Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Nilto Maciel (Contistas do Ceará) Outros Contistas

Também têm se dedicado ao conto
Adriano Espínola (poeta e ensaísta dos mais conceituados no Brasil, com livros editados por grandes editoras),
Alcides Matos (nascido em 1938, publicou o primeiro livro de contos em 2006),
Almir Gomes de Castro (volumes de contos e romances),
Angela Gutiérrez (romancista e poeta, com livros publicados),
Aíla Sampaio (poeta e ensaísta, com livros publicados),
Cândido Rolim (algumas coleções de poemas, sendo o primeiro de 1982),
Carlos Nóbrega (autor premiado, tem livros de poemas),
Cherlanyo Barros (um livro publicado e alguns inéditos),
Dimas Macedo (tem se dedicado à poesia e à crítica literária, com êxito),
Floriano Martins (poeta, ensaísta e contista desde os anos 1970, com extensa obra publicada),
Genuino Sales (piauiense há muitos anos no Ceará, um livro de contos editado),
Ivaldo Ribeiro Filho (piauiense, tendo morado em Fortaleza por dezesseis anos, com quatro livros de poemas editados),
João Soares Neto (autor de livros de crônicas e poemas),
Jorge Tufic (poeta acreano radicado no Ceará há muitos anos, com mais de quarenta livros editados),
Julio Lira (premiado diversas vezes, livros infantis publicados),
Léo Mackellene (estreou em 2006 com O livro das sombras ou O livro dos mais pequenos silêncios, de poemas),
Lucineide Souto (um volume de contos publicado e diversos inéditos),
Majela Colares (livros de poemas e contos),
Mendes Júnior (estreou nas letras impressas, em 2007, com o volume de contos O Engraxate e Outros Suicidas),
Pedro Henrique Saraiva Leão (poeta publicado desde 1960, com diversos volumes de poemas),
Raymundo Netto (autor do romance Um Conto no Passado: Cadeiras na Calçada),
R. Leontino Filho (poeta com alguns livros publicados, tendo estreado em 1982),
Sânzio de Azevedo (mais conhecido como ensaísta, historiador da Literatura Cearense e poeta),
Sérgio Rebouças (estreou em 2007 com o volume de contos A Canção do Silêncio),
Soares Feitosa (poeta, mas já deu a conhecer contos, que seriam capítulos de um romance em construção),
Tânia Lima (maranhense, com alguns anos em Fortaleza, estreou em 1996),
Tulio Monteiro (autor de biografias, ensaios, contos e crônicas),
Virna Teixeira (dois livros de poemas publicados),
Zorrillo de Almeida Sobrinho (um livro de contos publicado) e outros.

Dezenas de contistas são menos conhecidos, uns por não terem ainda livro publicado, outros por não se dedicarem à narrativa curta tanto quanto os mais citados ou comentados: Aetamira Lúcia Ribeiro, Ajuricaba Freitas Gaspar, Alan Santiago, Alda Maria Cordeiro de Santana, Aldir Brasil Jr., Alexandre Perazo Nunes de Carvalho, Álvaro Fernando de Araújo Filho, Amanay Parangaba (pseudônimo de Alexandre Gomes), Ana Cristina Souto, André Dias, Ângela Maria Bessa Linhares, Antonio Carlos Klein, Antonio Vanderley Moreira, Ary Albuquerque, Ary Salgueiro, Ayla Andrade, Augusto Azevedo, Augusto Nascimento, Áuria Rafael, Caio Marinho, Caio Montenegro, Camila Marcelo, Carla Amalia Lourenço, Carlos Alexandre Bastos Gonçalves, Carlos Costa, Carlos Eduardo Bezerra, Cecília Oliveira do Nascimento, Celina Côrte Pinheiro, Cellina Muniz, César Barros Leal, Chico Vieira, Cláudio Bentemuller, Cláudio Portella, Clodomiro Paulino Gomes Filho, Cris Nobre, Cristiano Gonçalves Ribeiro, Daniel Glaydson, Daniel Magérbio Almino de Lucena, David Cid, Diana Melo, Ecila Moreira de Meneses, Edilson Brasil Júnior, Eduardo Jorge, Eduardo Pragmácio Filho, El Escriba del Benfica, Eli Castro, Emerson Freitas Braga, Erick Leite Maia, Fabiano dos Santos, Fayga Silveira Bedê, Felipe Neto, Fernando Lima, Fernando Marcelo Probo, Fernando Siqueira, Francisco José Brasil, Francisco Octávio Marcondes Rudje, Francisco Paulo de Souza, Frederico Maltesta, Geraldo Gesuino da Costa, Germano Silveira, Gilberto Machado, Gislene Maia de Macedo, Guenthner Gadelha Wirtzbiki, Guilherme Linhares, Iclemar Nunes, Igor Leite Mendonça Mina, Irenísia Torres de Oliveira, Ivan Moreira de Castro Alves, Jean Garcia Lima, Jeovah Lucas da Silva, Jéssica Fontenele, Jesus Rocha, Joana d’Arc Araújo, João Dionísio Viana Neto, José Augusto do Nascimento Filho, José Augusto Nóbrega Lessa, José Carlos do Nascimento, José Célio Freire, José Cornélio Ribeiro Neto, José Flamarion Pelúcio Silva, José Mesquita Xavier Ferreira, José Murilo Martins (nascido em Caxias, Maranhão), Juliana Antunes de Menezes, Júnior Ratts, Lavignia Ocarro, Liana Aragão (radicada em Brasília), Lia Terceiro (1980-2007), Lígia Leal Heck, Lourival Mourão Veras, Lucelindo Dias Ferreira Júnior, Luciano Lira de Macedo, Lucíola Limaverde, Luiz Antonio Simonetti, Manoel Carlos, Marcela Magalhães de Paula, Marcela Rosseti Pacheco, Marcelo Bittencourt, Mardônio França, Maria Amélia Barros Leal, Maria Carolina Lobo, Maria Rosa Menezes, Marília Passos, Marta Adalgisa Nunes, Max Victor Freitas, Mendes Júnior, Napoleão Sousa Jr., Natércia Pontes, Nuno Gonçalves Pereira, Onias Lopes, Osmar Menezes dos Santos, Otoniel Arilo Landim, Paulo Avelino, Paulo César Benício Mariano, Paulo Henrique de Oliveira, Paulo de Tarso Vasconcelos, Pedro Fontenele (nascido em Manaus, Amazonas), Priscila Peres, Raffaella Maria Duarte, Raimundo Cavalcante dos Santos, Raimundo Rocha, Raul Silveira Bento, Révia Maria Herculano, Ricardo Guilherme Vieira dos Santos, Roberto Vasconcelos Lima, Robson Ramos, Rodrigo Marques, Rogério Santos Braga, Rogério da Silva e Souza, Rosel Ulisses Vasconcelos, Ruth Maria de Paula Gonçalves, Ruy Vasconcelos de Carvalho, Sabrina Kelma Tomaz, Sarah Diva Ipiranga, Sérgio Rebouças, Urik Paiva, Vânia Maria Ferreira Vasconcelos, Vanius Meton Gadelha Vieira, Vilmar Ferreira de Souza, Wesley Lyeverton, Ylo Barroso, Ythallo Rodrigues, Yuri Leonardo e Zélia Maria Sales Ribeiro.

Fonte:
MACIEL, Nilto. Contistas do Ceará: D’A Quinzena ao Caos Portátil. Fortaleza/CE: Imprece, 2008.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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