Curitiba/PR
SUSSURROS DO PAPEL DE SEDA...
A crônica de hoje deixou-se envolver, saudosamente, pelas imagens da abertura da novela “Éramos Seis”, uma linda telenovela brasileira produzida pelo SBT, e exibida, em 1994, (baseada em um romance brasileiro, de Maria José Dupré, 1943). Imagens da família em porta-retratos apareciam, em preto e branco e coloridos, indicando a passagem do tempo...
Retratos de família são pausas no tempo; os sorrisos permanecem e as lágrimas contidas, disfarçadas, também. Gosto de rever os antigos álbuns de fotografias e sentir, inebriada, os suaves sussurros do papel de seda que antecede cada página de textura em tons de azul-cinza. As fotos, de certa forma, mostram histórias de vidas; nascimentos, aniversários, amigos em confraternização, formaturas, mudanças de casas, viagens ... Cada centímetro da imagem lembra uma etérea ampulheta, que pode ser acariciada, emoção ao alcance das mãos...
Há amizades que permanecem além dos porta-retratos, sejam familiares, ou amigos e amigas que conhecemos em Redes Sociais ou por intermédio do trabalho e da poesia – Antologias, Oficinas de Arte... Têm laços de amizades que continuam a fazer parte de nosso dia a dia, mesmo que estejamos distantes da vida social, literária ou num leito de hospital. Assim, as boas vibrações chegam através de um abraço presença física, ou virtual: nas trocas de mensagens e emojis.

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