sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Abrali Edições (Convite para a Bienal do Livro do Paraná)

C o n v i t e:
Apresentação do dia 09 de outubro as 20:00h
Auditório Wilson Martins - recinto da Bienal
Curitiba - Paraná - Brasil
Em frente ao estande da ABRALI
Estande: Rua "D" 06

A ABRALI Edições Internacionais convida você, sua família e amigos, para o próximo sábado, 09 de outubro, 20:00h no auditório Wilson Martins no recinto da Bienal do Livro do Paraná.

Apresentação de autores, Membros do Projeto Cultural ABRALI, do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso...

São várias obras de diversas áreas e estilos que serão apresentadas, de forma que os autores possam interagir com o seleto público presente.

A abertura se dará com uma breve palestra do Internacional "Life Coach" Souza Neto e as câmeras da RTV estarão registrando todos os momentos, para serem assistidos em todo o planeta através deste dinâmico canal WEB inovador da Rede ABRALI.
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Tecnologia da Vida
Onde está o meu "software"?
2ª edição - ABRALI Edições - ©2010
Palestra de abertura com o autor - "Life Coach" Souza Neto - Curitiba - PR.
Nosso cérebro funciona como um computador. Vamos tirar os "vírus" que estão atrapalhando o processamento da sua vida?
"Certamente a publicação do livro Tecnologia da Vida, escrito por um profissional com o gabarito de Souza Neto, será como um manual para a sobrevivência empresarial e principalmente pessoal.”.
Henrique Lenz César Filho,
Presidente do Grupo Lancaster.

O Teatro Mato-grossense
2010 - ABRALI Edições/Universidade de Mato Grosso
Agnaldo Rodrigues - Professor Universitário - Cáceres - MT
O Teatro mato-grossense: história, crítica e textos é um livro que inova a crítica teatral brasileira produzida em Mato Grosso no Século XX e nos primeiros anos do Século XXI. O percurso do teatro e as suas relações com a história e a literatura, desde o Século XVIII, são os aspectos fundadores da relação entre as manifestações artísticas, capazes de levar à compreensão da cultura do Estado. O rastreamento de fontes e influências, a comparação entre textos cênicos de diversos espaços e tempos históricos, bem como as novas indicações teóricas e metodológicas embasadas em peças, grupos e companhias teatrais transformaram o livro em uma referência fundamental aos estudos do moderno teatro brasileiro produzido em Mato Grosso.

Deficit de Atenção e Hiperativismo
Susana Petraglia Kovalczuk - Educadora - Curitiba - PR
Crianças com Transtorno de Déficit de Atenção, (TDA) ou hiper-ativismo (H) ou os dois juntos, TDA/H é o assunto que versa este livro. É um chamamento para o governo, para pais, professores e todos os profissionais envolvidos na área de crianças e jovens. Este livro advoga alcançar o maior número de pessoas para que se responsabilizem também em atender crianças e jovens através da Pedagogia de valores tão estudados e propagados pelos grandes pedagogos da história.
Foi escrito não é só para o conhecimento, mas para a solução e a forma de sua aplicação, para entender crianças e jovens melhor, e amando-os muito para assim encaminhá-los na direção do ser pleno e feliz Transtornos de déficit de atenção, e hiperativismo não mais será visto como uma criança sem capacidade, se entendido como um Índigo ou Cristal, não ouviremos mais a divulgação pela mídia de crianças violentas, drogadas, e sem objetivos, ou meninos na rua.

A Enésima face de DEUS
Manuel Maria Ramirez y Anguita - Médico - Ponta Grossa-PR
Uma obra surpreendente deste Poeta, Escritor e Médico Cardiologista!
O dificil entendimento da teofania! Com certeza, este encontro, esta conquista, mesmo que inconsciente, faz par6te do pensamento e do desejo humano.
Neste livro, o leitor é instigado a descobrir, tirar o véu, de questões embutidas em sua mente até então não explicadas, e que pelo medo do desconforto da procura, deixa ficar tudo como está. Surgem perguntas que a simples razão não explica: a fé, realmente, dispensa a compreensão da lógica? O que a ciência pode nos explicar? Crer ou não crer? Afinal, DEUS existe?

Caminhando com as Borboletas
Edvaldo Rosa - Policial - São Paulo - SP
Escrevo há muitos anos e este é o meu primeiro livro solo de Poesias. Participo de vários sites de Poesias na net, onde tenho participações em cirandas, duetos. Mantenho um site de poesias na WEB.
Minha maior alegria é a difusão e literatura em diversos saraus em que participo e promovo, pois o contato com o público traz à Poesia novos significados e encantamento. Já participei de várias antologias poéticas no Brasil e através delas, tive participações na Bienal do Livro de São Paulo e agora estou apresentando, pessoalmente, meu livro solo na Bienal do Livro do Paraná.

