Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Cidade de Sorocaba - 354 anos

Em Homenagem aos 354 anos de Sorocaba (SP), contamos a sua história.


Fundação 15 de agosto de 1654

Sorocaba é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a 23º30'06" de latitude sul e 47º27'29" de longitude oeste, a uma altitude de 601 metros. Possui uma área de 456,0 km², sendo 249,2 km² de área urbana e 206,8 km² de área rural. Sua população estimada em 2007 é de 559.157 habitantes.

É o terceiro município mais populoso do interior paulista e o quarto mercado consumidor do estado fora da região metropolitana da capital, com um potencial de consumo per capita anual estimado em 2,4 mil dólares para a população urbana e 917 dólares para a rural (7,2 mil pessoas), e a vigésima nona cidade brasileira com maior potencial de consumo.

História

Sorocaba pré-histórica

As bases físicas sobre as quais se encontra o município começaram a ganhar forma há milhões de anos, com a definição geológica da bacia do rio Sorocaba, na chamada depressão periférica. Nela desponta como destaque o morro do Araçoiaba, pólo magnético regional, cercado pelas milenares trilhas indígenas do Peabiru, o caminho transul-americano, que ligava os oceanos Atlântico e Pacífico. Ao longo dele, os primeiros habitantes da região, os indígenas ainda na fase do nomadismo, construíram suas aldeias.

Às margens do rio Sorocaba habitavam os tupiniquins, do grupo tupi. Documentos residuais são encontrados acidentalmente, de tempos em tempos, sob a forma de urnas funerárias e objetos de pedra lascada e polida. Os incas e os índios brasileiros praticavam o comércio entre si, realizando-se as trocas entre grupos das mais diferentes regiões.

Durante escavações efetuadas para a instalação do sistema de esgoto em fevereiro de 2006 encontraram-se pedaços de cerâmica rústica a cerca de dez quilômetros do centro da cidade, no bairro Brigadeiro Tobias.

A Árvore Grande

Na época do desbravamento do Brasil, existia na região apenas uma encruzilhada destacada por uma frondosa paineira, que ainda hoje encontra-se no bairro batizado como Árvore Grande. Encontravam-se ali: índios, sertanistas, tropeiros e bandeirantes em viagem para descanso e comercialização.

O pelourinho

Os Bandeirantes passavam por esta região quando iam para Minas Gerais e Mato Grosso a procura de ouro, prata e ferro. Em 1589 o português Afonso Sardinha esteve no morro de Araçoiaba, à procura do ouro mas não encontrou, encontrando minério de ferro. No local, neste ano, Afonso Sardinha construiu a primeira casa da região, que deu origem à fundação da Vila de Nossa Senhora da Ponte de Monte Serrate, mudando-se para a Vila de São Filipe no Itavuvu em 1611.

Por ordem do então governador-geral do Brasil (período entre 1591 e 1602), Dom Francisco de Sousa, foi inaugurado o pelourinho (símbolo do poder real) na Vila de Nossa Senhora da Ponte de Monte Serrate no morro de Araçoiaba em 1599.

Terra rasgada

Após o retorno de D Francisco à corte, o capitão Baltasar Fernandes instalou-se na região em 1654 com a família e escravaria vindos de Santana de Parnaíba nas terras que recebeu do rei de Portugal. Fundou então, a 15 de agosto de 1654, um povoado com o nome de Sorocaba.

Sorocaba vem do tupi “soroc” (rasgar) e “aba”, morfema nominalizador. Assim, Sorocaba significa “rasgão” ou “terra rasgada”. A palavra tupi entra também em Vossoroca, bairro de Votorantim.

Para incentivar o povoamento, Baltasar Fernandes doou terras aos beneditinos de Parnaíba para que estes construíssem um convento e uma escola, para funcionarem como um centro gerador de cultura.

O povoado foi elevado a município no dia 3 de março de 1661, passando a chamar-se Vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba e na ocasião, foi instalada a primeira Câmara Municipal.

