Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Francisco Miguel de Moura (1933)



Nasceu em Francisco Santos (outrora “Jenipapeiro”, município de Picos, sertão do Piauí), aos 16 de junho de 1933.

Estudos primários com seu pai; ginasial e contabilidade, em Picos, onde contraiu matrimônio com D. Maria Mécia Morais Moura. Naquela cidade nasceram os 2 primeiros filhos: Franklin e Fulton; os outros, Laudemiro e Francisco Jr. nasceram na Bahia e Fritz e Mécia, em Teresina.

Formado em Letras pela Universidade Federal do Piauí e pós-graduado na Universidade Federal da Bahia. Funcionário aposentado do Banco do Brasil. Radialista, professor de língua portuguesa e literaturas brasileira e portuguesa, atividades que não mais exerce.

Hoje se dedica exclusivamente a ler e escrever e brincar com os netos, que ao todo são dez, na cidade que elegeu para sempre: Teresina.

Prêmios:

*Crítica: Dir.Acadêmico da FAFI -Teresina 1971, Academia de Uruguaiana-RS, 1972
*Poesias: Academia Piauiense de Letras, 1983; Academia Mineira de Letras, B.Horizonte - MG, 2003; Revista "Poesia para Todos", Rio - RJ, 2000; Concurso Nacional de Poesia, S. Paulo, 2000
*Soneto: Editora Alba, Varginha - MG, 2000
*Epitáfios: Edições Minas, Concurso Nacional de Poesia, Juiz de Fora, 1994 *Trovas: Centro de Cultura, Mogi das Cruzes - SP, 1972 *Crônicas: FENAB, Brasília-DF, 1983; Satélite Esporte Clube de São Paulo,1993
*Contos: Secretaria de Cultura do Piauí, 1984/1987; UBE/Academia Carioca de Letras, 2000
*Romances: Secretaria de Cultura do Piauí, 1986; Fundação Cultural do Piauí, Teresina, 2003
*Artigo: Diário dos Açores,IWA – 2005 - EUA
*Antologia: International Writers and Artists Association, 2006 – EUA

COLABORAÇÕES

Revista Jalons - França ; De Repente, Teresina - Piauí ; Mais Foco - Picos -PI ; "Jornal de Picos" - Piauí ; "O Dia", Teresina -PI ; "Meio Norte", Teresina-PI ; "Diário do Povo", Teresina-PI ; "O Primeiro de Janeiro" Portugal ; "Diário dos Açores", Portugal ; Jornal "Correio do Sul" MG ; Revista Lea, da Espanha ; Clarín, da Espanha ; Em-Revista, de São Paulo ; Cirandinha, de Teresina -PI ; Ficção, do Rio ; Cadernos de Teresina, Piauí ; Presença, Teresina-PI ; LB-Literatura Brasileira, de São Paulo ; Poesia para Todos, do Rio ; Literatura, de Brasília - DF ; Almanque da Parnaíba, de Parnaíba

Obras Publicadas

Areias-poesia (1966)
Linguagem e Comunicação...crítica (1972)
Pedra em Sobressalto-poesia (1974)
Bar Carnaúba-poesia(1979)
A Poesia Social de Castro Alves - crítica (1979)
Universo das Águas-poesia(1979)
Terra História e Literatura-antologia(1980)
Os Estigmas - romance (1984)
Eu e meu amigo Charles Brown-contos(1986)
Quinteto em mi(m)-poesia(1986)
Sonetos da Paixão-poesia (1988)
Um Depoimento Pós-Moderno-crítica (1989)
Assis Brasil -Conversa de Escritor-crítica (1989)
Laços de Poder-romance (1991)
Poemas Ou/tonais-poesia(1991)
Chico Miguel na Academia (parceria)-discursos(1993)
Poemas Traduzidos-poesias (1993)
Ternura - romance (1993)
E a vida se fez crônica-crônica(1996)
Poesia in Completa (1997)
Porque Petrônio não Ganhou o Céu -contos (1999)
Rebelião das Almas - contos (2001)
Vir@gens - poesia (2001)
Literatura do Piauí- história e crítica (2001)
Moura Lima - ensaio -(2002)
Sonetos Escolhidos -poesia (2003)
Miguel Guarani, mestre e violeiro - biografia (2005)
Dom Xicote - romance -(2005)
Poemas escolhidos -Antologia do autor -(2006)
Tempo Contra Tempo(parceria c/ Hardi Filho)- poesia (2007)

Fonte:
http://franciscomigueldemoura.blogspot.com/p/biografia.html

2 comentários:

CHIICO MIGUEL disse...

Caro companheiro de internet,
José Feldman

Surpreendi-me hoje com a matéria postada por V. Senhoria, neste site ou blog, não sei. Claro que fiquei emocionado. Não sabia, já não sei por onde ando. Outrora eu escrevia depois de meu nome - escritor piauiense; depois - comecei a escrever - escritor brasileiro; depois da internet - todos nós somos universais, nosso endereço é o mundo todo.
Gostei demais.
Mando-lhe, nesta oportunidade, um poema em sua homenagem: É meu primeiro soneto, está no livro "Areias", de 1966. É uma espécie de testemunho poético (proposto para a vida inteira).


QUERENÇAS


Quero ter a vaidade dos caminhos:
dão passagem mas pouco dão abrigo.
Quero ter o orgulho do tufão,
Quero ter a tristeza do jazigo.

Quero sentir da tarde a lassidão
e a solidão da noite no deserto,
das pobrezinhas flores – o perfume,
como as nuvens – ficar no céu aberto.

Quero ter emoções de amor secreto,
sentir como se sente uma paixão,
pra cantar glórias e chorar amores.

Quero viver do ideal concreto,
quero arrancar de mim o coração,
incapaz de conter todas as dores.

_______
Francisco Miguel de Moura, poeta do universo.

MANDO-LHE UM FORTE ABRAÇO
Chico Miguel de Moura
1º de setembro de 2010

Unknown disse...

Prezado irmão das letras

Obrigado pelos elogios tecidos por vossa pessoa, isto faz com que eu sinta que a minha missão está seguindo pelo caminho correto e não me perdendo em encruzilhadas.
Somos poetas sim. Mas quando nascemos poetas, apesar dos lugares que nascemos ou nos radicamos, fomos, somos e seremos sempre Poetas do Universo, pois o poeta não tem um lugar fixo, ele é de todos que compartilham os seus poemas.
Abraços fraternos
José Feldman

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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