É um fenômeno social que nos persegue feito sombra incômoda nas mais variadas circunstâncias. Muitas situações que você vai ler aqui são corriqueiras, portanto, me limitarei a descrevê-las e tecerei alguns comentários a respeito.
Por exemplo: Você sente quando um chato ou uma chata está se aproximando. É como se essa pessoa enviasse uma mensagem de fumaça tóxica avisando que está chegando. Tenho a impressão de que os chatos exalam um hormônio peculiar, a “chatesterona”.
Caso esteja em uma roda de amigos, o chato entrará gritando e o chamando por aquele apelido que você detesta. Em seguida, com aquele sorriso idiota, lhe dará um abraço apertado e prolongado, quase lhe tirando o fôlego. Logo após, monopolizando a atenção, contará histórias indiscretas de sua vida íntima, causando-lhe um mal-estar e uma incontida vontade de deixar o local. Com hálito de bebida, ele ficará sussurrando em seus ouvidos juras de amizade eterna. E, obviamente, nunca percebe a hora de ir embora, prolongando o martírio de ter que suportá-lo.
Outro exemplo também é aquele beijo úmido que o chato dá em seu rosto ou em sua testa! Você se controla para não passar a mão no local e, na primeira oportunidade, corre ao banheiro para desinfetar a região afetada.
Não podemos deixar de falar sobre o perfume, que, além da discutível qualidade e ainda pelo uso abundante, ao encostar em você, o deixa impregnado o resto do dia, e os outros pensarão que é você que está usando o nauseabundo produto.
A seguir, algumas situações que você já deve ter vivenciado: O chato corta seu assunto no meio de um debate com os amigos. Fica na frente do que você está assistindo, principalmente na hora de um gol do seu time, ou nas cenas finais de um filme interessante.
Liga no meio da madrugada, somente porque estava com insônia e lembrou-se que você é um bom amigo e conselheiro. Em uma reunião formal, ele levanta sua camisa, exibindo a todos a sua barriga, com o indelicado e inoportuno comentário de que ela é formada de cerveja com torresmo.
Agora, um exemplo de criança chata: você está em uma festa, leva meia hora fazendo o seu drink preferido e quando vai tomar o primeiro gole do maravilhoso Bloody Mary, aparece uma criança, arranca o copo das suas mãos, joga na pia o precioso conteúdo e grita para que todos na festa ouçam que a mãe dela disse que beber é pecado e faz mal à saúde.
E assim, depois de refletir sobre os vários tipos de chatos que cruzam nosso caminho, é hora de pensar: quem é o chato na sua vida? Ou, melhor ainda, será que você já se pegou sendo o “chato” em alguma situação?
Afinal, reconhecer nossas próprias chatices pode ser o primeiro passo para se livrar delas. Vamos rir juntos dessas experiências e, quem sabe, aprender a evitá-las no futuro.
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Arthur Thomaz (1950)
ARTHUR THOMAZ DA SILVA NETO é um escritor, médico e poeta paulista contemporâneo, de Campinas/SP. Ele vem se destacando no cenário da literatura do interior de São Paulo, pela versatilidade na prosa e pelo resgate ativo do movimento trovadoresco regional. A trajetória profissional de Arthur Thomaz concilia a carreira na saúde, o serviço militar e a dedicação integral à escrita: É médico de formação e atuou na área da saúde no interior paulista; Serviu ao Exército Brasileiro, onde alcançou o posto de 2º Tenente da Reserva (R2) do Corpo de Oficiais Médicos; Suas atividades literárias frequentemente se cruzam com espaços de reabilitação e saúde integrada, realizando lançamentos de livros em centros e clínicas especializadas da região de Campinas.
Embora com uma carreira consolidada na medicina como anestesista, Arthur Thomaz despontou no universo literário com uma produção altamente prolífica e diversificada. Escreve histórias que valorizam a simplicidade, o cotidiano e a vida no campo. Suas principais obras de prosa incluem Leves contos ao Léu (alguns volumes): Pedro Centauro (2024), Sofia e o Circo (2025) e Laura, a Autoridade.
Consolidou-se como um trovador premiado em importantes competições dos Trovadores e academias paulistas. No ano de 2024, lançou a obra de trovas Rimando Ilusões e Rimando Sonhos.
Fonte:
Arthur Thomaz. Leves Reflexões e Contos ao Léu. Santos/SP: Bueno Editora, 2026. Livro enviado pelo autor.
Excerto da Biografia produzida pelo Blog

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