Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Prêmio Jabuti de Literatura 1959 - 2011 (Contos, crônicas e novelas)


1959: Jorge Medauar
1960: Dalton Trevisan • Ricardo Ramos
1961: Clarice Lispector
1962: Ricardo Ramos
1963: Julieta de Godoy Ladeira
1964: João Antônio
1965: Dalton Trevisan
1966: Lygia Fagundes Telles
1967: Bernardo Élis
1968: Marcos Rey
1969: Maria Cecília Caldeira
1970: Rubem Fonseca
1971: Ricardo Ramos
1972: Holdemar Menezes
1973: Luiz Vilela
1974: Elias José
1975: Caio Porfírio Carneiro
1976: Regina Célia Colônia
1977: Domingos Pellegrini Júnior
1978: Hermann José Reipert
1979: Sônia Coutinho
1980: Modesto Carone
1981: José J. Veiga
1982: Autran Dourado
1983: Sérgio Sant'Anna
1984: Caio Fernando Abreu
1985: Charles Kiefer
1986: Sérgio Sant'Anna
1988: Moacyr Scliar
1989: Caio Fernando Abreu
1990: Diogo Mainardi
1991: Rosa Amanda Strauz
1993: João Antônio • Otto Lara Rezende • Vilma Áreas • Charles Kiefer
1994: Nelson Rodrigues • Marcos Rey • Hilda Hilst
1995: Dalton Trevisan • Regina Rheda • Victor Giudice
1996: Lygia Fagundes Telles • Rubem Fonseca • Caio Fernando Abreu
1997: Marina Colasanti • Silviano Santiago • Antônio Carlos Villaça
1998: Raduan Nassar • Flávio Moreira da Costa • João Silvério Trevisan
1999: Charles Kiefer • Rubens Figueiredo • João Inácio Padilha
2000: Raimundo Carrero • Marçal Aquino • Ignácio Loyola Brandão
2001: Mario Pontes • Rodolfo Konder • Lygia Fagundes Telles
2002: Fernando Sabino • Marçal Aquino • Rubem Fonseca
2003: Rubem Fonseca • Luiz Nassif • Fernando Bonassi
2004: Sergio Sant'Anna • Martha Medeiros • José Roberto Torero • João Gilberto Noll
2005: Alcione Araújo • Paulo Henrique Britto • Frei Betto • Edgard Telles Ribeiro • Cíntia Moscovich
2006: Marcelino Freire • Silviano Santiago • Mário Araújo
2007: Ferreira Gullar • Artur Oscar Lopes • João Anzanello Carrascoza
2008: Vera do Val • Jorge Eduardo Pinto Hause • Jaime Prado Gouvê
2009: Fabrício Carpinejar • Rubem Alves • Déa Rodrigues da Cunha Rocha
2010: José Rezende Jr. • Vário do Andaraí • Mário Chamie • Manuel Bandeira
2011: Dalton Trevisan

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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