domingo, 7 de novembro de 2021

Gislaine Canales (Glosas Diversas) XXXIII

 
MOCIDADE! NOVAMENTE!

MOTE:
Se eu, por milagre ou magia,
retornasse à flor da idade,
agora, sim, saberia
desfrutar a mocidade!

José Lucas de Barros
Serra Negra do Norte/RN, 1934 – 2015, Natal/RN


GLOSA:
Se eu, por milagre ou magia,

pudesse fazer voltar
o tempo, o que eu faria?
- Faria somente amar!

No tempo, voltando, então,
retornasse à flor da idade,
faria do coração
o templo dessa verdade!

Viagens! Muita alegria!
Muita paixão! Muito amor!
Agora, sim, saberia
degustar-lhes o sabor!

Viver! Sonhar! Nada mais!
Meu Deus! Que felicidade,
e poder, como jamais,
desfrutar a mocidade!
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REGANDO A FELICIDADE

MOTE:
Esquece o triste passado
que te deixa descontente...
Se o teu "ontem" foi nublado,
põe um sol no teu "presente"!

José Tavares de Lima
Juiz de Fora/MG


GLOSA:
Esquece o triste passado

não lembres o que é ruim,
mesmo se, muito malvado,
agora chegou ao fim!

Esse passado tão triste
que te deixa descontente...
agora, não mais existe,
está, para sempre, ausente!

Faze o teu dia encantado,
cultiva sempre a alegria,
se o teu "ontem" foi nublado,
transforma-o em poesia!

A poesia, com carinho,
é sempre a boa semente...
Dando um brilho ao teu caminho,
põe um sol no teu "presente"!

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LIBERDADE...

MOTE:
Pisar na areia molhada,
navegar mares sem fim,
voar como a passarada...
A liberdade é assim!!!

Lisete Johnson de Oliveira
Butiá/RS, 1950 – 2020, Porto Alegre/RS


GLOSA:
Pisar na areia molhada,

caminhando devagar,
com mil espumas, bordada,
é sinônimo de amar!

Realizar uma utopia,
navegar mares sem fim,
e um porto só de alegria
decerto, encontrará, sim!

Ver o nascer da alvorada
faz feliz a todos nós,
voar como a passarada...
não nos deixa nunca a sós!

Ao vivenciar tudo isto
eu sinto dentro de mim,
está muito mais que visto:
A liberdade é assim!!!
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MURMÚRIOS

MOTE:
Os murmúrios das gaivotas,
em noites de lua cheia,
são canções deixando as notas
nas pautas brancas da areia.

Miguel Russowsky
Santa Maria/RS ,1923 – 2009, Joaçaba/SC


GLOSA:
Os murmúrios das gaivotas,
com grande sonoridade
parecem preces devotas
respingadas de saudade!

O luar lindo, prateado,
em noites de lua cheia,
voa junto, lado a lado,
numa iluminada teia.

E superando as derrotas,
vão cantando, assim, ao léu,
são canções deixando as notas
gravadas no azul do céu!

Os murmúrios e o luar
em delicada cadeia,
vão sua marca deixar
nas pautas brancas da areia.
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A SOMBRINHA

MOTE:
Você sozinho... Eu sozinha!...
Por sorte, a chuva caiu
e, sob a mesma sombrinha,
o destino nos uniu!

Therezinha D. Brisolla
(São Paulo/SP)


GLOSA:
Você sozinho... Eu sozinha!...

o dia quase findando...
lusco fusco – já noitinha,
fomos nos aproximando!

Mas como ficar contigo?
por sorte, a chuva caiu,
me ofereceste um abrigo,
e a dúvida, então, sumiu!

Me senti uma rainha.
Lado a lado, assim, ficamos
e, sob a mesma sombrinha,
juntinhos, nós caminhamos!...

Sentindo imensa alegria
o meu coração sorriu.
Com a sombrinha, esse dia
o destino nos uniu!

Fonte:
Gislaine Canales. Glosas. Glosas Virtuais de Trovas XVI. In Carlos Leite Ribeiro (produtor) Biblioteca Virtual Cá Estamos Nós. http://www.portalcen.org. Março 2004.

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