FUI MORAR com uma mulher, não para namorar com ela, mas para dividir despesas, tipo aluguel, água, luz, supermercado, condomínio, essas coisas. A beldade trabalha o dia inteiro, de segunda a sexta, e praticamente todo final de semana viaja.
Não pode ver uma excursão, se mete nela e fica uma semana, até duas fora. A última vez que caí na besteira de perguntar para onde estava indo, a danada sorriu matreira e me disse na maior cara de pau que visitaria os confins da Cochinchina.
— Cochinchina? Onde fica?
— Não sei, nunca fui lá...
— E por qual motivo optou por essa escolha?
— Pela curiosidade...
— E se a Cochinchina não lhe agradar?
Ela sorriu de novo e, desta vez mais graciosa, mandou a bomba:
— Se eu não gostar, mando a droga toda da tal Cochinchina pra Cochinchina.
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Aparecido Raimundo de Souza, natural de Andirá/PR, 1953. Em Osasco, foi responsável, de 1973 a 1981, pela coluna Social no jornal “Municípios em Marcha” (hoje “Diário de Osasco”). Neste jornal, além de sua coluna social, escrevia também crônicas, embora seu foco fosse viver e trazer à público as efervescências apenas em prol da sociedade local. Aos vinte anos, ingressou na Faculdade de Direito de Itu, formando-se bacharel em direito. Após este curso, matriculou-se na Faculdade da Fundação Cásper Líbero, diplomando-se em jornalismo. Colaborou como cronista, para diversos jornais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, como A Gazeta do Rio de Janeiro, A Tribuna de Vitória e Jornal A Gazeta, entre outras. Hoje, é free lancer da Revista ”QUEM” (da Rede Globo de Televisão), onde se dedica a publicar diariamente fofocas. Escreve crônicas sobre os mais diversos temas as quintas-feiras para o jornal “O Dia, no Rio de Janeiro.” Reside atualmente em Vila Velha/ES.
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Texto enviado pelo autor.
