onde cursou o primário, ginasial e normal, saindo graduada como professora.

Em 1928, iniciou seu curso de Farmácia na Escola Federal de Farmácia de Pouso Alegre. Na década de 30, fez um curso intensivo de oratória e declamação com a professora Edelveis Barcelos, em Belo Horizonte.

Tornou-se uma grande declamadora e, por esse motivo, participou de muitas horas de arte no Clube Literário e Recreativo de Pouso Alegre e no Teatro Municipal de Belo Horizonte, apresentando-se para a apreciação da imprensa mineira e da grande declamadora brasileira Margarida Lopes de Almeida, recebendo nota de louvor.

Apresentou-se também como declamadora no Palácio do Ingá, sede de governo da antiga Província do Estado do Rio de Janeiro.

Como Presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA) de Trajano de Moraes (RJ), em 1949, construiu a gruta de Nossa Senhora das Graças, hoje local turístico e de grande devoção naquela cidade.

Foi agraciada com os títulos de Cidadã Honorária de Niterói e de Trajano de Moraes (RJ), por relevantes serviços prestados às duas comunidades fluminenses.

Ocupa a cadeira n.º 04, que tem como patrono o Professor Joaquim Queiroz Filho.
Tem publicados os livros:
“Minha Mãe”, 1976;
“Uma história que já vai longe”, 1997;
“Renovando a fé para o Terceiro Milênio”, 1999;
“Meu Amigo o Tempo”, 2000.

Viúva do Desembargador Geraldo Toledo, com quem teve 5 filhos, 11 netos e 15 bisnetos.

Faleceu em 18 de outubro de 2010, em Pouso Alegre, aos 100 anos de idade.

Fonte:
http://www.acadpousoalegrensedeletras.com.br/Alvarina_Amaral.htm
– Conceição Assis

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.22)


Trova do Dia

Não sou ave nem sou peixe,
nunca aprendi a nadar,
mas peço a Deus que me deixe
num dia desses voar!
DIAMANTINO FERREIRA/RJ

Trova Potiguar

Bíblia – única apostila
(é o próprio Autor quem o diz)
para a disputa tranquila
da eternidade feliz.
EVAN MONTEIRO/RN

Uma Trova Premiada

2009 > Cambuci/RJ
Tema > POETA/POESIA > Vencedora

Eu creio na honestidade,
na justiça clara e reta,
no fim da desigualdade...
Não sou louco!... Eu sou poeta.
OLYMPIO COUTINHO/MG

Uma Poesia livre

Maria Luiza Walendowsky/SC
SOU

Sou como o vento
a embalar
um barco à deriva...
Como a brisa marinha:
persistente...
Constante!
Sou um leve sopro
a murmurar sorrateiramente,
doces palavras...
Às vezes sou ciclone:
forte...
determinada.
...sou como o vento.

Uma Trova de Ademar

Correndo muito, ou de chôto,
mesmo em pista esburacada,
sendo Deus meu co-piloto
enfrento qualquer estrada!
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

Deus, de forma oculta e muda,
generoso em seu poder,
quantas vezes nos ajuda
sem a gente perceber.
ORLANDO BRITO/MA

Estrofe do Dia

HOMENAGEM AO MÉDICO

O médico é obra divina,
que de maneira aguerrida,
estudou, fez medicina
para salvar nossa vida.
Não quer ver ninguém sofrer,
e se acaso acontecer
do doutor ficar doente;
por vocação... Por amor...
Ele esquece a própria dor
pra curar a dor da gente!...
ADEMAR MACEDO/RN

Soneto do Dia

Olga Maria Dias Ferreira/RS
NOSTALGIA.

Ao perceber, então, rugas, no rosto,
tive invadido de emoção meu peito,
na nostalgia ímpar do sol posto,
na angústia tanta de meu lar desfeito.

Foi-se a ventura, o riso decomposto,
na face insana de um viver sem preito.
ressurge o pranto já antes deposto,
nas marcas todas de meu pobre leito...

Assim a vida aos poucos vai passando,
meus sonhos todos, célere, levando,
na desventura desta triste sorte.

E os companheiros não mais retornando,
outros partindo sós ou mesmo em bando,
me deixam à espreita da própria morte.

Fonte:
Ademar Macedo

domingo, 17 de outubro de 2010

Graça Graúna (Manifesto)


...fragmento que sou
da fúria no choque cultural,
aqui, manifesto o meu receio
de não conhecer mais de perto
o que ainda resta
do cheiro da mata
da água
do fogo
da terra e do ar

Torno a dizer:
manifesto o meu receio
de não conhecer mais de perto
o cheiro da minha aldeia
onde ainda cunhantã
aprendi a ler a terra
sangrando por dentro
––––––––––-

Graça Graúna é natural do Rio Grande do Norte e tem doutorado em letras pela (UFPE). Em uma apresentação sua ao universo indígena expõe com inequívoca propriedade: “A literatura indígena é um lugar de confluência de vozes silenciadas e exiladas ao longo da história há mais de 500 anos. Enraizada nas origens, esse instrumento de luta e sobrevivência vem se preservando na autohistória de escritores (as) indígenas e descendentes e na recepção de um público diferenciado, isto é, uma minoria que semeia outras leituras possíveis no universo de poemas e prosas autóctones.” Graça participa ativamente do Overmundo e tem um blog próprio: http://ggrauna.blogspot.com/ onde apresenta suas ideias.
Membro do grupo de Escritores Indígenas, Educadora universitária na área de Literatura e Direitos Humanos.

Fonte:
Texto e imagem = http://ggrauna.blogspot.com/

Ialmar Pio Schneider (Baú de Trovas XI)


Alguém bate à minha porta,
vou ver quem é, num momento;
há muito tempo está morta
minh´alma gêmea... É o vento !

