Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Heitor Stockler (Palmeira)


Minha Canção do Berço Natal

Palmeira, onde nascí
Pequena e linda entre os dois rios da minha infância,
Vê que, apesar de longa ausência e da distância,
Eu penso em ti!

Meu coração não erra
Quando, batendo aflito e de saudade cheio,
Evoca e chama a meninice, em doce enleio
E o amor da terra,

Esse rocio imenso
Que é um patrimônio a te envolver em mil venturas,
Porque te veio de uma fonte das mais puras,
Que era o bom senso

Conclamados, assim,
Jamais esqueço, num dia cinco de novembro
Cheguei à vida e vieram muitos, se me lembro,
Tal como vim.

Eram tantos e tantos,
Trazendo ideais bem como os meus, todos felizes,
Pisando flores ou curando cicatrizes.
Almas de santos.

Formosa companhia,
Uma brigada, uma legião de travessura,
Mas, só com ela, tão ardente e de alma pura,
Bem me sentia.

E anos e mais anos,
Naquele âmbito restrito da cidade,
Passava o tempo, sem pensar na mocidade,
Nos desenganos.

Era ditosa a vida...
Da Rua das Tropas a ao Cemitério,
Nenhum recanto, para mim, tinha mistério.
Fase querida!

Mas, sempre aventuroso,
Saía em busca de paisagem mais tranqüilas
Nos arredores, nos povoados e nas vilas
Ou mato umbroso.

Fiel aos caprichos meus,
Vezes a pé, ou a cavalo ou de carroça,
Eu palmilhava desde a Lapa a Ponta Grossa,
E São Mateus,

Na divisa legal,
No Tibagí, nos Papagaios, no Iguaçú,
Chapéu de palha, sapatão de couro cru
E o meu bornal.

Inquieto caminhante
Voltas eu dava ao município do meu berço,
Sempre ditoso, prazenteiro, guapo e terso
Mas, sem rompante.

Palmeira onde nascí,
Pequena e linda entre os dois rios da minha infância...
Vê que, apesar da longa ausência e da distância...
Eu te consagro, eu te venero, eu vivo em ti!.

HINO À PALMEIRA:
Letra de Heitor Stockler de França
Música de José Shön

- I -
Palmeira, revivamos teu passado
Tuas nobres e sublimes tradições
As Fases de tua vida e do teu Fado
Que Fulgem no esplendor dos teus Brasões
- II -
Façamos das tuas glórias claro espelho,
Rota em flor, no presente e no porvir,
Um Missal com exemplos do evangelho,
aos filhos desta terra sempre a unir
-III-
Lembremos tua feição de Lugarejo
Ansioso de ser Vila e ser Cidade,
Que assim vislumbrou Fortuito ensejo,
Fez-se um recanto de felicidade
-IV-
Chamemos à memória os Ancestrais,
Audazez bandeirantes da grandeza,
Que ao fundarem as Rondas e os Currais,
Geraram disciplina e a riqueza
-V-
És sempre Essa Palmeira acolhedora
Que aos filhos de outras Plagas propicia
Fartura, bem estar e promissora
Era de paz, de amor e de alegria
-VI-
Palmeira, altiva, Edênico rincão,
com boas auras tutelas nosso lar...
Por isso, te erigimos um altar
Florido em festa em nosso coração.
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A Cidade de Palmeira

Palmeira é um município brasileiro do Estado do Paraná, próximo á cidade de Ponta Grossa famosa por ter sido berço da Colônia Cecília.

Em 1819, o vigário Antônio Duarte dos Passos recebeu por doação do Tenente Manoel José de Araújo um terreno para edificar uma igreja que seria a Matriz de uma nova freguesia dos Campos Gerais, em 7 de abril de 1819, considerada a data oficial da fundação de Palmeira. Porém, somente a 3 de julho de 1820 é que iniciou-se a construção da igreja. Em 8 de setembro é transferida oficialmente a freguesia de Tamanduá para Palmeira com o nome de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Palmeira. As obras da Igreja Matriz são concluídas em 1837 quando é feita a sua inauguração. Em 15 de fevereiro de 1870 a freguesia é levada à condição de Vila de Nossa Senhora da Conceição da Palmeira. A partir da elevação de Palmeira à condição de Vila, adquiriu o direito de ter autoridades executivas e legislativas municipais. O primeiro presidente da Câmara de vereadores foi o Padre José Antônio Camargo e Araújo e o primeiro Prefeito foi o Capitão João Padilha de Oliveira.

A região já era povoada por ricos fazendeiros portugueses, antigos Bandeirantes Paulistas que se fixaram na região, caboclos e negros descendentes de escravos. A partir de 1878, por iniciativa dos governos provincial e imperial começam a se fixar na região outras colônias de imigrantes:

Russos Alemães: começaram a chegar em 1878 e formaram 7 núcleos ou colônias de povoação. Se dividiam em católicos e luteranos. Muitos abandonaram a atividade agrícola e passaram a se dedicar ao serviço de transporte de mercadorias com carroções. Outros passaram a trabalhar em obras públicas e outras ainda em atividades urbanas.

Poloneses: chegaram a partir de 1888. Agricultores por excelência, se espalharam pelo município formando várias colônias.

Italianos - Anarquistas: chegaram em 1890, motivados por Giovani Rossi para implantar a primeira Colônia Anarquista da América, mundialmente conhecida como "Colônia Cecília". A mesma acabou alguns anos depois por motivos internos e externos, os imigrantes italianos se transferiram para várias regiões do Brasil, contribuindo decisivamente para o surgimento do movimento sindical em nosso país. Ficam em Palmeira apenas três famílias.

Alemães Menonitas: chegam em 1951 e fundam a Colônia Witmarsum e a Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda. que é grande produtora de leite e seus derivados e de frango com a marca Cancela.

Russos Brancos: chegaram em 1958 e se fixaram na localidade de Santa Cruz, entre Ponta Grossa e Palmeira, dedicando-se a atividade agrícola.

Sírio-Libaneses, Palestinos, Egípcios e Japoneses: chegaram no início do século XX. Os Sírio Libaneses se dedicaram ao comércio e os Japoneses ao comércio e a agricultura.

Fontes:
Poesias de autores Palmeirenses do Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira
http://www.radioipiranga.com.br/palmeira.html
http://pt.wikipedia.org/

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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