Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Milton S. Souza (1945 - 2018)



Milton Sebastião Souza nasceu em Porto Alegre/RS, em 20 de janeiro de 1945, filho de Sebastião Valentim de Souza e Terezinha Fialho de Souza. Casado com Leda Maria Souza, pai de cinco filhos, avô de onze netos e dois bisnetos.
Ele era ajudante de seu pai num bar e entregava pães em uma perua Kombi. Fez o Supletivo de 1º e 2º graus por correspondência, no antigo Instituto Universal Brasileiro, e passou no vestibular para cursar Jornalismo quando tinha 40 anos, pela UFRGS e Radialista formado pela Feplam, aposentado pela Prefeitura de Gravataí, onde foi jornalista concursado. Possuía a empresa própria, a Agência Texto Certo, que atua na produção de livros e impressos em geral.
Ganhou mais de duas centenas de prêmios em concursos de poesias e trovas, participando de entidades como a Casa do Poeta Rio-Grandense, União Brasileira de Trovadores de Porto Alegre e Fundacion Givré de Buenos Aires.
Em 1993 foi editor do Jornal de Cachoeirinha. Durante três anos manteve uma coluna diária no Diário de Cachoeirinha, onde publicou crônicas e poesias. Aposentou-se como Jornalista concursado da Prefeitura de Gravataí.
Fez parte da União Brasileira dos Trovadores de Porto Alegre e também do Clube Literário de Cachoeirinha, torcedor convicto do Grêmio Futebol Porto-Alegrense. Publicou os livros "Perseguindo Sonhos", "Poesias para Declamar", "Trova: raiz quadrada da poesia" e “Os três anjinhos”.
Escolhido para Patrono da Feira do Livro da Escola Décio Martins Costa, e depois patrono em várias escolas, e patrono da Feira do Livro de Cachoeirinha.
Jornalista, escritor, poeta, radialista, e trovador, Milton Sebastião de Souza faleceu nesta terça-feira, dia 3 de julho de 2018, em Cachoeirinha, devido a complicações de um câncer na próstata.

Nenhum comentário:

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to