Até então, a principal fonte de renda era o comércio de índios como escravos. A partir do século XVII, foi gradativamente substituída pelo comércio de mulas.

O ciclo do tropeirismo e a feira de muares

O coronel Cristóvão Pereira de Abreu, um dos fundadores do estado do Rio Grande do Sul, conduziu pelas ruas do povoado a primeira tropa de muares no ano de 1733, inaugurando o ciclo do tropeirismo.

Sorocaba tornou-se um marco obrigatório para os tropeiros devido a sua posição estratégica, eixo econômico entre as regiões Norte, Nordeste e Sul. Com o fluxo de tropeiros, o povoado ganhou uma feira onde os brasileiros de todos os Estados reuniam-se para comercializar animais, a Feira de Muares.

Este fluxo intenso de pessoas e riquezas promoveu o desenvolvimento do comércio e das indústrias caseiras, baseadas na confecção de facas, facões, redes de pesca, doces e objetos de couro para a montaria.

Sorocaba pertenceu à comarca de Itu desde 1811 até a criação da comarca de Sorocaba em 30 de março de 1871.

A diocese foi criada em 1924 e suas atividades começaram em 1925.

A Estrada de Ferro Sorocabana

Com a inauguração da Estrada de Ferro Sorocabana (EFS) em 1875, indústrias têxteis de origem inglesa instalaram-se na cidade, tornando-a conhecida como a Manchester Paulista. Posteriormente, com a decadência a atividade têxtil na cidade, foi necessária a instalação de outros tipos de indústrias. A partir da década de 1970 o parque industrial foi diversificado.

A industrialização

O declínio da indústria têxtil fez com que a cidade buscasse novos caminhos e, a partir da década de 1970, diversificou o seu parque industrial, hoje com mais de 1.450 empresas, entre elas algumas principais do país. O parque industrial de Sorocaba possui excelente infraestrutura de estradas, transportes públicos, rede de energia elétrica, telecomunicações, disposição de lixo, água potável, com mais de 25 milhões de metros quadrados para cerca de 1500 indústrias. As principais atividades econômicas são: indústrias de máquinas, siderurgia e metalurgia pesada, autopeças, indústrias têxteis, equipamentos agrícolas, químicas, petroquímicas farmacêuticas, papel e celulose, produção de cimento, energia eólica, eletrônica, ferramentas, telecomunicações entre outras e se tornou uma cidade maravilhosa, ostentando uma situação econômica muito boa.
Dentre as maiores cidades do Brasil (em população), Sorocaba está em 29º lugar.
Já dentre as maiores cidades de São Paulo (em população), Sorocaba está em oitavo lugar, perdendo apenas para São Paulo (10.886.518), Guarulhos (1.236.192), Campinas (1.039.297), São Bernardo do Campo (781.390), Osasco (701.012), Santo André (667.891), São José dos Campos (615.948).

Bandeira de Sorocaba

Bandeira de Sorocaba, em forma retangular, é dividida por uma diagonal no seu canto superior esquerdo ao canto inferior direito, sendo o campo superior em amarelo-ouro, significa riqueza, a força e a fé inquebrantável dos sorocabanos de todos os tempos, bem como a pureza e a constância que temos no trabalho construtivo, em todos os setores da atividade humana.

O campo inferior, em vermelho, simboliza o valor e a intrepidez das muitas bandeiras sorocabanas que daqui se foram, com ânimo valoroso e espírito decidido, em procura de glórias, alargando os horizontes da Pátria, plantando cidades, semeando o progresso. As duas faces da Bandeira devem ser exatamente iguais, sendo vedado fazer uma face como avesso da outra.

