Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Bruno Grunig (Dez Dicas para Escrever um Livro)


Se você pretende escrever um livro, não custa nada pesquisar um pouco aqui e ali. Principalmente se for marinheiro de primeira viagem. E procure não levar tão a sério tudo o que vê por aí. Inclusive as dicas abaixo. Porque nem sempre o que funciona para um, funciona para outro. Você precisa dar uma “peneirada” nas informações. Testar algumas coisas, e assim por diante.

Eu mesmo já vi informações, dicas por aí, que descartei logo de cara. Para mim. Para você talvez não seja o caso.

Acima de tudo, lembre-se que existe uma espécie de “aura” em torno do assunto. Escrever livros pode parecer coisa feita só para uma meia dúzia de privilegiados. Mas não é. Você pode escrever um livro, sim senhor. E hoje em dia, publicar é bem fácil. Caso não consiga uma editora, não engavete seu projeto. Publique o livro em PDF. Divulgue na internet. Garanto que você vai pular de alegria ao entregar o primeiro livro ao primeiro leitor. Mesmo que seja de graça.

Vamos então às

Dez dicas para escrever um livro

1 - Aprenda tudo o que puder sobre escrever livros antes de encarar a empreitada. Enquanto aprende, vá “ensaiando”. Ou seja, escrevendo mini-livros – digamos assim. Pequenas histórias, com poucas páginas.

2 - Leia, leia e leia. Ler está para escrever assim como escutar está para falar. Se você não lê, não vai saber escrever.

3 - Para os primeiros trabalhos, escolha assuntos que já conhece bem. Por exemplo: suponhamos que você entenda bastante de motocicletas. Nada mais óbvio que escrever sobre motocicletas.

4 - Não perca meses, anos, no primeiro livro. Faça algo bem feito, mas não fique enchendo de salamalaques e detalhes, achando que aquele vai ser “o cara”. Provavelmente não vai ser. O primeiro livro geralmente não é “o cara”. Aí, saber que você perdeu – por exemplo – um ano e meio para escrever algo que não serve…

5 - Não queira agradar gregos e troianos. Querer parecer bacana pra todo mundo é o jeito mais fácil de não agradar ninguém. De preferencia, escolha um “nicho de mercado”. Quanto mais você focar seus livros num determinado público, melhor.

6 - Procure obter feedback, ou seja, opiniões de terceiros. Mas não a mamãe, o papai e os amigos. Estes podem até te atrapalhar. Vai dar mais trabalho, mas é melhor procurar alguém imparcial. Que lhe diga algo que preste.

7 - Não se iluda. Ao invés de ficar sonhando em ser o maior escritor do universo, trabalhe. Escreva, aprenda. Talvez você seja mesmo, no futuro, um escritor famoso. Mas primeiro faça o dever de casa.

8 - Escreva porque gosta. Assim seu trabalho sai mais espontaneo. Escrever com uma mão esquanto faz as contas “dos livros que vai vender” com a outra, só vai te atrapalhar.

9 - Quando tiver um livro pronto, não tenha medo de mostrar. É melhor ouvir críticas negativas do que não ouvir nada. E saiba de uma coisa: se alguém cair de pau, e falar um montão na sua orelha por causa do livro, você provavelmente está no caminho certo. O primeiro sinal de que você fez algo interessante é alguém baixar a ripa.

10 - Se for mandar o livro para uma ou mais editoras, procure saber antes as regras de cada uma delas. Muitas fazem inclusive a exigencia de que a obra seja registrada. É… o caminho das editoras é árduo. E quando mandar o livro, prepare-se para esperar. As editoras demoram meses para responder. Mas respondem. Infelizmente, a maior parte das respostas é não. Mas não se acanhe por causa disso. A cada não talvez você esteja mais perto do sim. Lembre-se também que livros já publicados de outra maneira geralmente não são aceitos.

É claro que tem muito mais que isso. Mas acredito que estas dez dicas já servem para dar uma luz, se é que aí do teu lado estava meio escuro.

Fonte:
http://comoescrever.com.br/dez-dicas-para-escrever-um-livro/

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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