Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 21 de agosto de 2011

Sá de Freitas


SAMUEL FREITAS DE OLIVEIRA, cujo pseudônimo de escritor é Sá de Freitas, escreveu oito livros de romance, contos e poesias, quatro dos quais foram publicados por conta própria, em pequenas tiragens, já esgotados.

Seus livros publicados são: Raios de otimismo, Fragmentos d'Alma, Luzes de Esperança e Folhas Dispersas.

Militou por muito tempo, desde os treze anos de idade, em vários jornais da Região de S. Paulo, escrevendo Artigos, Crônicas e Poesias.

Formado em Letras, Agrimensura e em Técnicas Veterinárias, atualmente, dedica-se à Literatura e também à agricultura e à pecuária.

Teve influência dos poetas : Castro Alves, Raimundo Correia, Gonçalves Dias e Camões. Considera a arte de escrever como uma das mais difíceis porque requer conhecimentos, sensibilidade, clareza de expressão, técnica no emprego das palavras, ética e, sobre tudo, domínio da gramática.

Poetas Preferidos: Atuais: Tere Penhabe, Zelisa Camargo, Eugênio de Sá, Anna Paes e outros(as).

Músico, compositor, com um CD «Gravado Só Para Amigos», ganhou vários Festivais , inclusive na famosa e nacionalmente conhecida FAMPOP- Festival Avareense de Música Popular, Avaré, São Paulo, Brasil.

Gosta da vida simples do campo, para estar sempre em contato com a Natureza, na qual encontra a sua inspiração.

Hoje é membro efetivo das Academias:

AVPB (Academia Virtual Poética do Brasil)
AVSPE (Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores)
AVBL (Academia Virtual Brasileira de Letras)

Faz parte do Grupo «Poetas Del Mundo» e de outros mais, importantes no mundo literário.

Contudo gosta da simplicidade e não tem se exposto nos eventos literários, apesar de vários convites.

Prefere atuar atrás dos bastidores por não se considerar ainda um poeta: apenas um fazedor de versos.

Fonte:
http://www.raizonline.net/arquivo/jornaldesoito/paginatrintacinco.htm

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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