A manchete de jornal
sempre indica uma notícia,
que a imprensa tradicional,
é a melhor arma patrícia.

As plantinhas que cultivo
em meu jardim pequenino,
estão dizendo que vivo
pelo teu amor divino...

Cuidado com a ilusão,
romântico trovador,
pois pelo sim, pelo não,
não creias no falso amor !

Enquanto passam as horas,
fico pensando em você,
vencido pelas demoras,
qual alguém que não mais crê.

Eu serei sempre contente,
se algum dia me quiseres,
és a musa mais ardente,
entre todas as mulheres !

Eu te amei intensamente,
mas foram momentos vãos,
pois vejo que fui somente
um brinquedo em tuas mãos...

Foste a musa que escolhi,
desfolhando um bem-me-quer,
mas vejo que me iludi,
pois eras falsa, mulher !

Hoje faço quaisquer trovas
para cantar meu amor;
e por serem sempre novas,
eu lhes dou muito valor !

Imprensa livre, meu povo,
não deixe nunca acabar;
pois consegui-la de novo,
é difícil conquistar !

Já fiz trovas e fiz versos
para a linda namorada,
que depois andam dispersos
no vento da madrugada...

Labutei muito na imprensa,
fui cronista popular,
hoje sei o quanto é tensa,
a notícia divulgar...

Mergulhado no desejo
de te amar na juventude,
hoje penso de sobejo
que te amei mais do que pude.

Não há renúncia a quem quer
viver feliz nesta vida;
só o amor de uma mulher,
poderá me dar guarida.

Na vida dos sonhadores,
existe um sol que fulgura,
para aquecer os amores
que necessitam ternura...

No Dia do Trovador,
escrevo esta simples trova,
para o meu sincero amor
que a minha vida renova...

Olhavas triste, indecisa,
no meio da rua, quando
sentes o abraço da brisa
que vai assim te afagando...

O prazer de amar alguém,
é o mesmo de ser amado;
pois o amor que a gente tem,
deve ser compartilhado.

O respeito é necessário,
faz muito bem, sim senhor;
deve viver num sacrário,
vem a ser irmão do amor !

O vento leva o meu canto
pelos confins do universo;
em vez de chorar, eu canto
através deste meu verso !

Para escrever estes versos,
procuro ouvir minhas musas;
trazem-me assuntos diversos,
mas não ideias confusas.

Persegue o lobo que existe
dentro de ti, sonhador,
não sendo alegre nem triste,
fazes só versos de amor...

Por que será que na vida
nós temos contrariedades,
se depois da despedida
vamos lembrar com saudades?!

Quando te vejo passar
ao meu lado sorridente,
é difícil renunciar
ao sorriso que não mente...

Quero o amor que não ilude
e me faz amar alguém,
que tenha paz e virtude
e seja séria e do bem.

Se a chuva cai mansamente,
me fazendo meditar,
dá no coração da gente,
louca vontade de amar..

Se chorei, também choraste,
naquela tarde vazia,
hoje sou um velho traste,
já sem qualquer serventia.

Tinha tudo a meu favor
e não vivia ao relento,
se tu foste meu amor,
passaste assim como o vento...

Um casamento perdura
pela amizade e o respeito,
pois quem ama com ternura
só vê amor, não defeito !

Vou vivendo na incerteza
de assumir o nosso amor;
a renúncia tem tristeza,
da tristeza surge a dor…

Fonte:
O Autor

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.21)


Trova do Dia

Sonhei um sonho tão triste!...
Sonhei que o mundo acabou...
- Logo depois, tu partiste,
e o sonho se confirmou...
JOSÉ OUVERNEY/SP

Trova Potiguar

Nesta longa caminhada
que fazemos sempre a sós...
Nem o silêncio da estrada,
quebra o silêncio entre nós
PROF. GARCIA/RN

Uma Trova Premiada

2010 > São Paulo/SP
Tema > FEITIÇO > Vencedora

Por teu feitiço ou magia,
mesmo sabendo quem és,
troquei a minha alforria
e fui escravo a teus pés...
ERCY MARQUES DE FARIA/SP

Uma Poesia livre

Cecília Meireles/RJ
CANÇÃO DO AMOR PERFEITO.

O tempo seca a beleza.
seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
desunido para sempre
como as areias nas águas.

O tempo seca a saudade,
seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
vagando seco e vazio
como estas conchas das praias.

O tempo seca o desejo
e suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
vestígio do musgo humano,
na densa turfa mortuária.

Esperarei pelo tempo
com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
não na terra, Amor-Perfeito,
num tempo depois das almas.

Uma Trova de Ademar

Tal e qual os nossos pais,
todos nós, já velhos, temos
no cabelo, as digitais
dos anos que já vivemos.
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram:

Nessa cabana de palha
não tem chão nem cobertor.
Só a ternura agasalha
os sonhos do nosso amor.
ADELIR MACHADO/RJ

Estrofe do Dia

E agora não tem mais jeito,
Somos dois apaixonados,
Entretanto, separados,
Cada qual, no seu direito...
Sinto calor no meu peito,
Dispara a minha pressão;
É uma inquietação,
Toda noite fico insone,
Quando chama o telefone
Bate forte o coração.
DJALMA MOTA/RN

Soneto do Dia

Fernando Pessoa/Portugal
SÚBITA MÃO DE UM FANTASMA OCULTO.

Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto.

Mas um terror antigo, que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono
Sem ordem, sem meneio e sem insulto.

E eu sinto a minha vida de repente
Presa por uma corda de Inconsciente
A qualquer mão noturna que me guia.

Sinto que sou ninguém salvo uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.

Fonte:
Ademar Macedo