Poesias Reveladas
Marcel Franco Lopes - Universitário - Curitiba - PR
Acadêmico do curso superior de história na Universidade Tuiuti do Paraná.
Projeta cursar, após o término, letras, pois tem paixão pela escrita, demonstrando desde cedo, ainda nas redações escolares, esta tendência. Sua forma predileta é a Poesia. A facilidade e o gosto pela rima surgiu ainda na infância. Idealista, busca fazer da Poesia e das interpretações históricas, as ferramentas para construir sua vida profissional e um mundo melhor.

ASAS
Waldyr Argento Júnior - Analista de Sistema - Niterói - RJ
Mais que nunca é preciso sonhar. É só abrir as ASAS ao léu e flutuar. Não ter medo de ser feliz, fazer tudo o que você sempre quis. Elevar sua alma até uma outra dimensão, soltar o seu corpo, seu grito, ser livre! Viajar sem direção, procurar seu caminho, sem esquecer a sua verdadeira razão de existir.
Lá no céu tem sempre uma estrela que conspira à seu favor, basta acreditar. Nossos sonhos são tudo o que temos e tudo o que precisamos pra sermos felizes. Portanto, viva a vida, sonhe, deixe fluir... Sofra, chore, cante, dance, se levante, faça um favor ao seu coração: Acredite nos seus sonhos, pois eles são mágicos!
O livro é acompanhado de um CD com músicas compostas e interpretadas por Waldyr Argento.

A Flor da Alma
Marilisa Koslovski - Fisioterapeuta - Curitiba - PR
A Arte me embala em forma de tintas e letras. Sou uma estudante de Fonoaudiologia residente em Curitiba que, motivada pela inspiração (que já me fez escrever o livro infantil e de produção independente “Poesias do Dia-a-dia” ) e pelo exemplo e incentivo de uma colega da 7ª série para começar a escrever diante da vontade de desabafar, passei a transformar angústias, sucessos, sentimentos e fatos em Arte.
E, com um certo medo, resolvi arriscar-me a publicar o que pode ser definido como eu verdadeiramente, além do que se pode ver.Publico a obra como um bem social, divulgando sentimentos que eventualmente ajudem a quem se identifique com eles, em gratidão às minhas inspirações que me fizeram ter a linguagem escrita circulando em minha vida, aprimorando minhas potencialidades de lidar com as letras profissionalmente bem como de perceber sentimentos.

Sonhos Pluviais
Ralf Gunter Rotstein - Universitário - Curitiba - PR
Ralf Gunter Rotstein, o Poeta da Chuva, nasceu no Rio de Janeiro e mora em Curitiba. Desde pequeno se interessou pela arte, tendo também se dedicado à música, mas escolheu pelo caminho das letras, tornando-se poeta. Atualmente cursa Letras Português-Latim na UFPR (Universidade Federal do Paraná)
Com um certo medo resolvi arriscar-me a publicar o que pode ser definido como eu. Em Sonhos Pluviais o autor expressa, através da poesia, os mais variados temas e emoções, também em forma e estilo variados: do lirismo à narração, das quadras ao soneto, da pureza infantil à perspicácia adulta, tudo visando a extasiar o mais humano dos sentidos: o sentido artístico.

Uma Tragédia Sertaneja
Zenilton Bezerra - Jornalista - Carolina do Sul - EUA
Uma Tragédia Sertaneja é o primeiro livro de Zenilton Bezerra. Narra a aberração que é o sofrimento do sertanejo nordestino durante a seca, o desengano à ação política e governamental e o dilema em relação à fé. A história tem como base uma família típica de lavradores do sertão, atingida tragicamente pela prolongada estiagem e suas consequências.
O livro começou a ser escrito em outubro de 1998. Ocorre que o autor botou na cabeça que Uma Tragédia Sertaneja seria escrito na forma poética, numa homenagem à literatura de cordel que ainda domina o sertão nordestino.
Também decidiu que sua obra seguiria o formato usado por Camões em Os Lusíadas, com estrofes de oito versos e rimas em ABABABCC, mas com uma pequena diferença: ao invés dos versos alexandrinos de Camões (de 12 sílabas, muito usados na Idade Média), ele usou a forma dos versos silábicos, fechando cada um dos versos com 14 sílabas.

Vivências e Devaneios Poemas em desconcerto
Joana Darc Prado - Educadora - São Paulo - SP
A autora apresenta nesta obra uma coletânea de suas produções antigas e atuais, que compõem um livro dinâmico, de leitura que ela denomina “cinética”. A autora afirma que nunca se prendeu a uma escola literária específica, e que adota de cada uma delas o traço com o qual mais se identifica, entretanto é possível perceber na ocupação dos espaços da página e na formatação de alguns poemas traços que remetem ao concretismo,. Outro diferencial do livro, são os poemas que podem ser enviados como cartões postais, pois fazem parte do livro como encartes ilustrados pelo artista plástico Miguel Bahiense, que desenvolveu uma serie de telas especialmente para o livro. Há também nas belíssimas ilustrações dos postais montagens fotográficas de arquivos particulares da autora. A variedade temática predomina e o livro promete ser algo diferente para os leitores amantes da poesia.
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+ No estande da ABRALI Edições você encontrará as Antologias Literárias Internacionais editadas pelo Projeto Cultural ABRALI e seus autores.

