segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 263)


Uma Trova Nacional

Ante ao talento me ajoelho...
E o teu talento invulgar,
tanto me serve de espelho
como me serve de altar.
–CLÁUDIO DE CÁPUA/SP–

Uma Trova Potiguar

Em cada conto, que conto,
conto somente o que é meu,
e, dessa conta, eu desconto,
tudo aquilo que for seu.
–MARCOS MEDEIROS/RN–

Uma Trova Premiada

2008 - Bandeirantes/PR
Tema: AUDÁCIA - M/E.

Resguarda a paz do rebanho,
dando a mão ao teu vizinho,
que é uma audácia sem tamanho
tentar caminhar sozinho!
–CAROLINA RAMOS/SP–

Uma Trova de Ademar

Quando a lua nasce cheia,
mostra reluzentes brilhos,
como a luz que Deus semeia
nos olhos dos meus três filhos!...
–ADEMAR MACEDO/RN–

...E Suas Trovas Ficaram

Em sofrer minha alma insiste,
mesmo sabendo, também,
que a dor da espera é mais triste
se não se espera ninguém...
–ALONSO ROCHA/PA–

Simplesmente Poesia

–LUIZ GONZAGA FILHO/AL–
Poema do Tempo

Se alguém me perguntar agora
como foi o início de tudo,
responderei: francamente não sei!
Sei que um dia surgiu a vida
e, depois de longo momento,
surgiu o homem
e tudo passou a acontecer.
Hoje, com o homem, as ciências
a serviço do bem e do mal;
hoje, com o homem, as máquinas
a serviço da vida e da morte.
Se me perguntarem agora
o que irá acontecer amanhã.
Responderei: francamente, não sei!
Sei que existirá um Deus, eternamente.

Estrofe do Dia

Quero mostrar-lhe o desenho
Da vida, desde menino,
Um traçado do destino,
Coisas guardadas que eu tenho:
Carrego o peso de um lenho
Que Deus transforma num bem,
E quando a descrença vem,
O Mestre de Nazaré
Me devolve aquela fé
Que às vezes você não tem.
JOSÉ LUCAS DE BARROS/RN–

Soneto do Dia

–CONCEIÇÃO ASSIS/MG–
Amor, Amor!...

Amor, amor!... Assim tu me chamavas
Quando em teus braços presa me sentias
Amor, amor!... Baixinho sussurravas
E eu esquecia mágoas, nostalgias...

E de tristeza agora são meus dias...
Já não podes dizer quanto me amavas,
Não te vejo sorrir quando dormias,
Já não repousas onde repousavas...

Mas quando vou à campa onde tu dormes,
Entre ciprestes retos, uniformes,
Onde o silêncio é rei dominador,

Na voz da brisa leve eu ouço ainda
A tua voz, a tua voz tão linda,
A sussurrar baixinho: amor... amor!...

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