Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 30 de março de 2013

Ditados Populares do Brasil (Letra P)

Pagar o pato
Paga o justo pelo pecador.
Pagar o pato.
Pago chorando o que prometi sorrindo.
Pancada de amor não dói mas cria calo.
Panela em que muitos mexem é sempre mal temperada.
Para cuspir rosas é preciso saber engolir espinho.
Para que seu marido não acorde com a macaca… Depile-se.
Para que tanta pose se o cemitério é o teu fim.
Pato e parente só serve para sujar a gente.
Para ser feliz basta ser bom.
Pensa no bem para ser feliz.
Perca um minuto na vida, mas não perca a vida num minuto.
Perto de quem ama, sem poder amar.
Peru quando faz roda quer comer minhoca.
Plantei amor e colhi saudade.
Pobre é como pneu; quanto mais trabalha, mais liso fica.
Pobre quando ganha ovo, está podre.
Pobre quando mete a mão no bolso só tira os cinco dedos.
Poeira é minha penicilina.
Por onde eu passo deixo saudade.
Por três coisas sou perdido: mulher, cavalo e baralho.
Precisa-se de uma empregada que durma neste emprego.
Precisa-se de uma empregada para o que der e vier.
Preferível ser covarde cinco minutos a ser defunto em um minuto.
Prefiro amar quem me odeia a odiar quem me ama.
Prego que levanta a cabeça, martelo nele.
Preguiçoso é o dono da sauna, que vive do suor dos outros.
Prestação e mini saia, quanto mais curta melhor.
Promessa de candidato não enche a barriga.
Pai rico, filho nobre, neto pobre.
Palavra de rei não volta atrás.
Palestra de cachorro é em porta de açougue.
Pancada grande é que mata cobra.
Panela no fogo, barriga vazia.
Panela que muitos mexem, não toma tempero
Panela velha é que faz boa comida
Pão de pobre só cai de manteiga para baixo.
Papagaio come milho, e periquito leva fama.
Papagaio velho não aprende a falar.
Para bom entendedor, meia palavra basta.
Para cavalo velho, somente milho novo.
Passado três, um gato vira tigre
Passar de cavalo a burro.
Passar manteiga em venta de gato.
Passarinho que come pedra bem sabe o cu que tem
Passarinho, que acompanha morcego, dorme de cabeça pra baixo.
Pau que nasce torto morre torto.
Pedra que rola não cria limo.
Peito lavado, nariz enxugado.
Peixe morre pele boca.
Pela boca morre o peixe
Pelo dedo se conhece o gigante.
Pelo rodar da carruagem, se sabe quem nela vem.
Pelos santos se beijam as pedras.
Pequena nuvem tapa um sol.
Perder o fio da meada.
Perder o latim.
Perder vela com mau defunto.
Perdido como cego em tiroteio.
Perdido por um, perdido por mil.
Perguntar não ofende.
Perto de quem come, longe de quem trabalha.
Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Pimenta nos olhos dos outros não doi
Pior a emenda que o soneto
Pior cego é aquele que não quer ver.
Pobre como Jó.
Pobre é que nem cachimbo, nasceu pra levar fumo.
Pobre só enche a barriga quando morre afogado.
Pode-se levar o burro à água, mas ele só bebe se quiser.
Poleiro de pato é no chão.
Pôr as cartas na mesa.
Pôr as mangas de fora.
Por causa de um grito se perde uma boiada.
Por cima de queda, coice.
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Por fora como umbigo de vedete.
Pôr suspensórios em cobra.
Pra baixo todo santo ajuda
Pra burro velho, capim novo
Pra quem é, bacalhau basta
Praga de urubu magro não pega em cavalo gordo.
Praga de urubu não mata cavalo gordo
Prego batido, ponta virada.
Prejuízo pouco é tiquinho.
Presunção e óleo bento, cada qual toma a contento.
Pretensão e água benta cada um tem quanto quer
Primo e pinto são quem sujam a casa.
Promessa de feijão não dá para encher barriga.
Promessas não pagam dívidas.
Promessas, só santo ajudam.
Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
Pular da brasa pra cair na labareda.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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