Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 7 de setembro de 2008

7º Festival Estudantil Sesi de Teatro

Começa hoje o 7º Festival Estudantil Sesi de Teatro

Espetáculos de Sorocaba e Itapetininga dão início, hoje, ao “7º Festival Estudantil Sesi de Teatro”, que estende-se até o próximo sábado, levando ao público, durante toda a semana, montagens nas categorias infantil e adulto. Participam, ao todo, 12 grupos de diversas escolas do interior do Estado de São Paulo. Os espetáculos infantis poderão ser vistos sempre às 15h, e os adultos às 20h, ambos no Teatro Popular do Sesi. A novidade para este ano é a oficina “A Pedagogia no Teatro”, que será ministrada por Marly Bonome, da Universidade Sagrado Coração (USC), de Bauru. A oficina será realizada de segunda a sexta-feira, com 20 vagas abertas para a comunidade. Neste domingo, as crianças poderão conferir, à tarde, “A Lenda de Pluft”. Já no período da noite, a montagem “Revolução” será apresentada para os adultos.

Júnior Mosko, diretor de Teatro do Sesi e criador do Festival, acredita que o evento - já em sua sétima edição - tem estimulado a prática do teatro dentro das escolas. “Um festival de teatro estudantil tem como característica básica a fomentação do teatro entre a própria comunidade. Eu costumo dizer que é um dos mais agregadores porque o pai se transforma em cenógrafo, a mãe figurinista, a professora de geografia pode virar diretora, enfim, dissemina a arte de maneira que contamine a todos, desde o porteiro da escola até seus coordenadores”, afirma.

O Grupo Teatral “Tapanaraca Mutatis Mutandis”, da Escola Estadual “Professor Abílio Fontes” e Instituto Peixoto Gomide, de Itapetininga, apresenta hoje, às 15h, “A Lenda de Pluft”, sobre um fantasminha muito esperto que vive com sua mãe no sótão de uma velha casa à beira-mar. Pluft é um fantasminha que tem muito medo de gente, e que acaba conhecendo Maribel, uma menina que tem muito medo de fantasma. Texto de Maria Clara Machado. Direção e adaptação de Fábio Jurera.

À noite, a partir das 20h, o núcleo Descobrir de Teatro, ligado à Associação Teatral de Sorocaba (ATS), apresenta “Revolução”, espetáculo que narra a trajetória de José da Silva, metáfora do povo (ou do próprio teatro brasileiro). Para contar a história de José, o Núcleo utiliza-se de outra história: a de um grupo de teatro, às vésperas da estréia, que enfrenta seus inúmeros problemas para colocar seu espetáculo no palco. Augusto, o ator, se depara com a pesquisa e as descobertas na construção de sua personagem: o pobre José da Silva. Texto baseado nas obras de Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e outros nomes da dramaturgia brasileira. Direção de Carlos Doles.

Fontes:
Douglas Lara. In http://www.sorocaba.com.br/acontece
http://www.jcsol.com.br/materia.phl?editoria=42&id=117444

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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