Fonte:
Rede ABRALI

Bienal do Livro do Paraná (Programação de Sábado, 9 de Outubro)







Dráuzio Varella (Coração Amargurado)

Entrei no táxi falando no celular. Quando desliguei, percebi que o motorista me olhava de soslaio:

– O senhor não é aquele médico que dá conselho na televisão?

Pensei em explicar que não eram conselhos, mas concordar simplificava.

Assim que comecei a digitar os números do telefonema seguinte, ele interrompeu com delicadeza:

– O senhor teria paciência para ouvir um coração amargurado?

Em meu lugar, leitor, você diria não?

– Doutor, vivi com duas mulheres. A primeira era garota de programa; a segunda, uma evangélica fervorosa que nem nua na minha frente ficava. Advinha qual das duas me deu problema?

– A santa.

– Como o senhor sabe?

A garota de programa era vizinha de quarto na pensão da Alameda Glete, em que ele foi morar quando chegou em São Paulo aos dezenove anos, sem ter um gato para puxar pelo rabo, segundo ressaltou.

A moça havia fugido de Pernambuco com dezesseis anos para escapar das investidas do padrasto, que a mãe insistia em considerar simples manifestações de carinho. Aqui, conseguiu emprego numa fábrica de roupas na rua Oriente, para trabalhar doze horas por dia na máquina de costura. Três meses depois que a fábrica foi à falência, estava ameaçada de despejo do quartinho alugado no Brás, quando surgiu a inevitável amiga bem vestida que a apresentou ao dono de um inferninho na zona norte.

A solidão aproximou os dois na pensão da Alameda Glete. Nos fins de semana, passavam horas conversando; às vezes saíam para passear, mas não se tocavam.

Depois de meses de convivência, ele a beijou. Ela disse que nunca havia sido tratada com tanto respeito; por um homem como ele abandonaria a vida na noite, seria uma companheira dedicada e sincera.

Sem casar no papel, viveram em harmonia durante oito anos, num sobradinho do Jaçanã:

– Minha casa era um brinco. Se disser que ela me deu motivo para desconfiar que estivesse interessada em outro homem, estou mentindo.

Quando foi promovido a encarregado do almoxarifado da firma em que trabalhava, ele conheceu a outra, mocinha, evangélica recatada que corava na presença do chefe. A esposa ideal para constituir família, concluiu.

A separação foi dolorosa. A primeira mulher chorou muito, mas não entrou em desespero, pressentia o desenlace: ele nunca esqueceria o passado.

– Eu também sofri feito cachorro. Gostava mais dela do que da outra.

Mesmo assim, casou com a evangélica no civil e no religioso, tiveram duas filhas criadas em obediência aos princípios religiosos da mãe e um neto que havia acabado de nascer.

Com a segunda mulher não havia clima para os arroubos de paixão carnal que povoaram as noites do primeiro casamento, ausência compensada pela tranquilidade da vida familiar e de uma relação afetiva tépida, sem sobressaltos:

– Nunca usou um decote, uma saia curta. Se íamos a um aniversário, ficava entre as mulheres, nem perto dos homens chegava.

Entregue de corpo e alma à família, a esposa experimentou a sensação de vazio que se instala em mulheres como ela, quando os filhos saem de casa. Passava os dias entristecida, sem ânimo até para pentear o cabelo, à espera que o marido voltasse do trabalho.

Por sugestão de um amigo que enfrentara problema semelhante, ele comprou um computador para distraí-la durante o dia.

A transformação impressionou a família inteira. Em poucos dias, ela parou de reclamar da vida, virou uma mulher alegre e extrovertida; até roupas coloridas saiu para comprar.

Cinco dias antes de nosso encontro no táxi, aconteceu o inesperado: pela primeira vez ela não estava em casa quando ele chegou. Nem na casa das filhas. No espelho do banheiro havia um bilhete: “Conheci um rapaz pela internet. Fugi com ele. Não me procure, tenho direito de buscar a felicidade”.

– Veja quanta ingratidão. Com o computador, que ainda faltam duas prestações para pagar.

– Você foi atrás dela?

– Feito louco. Com o revólver.

– Não faça uma besteira dessas. Vai acabar na cadeia, cheio de remorsos. Suas filhas jamais o perdoarão. Mulheres não faltam, encontre outra, é a melhor maneira de esquecer.

– Agora, vou lhe dizer do fundo do coração, doutor, se um dia eu arrumar outra vai ser uma mulher de programa.

