Aquarela de Angela Ponsi
Procuro obter do verso o privilégio
que me faça seguir outras venturas,
porque lembrando teu semblante régio,
naufrago infausto em sendas tão obscuras.
Desejo conseguir o sortilégio
que te envolve total nas espessuras;
jamais cometerei o sacrilégio
de macular as tuas formas puras...
E vives qual a musa inatingível
que povoa meu cérebro todo dia
e me fazes viver em alto nível...
Pelo que representas de magia,
eu já me considero tão sensível
que te amo na tristeza e na alegria…
Fonte:
Soneto e imagem enviados pelo autor