Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

José Roberto Torero (1963)



José Roberto Torero Fernandes Júnior (Santos, 9 de outubro de 1963), conhecido como Torero, é um escritor, cineasta, roteirista, jornalista e colunista de esportes brasileiro.

Formado em Letras e Jornalismo pela Universidade de São Paulo, é autor de diversos livros, como "O Chalaça", vencedor do prêmio jabuti de 1995.

Além disso, escreveu roteiros para cinema e tevê, como em Retrato Falado para Rede Globo do Brasil.

Cursou, sem concluir, pós-graduação em Cinema e Roteiro.

No Jornal da Tarde, de São Paulo, iniciou sua carreira de cronista e depois começou a escrever para revista Placar textos sobre futebol, colabora com a Folha de São Paulo desde 1998.

Como roteirista nos longas A Felicidade É e Pequeno Dicionário Amoroso.

É sócio proprietário da Realejo Livros, em Santos.

Atualmente, Torero mantém um blog no portal UOL, o Blog do Torero. Publica também o Blog do Lelê, seu sobrinho fictício, iniciado durante a Copa do Mundo de 2006.

Bibliografia
Livros
Galantes Memórias e Admiráveis Aventuras do Virtuoso Conselheiro Gomes, o Chalaça
Brevíssima história das gentes de Santos
Terra Papagalli (com Marcus Aurelius Pimenta)
Santos, um time dos céus (com Marcus Aurelius Pimenta)
Futebol é bom pra cachorro (com Marcus Aurelius Pimenta)
Os cabeças-de-bagre também merecem o paraíso
Ira - Xadrez, truco e outras guerras
Os Vermes
Dicionário Santista
Pequenos amores
Zé cabala e outros filósofos do futebol
Uma história de futebol
Nuno descobre o Brasil
Naná descobre o céu
Nonô descobre o espelho
O pequeno rei e o parque real
As primeiras histórias de Lelê

Roteiros

Amor!
Morte
Uma História de Futebol
Amassa que elas gostam
Pequeno Dicionário Amoroso
Um Homem Sério
Como fazer um filme de amor
Memórias Póstumas
O cantor de samba
Oswaldo Cruz
O casamento de Louise

Curtas

O Bolo (Felicidade É...)
Morte
A Alma do Negócio
Amor
A Inútil Morte de S. Lira
Nunc et Semper

Vídeos

Glauber Rocha - Quando o cinema virou samba
O mundo cabe numa cadeira de barbeiro
Como fazer um filme de amor

Teatro

Sic transit gloria Dei
Romeu e Julieta – Segunda parte (com Marcus Aurelius Pimenta)
Omelete (com Marcus Aurelius Pimenta)

Televisão

Professor Planeta (ESPN-Brasil), estrelado por Marcelo Tas.
Retrato Falado (Fantástico–TV Globo), estrelado por Denise Fraga.
Manual de Instruções (Fantástico–TV Globo), estrelado por Pedro Cardoso.

Prêmios Recebidos

O Chalaça
Prêmio no Concurso Nascente, da Editora Abril e USP. (1992)
Prêmio Aplub, categoria romance. (1994)
Prêmio Jabuti de Romance e Livro do Ano. (1995)

Fontes:
Wkipedia
Projeto Releituras

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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