Fontes:

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.13)

Trova do Dia

Não prometo, em nossa história,
meu amor por toda a vida,
porque a vida é transitória,
e meu amor, sem medida!...
WANDA DE PAULA MOURTHÉ/MG

Trova Potiguar

Ao voltar com muito amor,
no campo que já foi meu,
bebi no cálice da flor
o mel que abelha esqueceu.
JOSÉ LUCAS DE BARROS/RN

Uma Trova Premiada

1998 ; Sete Lagoas/MG
Tema : ANDANÇAS ; Menção Honrosa

Nas andanças... relutantes...
vão, pelas mesmas calçadas,
os nossos corpos... Distantes!...
Nossas almas... de mãos dadas!
THEREZINHA DIEGUES BRISOLLA/SP

Uma Poesia livre

A. A. de Assis/PR
DESARMAI-VOS.

Deitai as vossas espadas,
calai os vossos canhões;
vossos mísseis sepultai,
serenai vossas tensões.
Libertai-vos do egoísmo,
dominai o orgulho e a ira;
dos vossos medos livrai-vos
e da inveja e da mentira.
Amai-vos, irmãos, amai-vos,
e alegrai o coração,
que é vinda, afinal, e é linda
a universal comunhão!

Uma Trova de Ademar

No instante espetacular
quando a lua se escondia
vi uma estrela brilhar
no céu da minha poesia!
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

No seu viver temerário,
que a nenhum lugar conduz,
quem passa por um calvário
leva vestígios da cruz!...
LAVÍNIO GOMES DE ALMEIDA/RJ

Estrofe do Dia

Dia sete – feriado,
Não foi muito diferente.
Combinamos novamente,
Mais um encontro marcado...
Fiquei muito agoniado
Esperando a ligação,
Fiz uma meditação:
- Olhe, não impressione!
Quando chama o telefone
Bate forte o coração.
DJALMA MOTA/RN

Soneto do Dia

Gislaine Canales/SC
LIBERDADE.

Me sinto livre, porque sou amada,
pertenço aos céus e corro como os ventos,
vou flutuando na noite enluarada,
nas doces asas dos meus sentimentos!

Faço da liberdade, a minha estrada,
e dou amor em todos os momentos,
transformando em meu tudo, um quase nada,
e em nada, todos os meus sofrimentos!

No azul do mar, a imagem refletida,
a imagem do meu próprio coração,
num renascer eterno de emoção!

Livre e feliz, eu sigo pela vida,
com mil estrelas a brilhar, converso,
plantando os sonhos meus pelo Universo.

Fonte:
O Autor

Bienal do Livro do Paraná (Programação de Sexta-Feira, 8 de Outubro)






quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.12)

Trova do Dia

Sem rodeio e sem firula
deixo a todos essa dica:
Impostor sempre bajula,
amigo às vezes critica!
PEDRO ORNELLAS/SP

Trova Potiguar

Mandei clonar do meu ser
uma cópia da ilusão
para jamais esquecer
as razões do coração.
FRANCISCO BEZERRA/RN

Uma Trova Premiada

2006 > Pitangui/MG
Tema > TERÇO > M/H.

Eu rezo o terço a meu jeito
e penso que Deus me aprova,
porque falo, com respeito,
em cada conta...uma trova.
THEREZA COSTA VAL/MG

Uma Poesia

Maria Emília Xavier/RJ
A SOLIDÃO DA ESTRELA.

O céu azul escuro...
Como, se palco fosse,
mostra um espetáculo belo:
uma estrela solitária,
que nessa imensidão qual luminária,
brilha, brilha, brilha,
faíscas, muitas faíscas solta
e o céu enfeita de prateado...
Fico pensando...
Esse espetáculo lindíssimo,
não será a estrela sua solidão chorando?
O brilho... As faíscas...
Olhos marejados de água...
Lágrimas que escorrem...

Uma Trova de Ademar

Da fonte que jorra o amor,
Deus, na sua imensidão,
faz jorrar com todo ardor
as carícias do perdão.
Ademar Macedo/RN

...E Suas Trovas Ficaram

A lua serena e pura,
quem a pesquisar se afoite,
verá que é um lírio plantado
no jarro negro da noite.
CESAR COELHO/CE

Estrofe do Dia

Às vezes vejo cansaço
nos olhos do meu irmão
que precisa de ternura,
que é carente de afeição
e, então, lhe escrevo alguns versos
carregados de emoção.
DELCY CANALLES/RS

Soneto do Dia

Olegário Mariano/PE
ENAMORADO DAS ROSAS

Toda manhã, ao sol, cabelo ao vento,
ouvindo a água da fonte que murmura,
rego as minhas roseiras com ternura,
que água lhes dando, dou-lhes força e alento.

Cada um tem um suave movimento
quando a chamar minha atenção procura
e mal desabrochada na espessura,
manda-me um gesto de agradecimento.

Se cultivei amores às mancheias,
culpa não cabe às minhas mãos piedosas
que eles passassem para mãos alheias.

Hoje, esquecendo ingratidões mesquinhas,
alimento a ilusão de que essas rosas,
ao menos essas rosas, sejam minhas.

