Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 5 de outubro de 2013

Folclore dos Estados Unidos (A Lenda do Cervo Branco)

Muitas lendas surgiram devido ao desaparecimento da colônia inglesa de Roanoke. Livros, contos, quadros, séries, filmes falam sobre o assunto.

O livro de Sallie Southall Cotten, “O Cervo Branco: O Destino de Virginia Dare” é uma tentativa de explicar o destino da colônia e de Virginia Dare, a primeira criança de descendência inglesa nascida nas Américas.

Quanto à chegada de europeus à província de Terra Nova, no Canadá, há muito já se descobriu que os vikings foram os primeiros a chegar aqui, 500 anos antes de Colombo.  Graças às pesquisas de Helge Ingstad, descobriu-se as ruínas de L’Anse aux Meadows no Canadá, e segunda os contos nórdicos, uma mulher de nome Gudrun deu à luz um filho que seria o primeiro descendente de europeus nessa terra…

Mas voltando ao livro, ele narra como Virginia cresceu na tribo de Manteo,  winona significa “primeira filha” em Sioux e ska, significa branca. Ela cresceu e se tornou uma linda mulher. Okisko um jovem chefe índio queria casar com ela, só que Chico um velho feiticeiro também queria a mesma coisa.

O velho tentou em vão convencê-la a se casar com ele. Rejeitado ele lançou um feitiço sobe ela e a transformou em um cervo branco.

Okisko estava decidido a reverter a maldição e pediu ajuda a um feiticeiro do bem chamado Wenokan. Okisko fez um flecha com uma concha de ostra e Wenokan a banhou em uma fonte mágica, transformando-a em uma pérola. Para quebrar o feitiço Okisko deveria acertar a flecha mágica no cervo branco e ela se tornaria novamente Winona-Ska.

Nesse meio tempo, o jovem Wanchese, filho daquele que foi à Inglaterra com Manteo, resolveu matar o cervo encantando para ter fama. Para matar esse animal especial seria necessário uma flecha de prata. Por coincidência o pai dele tinha ganhado uma da rainha Elizabeth I quando ele visitou a Inglaterra.

Um dia, Okisko viu o cervo branco próxima das ruínas de Fort Raleigh, na ilha de Roanoke. Mais que depressa ele apontou sua flecha de pérola para o animal. Infelizmente, Manteo também disparou sua flecha de prata no cervo.

As duas flechas acertaram o cervo ao mesmo tempo. A flecha de Okisko transformou-o em uma linda mulher novamente, só que a flecha de Manteo também acertou seu coração.  Okisko correu até ela, mas Virginia morreu em seus braços.

Desesperado ele corre até a fonte mágica e banha as duas flechas nas águas, implorando pela vida de Winona. Quando ele voltou para o local, não havia sinal nem de Virginia, nem de cervo. Mais tarde, o cervo branco reaparece olhando para ele com olhos lindos e tristes. Então ela corre para as matas.

Desde esse dia, até hoje muitas pessoas dizem que veem um cervo branco fantasmagórico próximo da área onde a Colônia Perdida fez seu primeiro assentamento.

E essa foi uma das lendas sobre Virginia Doe, talvez o mistério nunca seja explicado, nem mesmo com o projeto de análise do DNA dos índios da área, mas talvez seja mais interessante imaginar o que teria sido feito de todos…

Fonte:
http://www.learnnc.org/lp/pages/1647
Texto em português http://casadecha.wordpress.com

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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