Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 5 de março de 2010

Lançamento do livro “ESTAÇÃO CATARINA: o trem passou por aqui”


CONVITE ESPECIAL

Você é convidado especial para uma viagem pela história do trem em Santa Catarina.

A obra ESTAÇÃO CATARINA: o trem passou por aqui terá seu lançamento oficial em Florianópolis na Fundação Cultural BADESC (convite anexo), num evento que trará a nostalgia e a magia do tema trem através da companhia de seus coautores.

Projeto aprovado pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau, em 2009, tem a organização da escritora Fátima Venutti, também coautora, que já presenteou os leitores com o mesmo tema em Terceiro Apito (Ed. Nova Letra, 2007). Em Blumenau, a obra foi apresentada ao público em evento especial do SESC- Blumenau e agora, chega a vez de Florianópolis se emocionar com o livro.

SINOPSE da obra

O livro ESTAÇÃO CATARINA – o trem passou por aqui objetiva registrar em contos e crônicas a existência da Estrada de Ferro de Santa Catarina (EFSC), através do resgate de memória de vários escritores e jornalistas da região do Vale do Itajaí.

Destaca ainda a relevância de um período histórico-econômico em Santa Catarina através de uma obra histórica literária, de maneira inédita na reunião e no tema. Ao escreverem suas experiências, quer seja como fatos reais ou fictícios, como viajante, usuário ou ainda observador da EFSC (Estrada de Ferro de Santa Catarina), os autores estão contribuindo para ampliar o registro de memória sócio-cultural da cidade, do Vale do Itajaí e do estado.

A obra ainda presta uma homenagem aos profissionais que fizeram da EFSC, dos trens e sua importância histórica, durante décadas, a base do desenvolvimento industrial e social do país, porém hoje, em algumas regiões como Blumenau e Vale do Itajaí, foi desativada.

AGENDA:
Dia 10/03 – BADESC , em Florianópolis
Dia 12/03 – Balneário Camboriú – Fundação Cultural
Dia 17/03 – Fundação Cultural de Indaial – FIMI
Dia 22/03 – Fundação Cultural de Blumenau
Dia 23/03 – Casa do Poeta Lindolf Bell – timbó
Dia 31/03 – Itapema.

Fonte:
Poetas del Mundo

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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