Fonte:
O Autor

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.11)

Trova do Dia

É de ternura o momento
em que o Sol sorri no espaço,
se faz vida e sentimento
e lança ao mar seu abraço!
GISLAINE CANALES/SC

Trova Potiguar

Todo amor que a ti proponho,
vem no afeto mais bonito;
que se esconde no meu sonho,
nas estradas do infinito!
EVA GARCIA/RN

Uma Trova Premiada

1997 ; Ribeirão Preto/SP
Tema: DROGA ; Venc.

A droga, feito um rastilho,
ampliando o seu terreno,
não poupa mãe e nem filho
que, ao seio, suga o veneno...
DARLY O. BARROS/SP

Uma Poesia Livre

Maria de Fátima Carvalho/RN
SAUDADES PERFUMADAS.

Num sentir tão sentido
Mergulha lilás minha alma
Em fonte de amor bem serena
E as rosas de orvalho molhadas
Perfumam saudades deixadas
No meu coração a chorarem.

Uma Trova de Ademar

Nesses carnavais vividos
envolto em tanta ilusão,
deixei meus sonhos perdidos
no meio da multidão.
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

Ninho de felicidade
com gravetos de ilusão,
se faz com facilidade
mas tem curta duração.
MIGUEL RUSSOWSKY/SC

Estrofe do Dia

Pra nós sermos amigos de verdade
precisamos amar e querer bem,
dividir nossos sonhos com alguém;
repartir nosso pão pela metade,
plantar uma semente de amizade
no jardim onde nasce a solidão
e dizer no ouvido de um irmão:
plante um pé de amizade em sua horta,
amizade é a chave que abre a porta
do castelo onde mora o coração.
ANTONIO FRANCISCO/RN

Soneto do Dia

Raul de Leoni/RJ
HISTÓRIA ANTIGA.

No meu grande otimismo de inocente,
Eu nunca soube por que foi... um dia,
Ela me olhou indiferentemente,
Perguntei-lhe por que era... Não sabia...

Desde então transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para a frente...

Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,

E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer-me qualquer cousa,
Mas que é tarde demais para dizê-la...

Fonte:
O Autor

Bienal do Livro do Paraná (Programação de Quinta-Feira, 7 de Outubro)




Bienal do Livro do Paraná (Programação de Quarta-Feira, 6 de Outubro)




terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.11)


Trova do Dia

Na voragem da procela
do combate interior
é que o homem se revela
se é escravo ou é senhor!
HÉRON PATRÍCIO/SP

Trova Potiguar

Tua ausência indesejada
me causou tão forte dor,
que vivo abraçado ao nada,
no deserto desse amor.
JOAMIR MEDEIROS/RN

Uma Trova Premiada

2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > Venc.

Teu olhar não me diz nada
mas, sem querer, eu me iludo
e em delírio, apaixonada,
transformo o teu nada... em tudo!
MARINA BRUNA/SP

Uma Poesia

Daniel Patrício Szebralcikowski/SP – “13 Anos”
IDADE CONFUSA...

Nas químicas de minha vida
faço filosofias,
curo feridas,
desarmo armadilhas.

Minha vida é uma equação,
que tento em vão resolver...
se chego ao xis da questão
os nós não sei desfazer

Porque os fatos, verdadeiros,
contados nos meus versos,
são uns falsos curandeiros
curando sonhos dispersos....

Uma Trova de Ademar

Com todos os caracteres
do mais puro devaneio
pude amar muitas mulheres
mas a que eu amo... não veio!
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram:

Para ter felicidade
na minha vida futura,
não preciso de saudade,
só preciso de ternura.
EZEQUIEL PINTO DE SOUZA/CE

Estrofe do Dia

Pela união fraternal
serei sempre agradecido
por ter apoio integral
no desfecho acontecido;
quando eu mais necessitei
de cada amigo ganhei
um abraço enternecido.
MARCOS MEDEIROS/RN

Soneto do Dia

José Antônio Jacob/MG
O VENDEDOR DE BONEQUINHOS.

De manhãzinha à beira da calçada
Todo dia uma corda eu estendia
E pendurava nela uma braçada
De bonequinhos feios que eu vendia.

Eram polichinelos que eu fazia
De trança de algodão, à mão desfiada...
No pano das feições não conseguia
Puxar-lhes traços de melhor fachada.

Ao desbotar o azul no fim do dia,
Quando eu os desatava dos alinhos,
Desse varal de cordeação brilhante,

Esses desengonçados bonequinhos
Desciam-me nas mãos com alegria
E me davam abraços de barbante!

Recomendo os Blogs:

http://poesiasemprepoesia.blogspot.com/
http://marimilaxavier.blogspot.com/
http://jobaxaol.blogspot.com/
http://poesiaemtodaparte.blogspot.com/
http://www.outraseoutras.blogspot.com/

Fonte:
O Autor

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Paraná em Luto pelo Falecimento de José Carlos Veiga Lopes (1939 - 2010)


Nascido em Curitiba em 07 de maio de 1939, filho do ex-prefeito Ângelo Lopes e Rosina Veiga Lopes.