O Brasão da Cidade, ao centro, simboliza todos os aspectos e feitos históricos de Sorocaba nele invocados, como a coroa mural, onde uma flor de lírio sobre a porta principal relembra que Sorocaba foi fundada sob a invocação de Nossa Senhora da Ponte; a panóplia bandeirante, constituída por gibão de armas, um arcabuz e um machado, relembra o papel notável dos grandes bandeirantes sorocabanos, como Paschoal Moreira Cabral, Fernão Dias Falcão, os irmãos Paes de Barros, Miguel Sutil e outros; os cavalos heráldicos relembram as feiras de muares que foram notáveis; a montanha recorda o Araçoiaba, de papel importante na história da mineração brasileira; o listão, onde está a divisa "PRO UNA LIBERA PATRIA PUGNAVI" (Pugnei pela Pátria Una e Livre), é alusão ao preponderante papel de Sorocaba com as feiras de muares, na manutenção da unidade nacional e a revolução liberal de 1842; a roda dentada localizada sobre o listão, recorda a importância da grande indústria sorocabana.
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Brasão de Sorocaba
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Na parte superior do escudo bi-partido, a panóplia composta do gibão de armas, do arcabuz e do machado pintados ao natural sobre fundo de vermelho (ou goles), relembram os grandes bandeirantes sorocabanos Paschoal Moreira Cabral, Fernão Dias Falcão, os irmãos Paes de Barros e tantos mais.

A parte inferior relembra a primitiva mineração do ferro, a primeira que se realizou no Brasil, nos arredores de Sorocaba, no morro do Araçoiaba - uma montanha negra (ou sable) sobre fundo de ouro. Os suportes do escudo, os dois unicórnios que são os cavalos heráldicos, recordam as feiras de muares (1733 - 1897) que tão notável papel representaram para a conservação da unidade nacional no sul do Brasil.

O pequeno escudo com a flor de lírio sobre a porta principal da coroa mural, lembra que a cidade tem por orago Nossa Senhora da Ponte. A divisa "Pro Una Libera Patria Pugnavi" ou "Pugnei pela Pátria Una e Livre" recorda o papel de Sorocaba pelas feiras de muares e ainda a parte que tomou nos acontecimentos da independência, como a criação do Batalhão de Sorocabanos, e outros fatos relativos ao pendor de Sorocaba pela implantação da liberdade no Brasil. A roda dentada estampada no listão, lembra a notável preeminência obtida em nossos dias pela indústria sorocabana.

HINO DE SOROCABA

O canto como forma de exteriorização de sentimentos, sempre levou os poetas a exalar, em seus versos, os valores e a grandeza de sua terra. Confirmando a importância de um Hino Oficial de Sorocaba, o saudoso Prefeito Dr. Armando Pannunzio, autor do Decreto que o instituiu, assim expressou: "Dotar o Município de um Hino Oficial é tão importante como conferir-lhe um brasão de armas ou de uma bandeira".

Até então, 03 de agosto de 1975, Sorocaba não possuía um Hino Oficial, apesar de algumas tentativas nesse sentido.

A partir daí, até hoje, transcorreu toda a História do Hino.

Exatamente naquele dia, 03/08/1975, após convite formulado pelo então Prefeito Dr. Armando Pannunzio, o ilustre Prof. Benedito Cleto apresentou uma "sugestão de letra", a qual foi recebida com gratidão e aplausos. O Prof. Benedito Cleto, por sua vez, solicitou à Profa. Ruth Camargo Fernandes que compusesse a música para sua poesia, o que foi feito. Com apenas doze dias de letra e música compostos, o Hino foi cantado pela primeira vez no dia 15 de agosto de 1975, defronte ao busto de Baltasar Fernandes, pelas crianças do Insitituto Matheus Maylasky, onde lecionava a autora da música, que o regeu. O mesmo ocorreu pela segunda vez, em 15 de agosto de 1976, naquele local.

Ao contrário do que se possa pensar, o "Hino de Sorocaba", antes de oficializado foi cantado inúmeras vezes, sob regência da Profa. Ruth Camargo Fernandes, no "I.E.M.M.", com seu Coral Infantil, Normalistas da Escola Municipal de 1º e 2º graus "Dr. Getúlio Vargas", Escola Industrial "Dr. Fernando Prestes" e várias escolas estaduais, não só sob sua reg6encia como também de muitas outras, destacando-se a Maestrina Martha Faustini Egg e Professoras Rosemary de Melo M. Pereira e Benedita Figueiredo, as duas últimas de saudosa memória, prestando inesquecível colaboração como forma de divulgação do mesmo.

