Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 30 de março de 2013

Roseline de Jesus Pedroso

Roseline de Jesus Pedroso nasceu em Tibagi, filha de Anibal Pedroso e Leopoldina Bittencourt Pedroso.

1958 – Concluiu o ensino fundamental, em Tibagi.

Estudou o 1º ano do Curso de Magistério, em Ponta Grossa.

De 1961 a 1964, trabalhou como professora estadual.

Em 1987, concluiu o Curso de Magistério e no mesmo ano, foi contratada e começou a trabalhar na Rede Municipal de Ensino de Telêmaco Borba, como professora.

Em 1995 – concluiu o Curso de Pedagogia na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Foi docente e coordenadora do Curso de Pedagogia da FATEB e da Faculdade de Educação, Administração e Tecn Pedagoga com Especialização em Orientação Educacional e Alfabetização pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Desde 2005 –  coordenadora da Educação de Jovens e Adultos – Fase I - Secretaria Municipal de Educação de T. Borba

2012 –  Colégio Estadual Wolff  Klabin - pedagoga – tutora do Curso profuncionário

1995 - classificada em 1º lugar no Paraná e em 2º lugar no Brasil - Concurso 15 de outubro – Por uma Escola de Cidadãos com o relato de sua prática.
Título do trabalho premiado: Redimensionar a pratica pedagógica; um desafio e uma necessidade permanente.

Produções na área da Educação

O medo e as narrativas. In:  Medos, medinhos, Medonhos: como lidar com o medo infantil – vários autores. Publicado em 2004 - Editora Unijuí - R. G. do Sul.
Caderno Pedagógico da Educação de Jovens e Adultos. T. Borba: Secretaria Municipal de Educação, 2007
Histórias dentro da história : A história da educação em Telêmaco Borba – (ainda no prelo)
Questões pedagógicas que merecem ressignificação, Publicado em 2012

Desde 2006, vem desenvolvendo com os professores e os alunos da Educação de Jovens e Adultos um projeto de leitura intitulado Mala da Poesia, a partir do qual organiza e coordena os livros de textos e trabalhos dos alunos da EJA,  publicados pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Educação.

Livros de poemas publicados :
2001: Vida
2006: Palavras de esperança 
2007: Nossas palavras
2008: Arte e vida: experiências significativas  (
livro de poemas e desenhos) 
2009: AçãoeducAção pela arte e a palavra (livro de poemas e desenhos)
2010: A leitura da palavra nas palavras da memória (livro de poemas e desenhos) 
2010: Poemas Escolhidos
2011: Memórias de um tempo passado sempre presente.
2012: Pensamentos poéticos.
2012: Alguns Poemas

Fontes:
A Autora
http://www.telemacoborba.pr.gov.br/noticias/noticia.php?noticia=2524#.UVc-QzdvA-U

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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