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná, apaixonado por História, presidente da Academia Paranaense de Letras, ocupando a cadeira de numero 14, pecuarista por paixão, proprietário da Fazenda Butuquara uma das mais antigas fazendas do Sul do Brasil localizada nos Campos Gerais do Paraná, próximo a São Luiz do Purunã.

Desde a infância teve convívio com a região dos Campos Gerais do Paraná, de onde lhe veio a inspiração para seus escritos, quer sejam os estudos históricos, quer sejam os contos regionalistas. No campo da História, possui vasta produção e tem publicadas várias obras referenciais, provenientes de exaustivas pesquisas em documentos e fontes primárias. Seus livros são freqüentemente citados e constituem fontes fidedignas para as consultas dos estudiosos da História do Paraná. Mantem um Museu de Arte Popular Brasileira na sua fazenda (Fazenda Butuquara, uma das mais antigas fazendas do Sul do Brasil, localizada nos Campos Gerais do Paraná, próximo a São Luiz do Purunã).

Faleceu em 3 de outubro de 2010, aos 71 anos, em Curitiba, de enfarte fulminante.

Livros:

– Sapecada - Contos regionalistas dos Campos Gerais (1972).
– Esboço Histórico da Fazenda Santa Rita - edição mimiografada em 1973, e 2ª edição em 1974.
– As Aves do Céu tem ninhos - Romancete Regionalista dos Campos Gerais - (1977).
– Curucaca - Ensaios sobre a ave símbolo dos Campos Gerais - (1981).
– Açoiteira - Contos regionalistas dos Campos Gerais - (1991).
– Origens do Povoamento de Ponta Grossa - Estudo Histórico - (1999).
– Raízes da Cidade da Palmeira - Estudo Histórico - (2000)
– Informações sobre os bens de Nossa Senhora das Neves no Paraná - Estudo Histórico (2000)
– Antecedentes históricos de Porto Amazonas
- Superagui: informações históricas

Fontes:
http://www.pousadacaina.com.br/
http://www.institutomemoria.com.br/

Gazeta do Povo - nota de falecimento.

Parana Online

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.10)


Trova do Dia

Brigamos, mas a tormenta
em instantes se desfaz;
um grande amor sempre inventa
um arco-íris de paz!...
DOMITILLA BORGES BELTRAME/SP

Trova Potiguar

Semeada com amor
no canteiro da bondade,
desabrocha com frescor
minha flor da mocidade.
IEDA LIMA/RN

Uma Trova Premiada

2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > M/H.

No delírio da paixão
beijo-te a boca, sem calma,
tendo a louca pretensão
de poder beijar-te a alma!
DIVENEI BOSELI/SP

Uma Poesia livre

José Cláudio/MG
LAMENTO.

Ora canção triste de minha boca
ora lamento opaco de tinta de minha pena.
Não sai palavra que não seja
alívio de alguma dor sem ensejo
dessas que invadem o peito
e não acatam a voz
e não alcançam ouvintes.
E assim vou seguindo
também indiferente
à dor que me rouba o encanto
Na paz que o silêncio me concede.

Uma Trova de Ademar

A multidão dos meus áis
com saudade se mistura;
que eu ouço a voz dos meus pais
por trás da velha moldura.
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

No poente, o sol bem louro,
se reveste de magia
de ser uma chave de ouro
fechando o cofre do dia!
EUGÊNIA MARIA RODRIGUES/MG

Estrofe do Dia

Pelo feito do bombeiro
muita gente agradeceu
nesse país brasileiro
quando em excesso choveu,
pois no meio da barreira
fez da mão escavadeira
para salvar quem sofreu.
MARCOS MEDEIROS/RN

Soneto do Dia

Sônia Sobreira/RJ
MOMENTO.

No silêncio de um momento encantado,
onde o clarão dos astros conheci,
vem a noite em seu vestido brocado
lembrar-me um sonho lindo que eu vivi!

Nesse momento belo e apaixonado,
as mágoas e as lágrimas esqueci
e o mistério do universo estrelado,
me trouxe a calma, então, adormeci.

Mas quando o sol clareia os meus cabelos,
a brisa sopra e teima em desprendê-los,
o vento já não ri, o vento chora.

Desperto então do instante apaixonado
e os sonhos que voltaram do passado,
foram levados pelo mundo afora.