Enquanto as apresentações do Hino eram feitas até 1976, aguardava-se pela sua oficialização, que foi objeto do Decreto nº. 2.823, de 31 de dezembro de 1976, pelo então Prefeito Dr. Armando Pannunzio.

A partir de 1978, passou a ser cantado também pelo Coral "Prof. Norberto Amaral Bastos", organizado naquele ano pela Profa. Ruth Camargo Fernandes, Este Coral sempre levou o Hino à comemorações especiais e festivas da cidade; Corporações Musicais do 7º B.C. e Carlos Gomes, executaram o Hino. O maestro Américo Mincarelli, da Polícia Militar do Estado de São Paulo é o autor do arranjo para Banda e Maestro José Carlos Siqueira autor do arranjo para Orquestra.

Em 1990 era fundado o Coral Telesp de Sorocaba e sua Regente fundadora, Ruth Camargo Fernades, também cantou até outubro de 1997, o Hino Oficial de Sorocaba. A partir dessa data e até o presente momento, esse mesmo Coral, com os mesmos elementos, acrescidos de outros e com a mesma Regente, agora sob a denominação de Coral "Art Vocal", continua entoando em várias ocasiões e momentos importantes o Hino Oficial de Sorocaba.

Sempre com o apoio de todos os Prefeitos, da Câmara Municipal, de Entidades Culturais, o Hino continua a ser cantado e tocado, principalmente pela Banda do 7º Batalhão da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Letra do Hino de Sorocaba
Letra: Benedito Cleto
Música: Ruth Camargo Fernandes


I
Saudamos-te, querida Sorocaba,
Com muito júbilo e acendrado amor;
desde a selva selvagem, o índio e a taba,
teus feitos cantaremos teu valor.
Às fraldas norte da Paranapiacaba,
tu te elevas Rainha d'esplendor,
e ao pé do morro d'Ouro, o Araçoiaba,
és pioneira paulista do interior.

Ó' Sorocaba, cantamos triunfantes,
bravos, heróis, cantamos teus pioneiros;
Cidade, és filha e mãe de bandeirantes,
com muito orgulho, a "Terra dos Tropeiros".
Tu és, ó Sorocaba, uma das molas
deste grande São Paulo glorioso,
cidade do Trabalho e das Escolas,
dos Liberais de brio belicoso.
Com teus arranha-céus, ao alto evolas
todo o ideal de um povo laborioso,
e o potencial fabril que hoje controlas
é o signo de um Brasil mais poderoso.
II

Tu, Sorocaba, marchas, "pari-passu"
com tuas irmãs, ao lado das primeiras,
Marchas tu com São Paulo no compasso,
Já desde os áureos tempos das bandeiras.
Foste terra de peões, campeões do laço;
Com suas tropas, com suas famosas feiras;
hoje és comércio, indústria, torres de aço,
Tudo é teu sangue, nas veias brasileiras.

Ó' Sorocaba, cantamos triunfantes,
bravos heróis, cantamos teus pioneiros;
Cidade, és filha e mãe de bendeirantes,
com muito orgulho, a "Terra dos Tropeiros".
Pela alvorada, a orquestra dos apitos,
O operário marcha ao seu mister fabril
e os homens da palavra e dos escritos,
da ciências, em teu progresso atuantes mil;
às escolas a colher frutos benditos,
a juventude marcha varonil,
O Saber e Labor marcham contritos,
em prece a Deus, pela Pátria - Brasil.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/
http://br.geocities.com/josemariomattos/sorocaba04.htm
http://www.vivacidade.com.br/ (imagens)
http://www.panoramio.com/ (imagem)

Fotomontagem dos 354 anos de Sorocaba: José Feldman

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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