Fonte:
O Autor

domingo, 3 de outubro de 2010

Bienal do Livro do Paraná (Programação de Segunda-Feira, 4 de Outubro)



Antonio Brás Constante (Super-Herói – Dindhy, A Menina Que Perdia Os Chinelos)



Dindhy era, aparentemente, uma menina normal que vivia em um mundo louco, tão louco quanto o nosso, mas com um detalhe: lá existiam super-heróis. Seu pai tinha superpoderes, sua mãe também, e suas tias, primos e vizinhos. Até seu cachorro e o papagaio tinham superpoderes, e o fato mais importante é que eram poderes legais, bem legais, tais como: capacidade de voar, ficar invisível, atravessar paredes, etc. Dindhy também tinha um poder, mas seu poder não lhe trazia muitas alegrias, nem impressionava a garotada, pois Dindhy era conhecida em seu mundo como: A MENINA QUE PERDIA OS CHINELOS. Algo realmente cômico para alguns, mas desanimador para a pobre garota.

Talvez você ache graça de um poder assim, mas esta capacidade peculiar de desaparecer com os próprios chinelos já salvara a vida dela e de seus amigos em várias situações, como na vez em que o Doutor Louco (sim, também existiam super vilões no mundo de Dindhy, do contrário seu universo não teria muito sentido, e seria ainda mais parecido com o nosso) tentou acabar com a cidade da menina, e teria conseguido, mas quando tudo parecia perdido o Capitão Relâmpago (pai de Dindhy) milagrosamente encontrou um chinelo perdido, próximo de onde estava preso, conseguindo arremessá-lo na alavanca responsável pela tranca das celas de contenção, soltando os outros super-heróis ali aprisionados e detendo o Doutor Louco, que teve seus planos arrasados por um simples chinelo. E de quem era aquele chinelo perdido? Da Dindhy, é claro.

No princípio a mãe de Dindhy achava que era desleixo da garota perder seus chinelos a toda hora, e o que era pior, eles acabavam reaparecendo nos lugares mais inconvenientes, como na vez em que surgiram dentro da tigela de ponche, em um evento de comemoração do aniversário da rainha Glória, um verdadeiro vexame. Mas quando seus pais descobriram que aquilo não era simples travessura de criança e sim um poder latente, a menina passou a ser treinada na esperança de que seus poderes somente se manifestassem em situações em que pudessem ser úteis, sem estragar a festa de ninguém.

Dindhy tinha um amigo chamado Cyelo (que se referia a Dindhy como sendo sua princesa), que também possuía um estranho poder. Ele controlava a fumaça dos cigarros, charutos e similares. Cyelo tinha uma aparência cansada e envelhecida, apesar de ter apenas vinte e dois anos de idade (sete a mais do que Dindhy), a explicação para isso era bem simples, pois para gerar a fumaça necessária para manipulação de seus poderes ele precisava muitas vezes fumar vários cigarros de uma vez, e como todos sabem fumar causa envelhecimento precoce.

Os poderes de Cyelo surgiram ainda no início de sua adolescência, quando conseguiu controlar a fumaça do charuto de seu Avô, escrevendo no ar um palavrão que vivia sendo dito em sua casa por seus pais e seu avô (pessoas normais e sem poderes). Mas apesar de praguejarem aquela expressão a toda hora, a família de Cyelo ficou horrorizada com ele, pois achavam indecente ver tal palavra flutuando no ar, ainda mais sendo escrita por um rapazinho cheio de espinhas, e que diferentemente deles, demonstrava ter aptidões especiais.

Pelas convenções descritas no manual supremo dos super-heróis (um livro sagrado que contava a história de Arhtim o iluminado e os doze guerreiros da luz, e de seu pai o grande SUED), Cyelo, tendo sangue heróico, somente poderia fumar para gerar a fumaça necessária ao uso de seus poderes a partir dos dezoito anos, pois não era permitido que menores de idade, “tocados pelo tom do poder”, fumassem. No máximo ele poderia atuar de forma passiva, ou seja, utilizando a fumaça do cigarro de outros fumantes para combater o crime. Por outro lado os heróis (inclusive menores de idade) poderiam mutilar e espancar supostos marginais a qualquer momento, ou mesmo destruir livremente o patrimônio alheio, desde isso ocorresse de forma heróica, mas teriam que obedecer a um rígido código de conduta, onde, por exemplo, não poderiam praguejar em público, tirar vidas (exceto em casos extremos e comprovadamente heróicos), ou expor menores de dezoito anos (dotados de superpoderes) a vícios que de alguma forma maculassem a classe de heróis, pois ostentar uma imagem ilibada junto à sociedade era dever sagrado dos super-heróis.

Uma vez Cyelo enfrentou problemas ao tentar impedir um crime em um restaurante onde era proibido fumar. Cyelo, já com dezoito anos, bem que tentou agir, chegando ao local com seis cigarros acessos na boca, mas antes que pudesse atacar o bandido, foi forçado a se retirar do recinto por um dos garçons, que disse preferir correr o risco de levar um tiro a ser vítima de um enfisema pulmonar.

Cyelo de vez em quando tentava animar Dindhy (muitos achavam que ele gostava de uma forma especial daquela garota), dizendo que seus poderes também não eram lá grande coisa, já que as mulheres se afastavam dele por causa de seu hálito de cinzeiro. Mas se havia uma coisa que sempre o motivava a continuar com aquela carreira de herói-fumante eram as gravações dos comerciais antigos que ele assistia dos cigarros MalToro e Emhollywood, com músicas empolgantes e cenas incríveis, que despertavam em qualquer um a vontade de viver e de fumar.

O futuro, porém, não seria generoso com Cyelo, que descobriria anos mais tarde que poderia manipular a fuligem dos canos de descarga dos automóveis para utilizar como arma, não precisando mais fumar para municiar de fumaça os seus poderes, mas seria tarde demais, pois nesta época ele já teria desenvolvido um tipo de câncer pulmonar.

Dindhy também acabou enfrentando problemas em seu futuro, mesmo depois de saber que através de seus poderes poderia perder qualquer coisa. Ela foi até lançada como garota propaganda de um novo produto no mercado para perda de peso. Porém, a ampliação dos próprios poderes não lhe ajudaria muito quando em uma bela noite de outono, descobriria ter perdido sua aliança de casamento (a capacidade dela em perder coisas não serviu como desculpa). A aliança acabou sendo encontrada por seu esposo Kayo das pontes Altas, na cama de seu melhor amigo, quando Kayo foi lhe fazer uma visita de cortesia para jogar uma ou duas partidas de buraco entre amigos. Isso aconteceu no dia seguinte à perda do precioso anel. Após este episódio, Dindhy perdeu o marido, a guarda dos filhos, a casa e o carro (seriam seus próprios poderes agindo contra ela?).

O derradeiro golpe de misericórdia viria quando ela soubesse que os seus anos de combate ao crime ao lado do amigo Cyelo (que muitos consideravam seu amante), teriam colaborado para que contraísse uma terrível doença, já que de tanto aspirar à fumaça dos cigarros de seu colega, Dindhy tornara-se uma fumante passiva, com mazelas irreparáveis a sua saúde. Uma parceria que se mostrou tóxica, mas bela enquanto durou.

Assim termina a história da menina que perdia os chinelos, e se por algum motivo você achou que a leitura de todo este texto foi uma tremenda perda de tempo, isto pode significar que, de algum modo, os poderes dela também afetaram você...

Fonte:
O Autor

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 9)

Um Ano sem Miguel Russowsky

Trova do Dia

Deus fez o mundo e ao fazê-lo
como quem sabe o que quer,
usou todo seu desvelo
na figura da mulher.
FRANCISCO JOSÉ PESSOA/CE

Trova Potiguar

Quando a dor de raivas breves,
de ti, musa, não tem fim,
escreves com traços leves
mil versos de amor em mim...
MANOEL CAVALCANTE/RN

Uma Trova Premiada

2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > Venc.

Meu delírio, ouvindo passos,
chega às raias da demência;
abre a porta, estende os braços
para abraçar tua ausência!
PEDRO ORNELLAS/SP

Uma Trova de Ademar

Sem cobrar qualquer metragem,
pela sombra ou pelos ninhos,
a árvore dá hospedagem
aos homens e aos passarinhos...
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

Naquele amor que resiste
às invernias da idade,
a lembrança é órfão triste
nos asilos da saudade.
MIGUEL RUSSOWSKY/SC

Uma Poesia livre

Auzêh Freitas/RN
SER POESIA. SER POETA

Me desnudo de tudo
e sinto o absurdo que é
não acreditar
no que me veste
e me reveste.

Canso sem correr.
E o fim da caminhada
não é mais minha meta.

Quero seguir a passos lentos
tendo como único alento
a maravilhosa descoberta
que respiro e aspiro a mim mesma.

Ser Poesia. Ser Poeta.

Estrofe do Dia

Nosso caso de amor se encaminha
porque nada dos beijos se perdeu,
eu já fui de alguém hoje sou teu
tu já foste de outro e hoje és minha;
tu és mais poderosa que a rainha,
tu és mais valiosa que a safira,
e num concurso de misse outra não tira
tua nota nem toma esse teu posto;
ao beijar tua boca eu sinto gosto
da doçura do mel de jandaira.
RAIMUNDO NONATO/CE

Soneto do Dia

João Batista Xavier/SP
TRANSLAÇÃO DA AUSÊNCIA.

Com uma volta ao sol sem sua companhia
a saudade a doer procura no universo
uma estrela crescente em rima de mais verso
e eis que encontra um sorriso em forma de poesia!

Meditando perlustro um soneto e converso
com estrofes ativas sem tisne, elegia.
(e eis que encontro um sorriso em forma de poesia)
E a sua alma brilhante e emersa... e eu... imerso!

Sua ausência me acode num pranto doído
e afugenta o vazio ao cosmo infecundo;
me acalanta presente sem nunca ter ido.

Com a sua energia a sublimar meu mundo
eu rogo ao Criador descerrar esse véu...
e eu poder abraçar nosso doutor MIGUEL!!

Fonte:
O Autor