Andava pelos caminhos dos dias quando uma voz quebrou cristais do silêncio indagando de onde se tira aquelas letrinhas que fazem as palavras surgirem na ponta da caneta.
Não se tira, elas surgem.
Vezes calminhas como aqueles pensares também serenos. Vezes aparecem bem ligeiras, abundantes, barulhando como o riacho que descamba da mata.
Em essência são todas iguais, humildes, prestativas, substantivas, necessárias para acomodar pensamentos. São sinais gráficos que unimos para formar palavras com que nos comunicamos.
Bem escreveu Guimarães Rosa que "as palavras são seres vivos, ligados à vida e à alma, devendo ela ser espelho da personalidade e estar em evolução constante, resgatando termos e estruturas, dando luz e significado à nossa língua, buscando-lhe luz onde ela pulsa".
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Silmar Bohrer nasceu em Canela/RS em 1950, com sete anos foi para em Porto União-SC, com vinte anos, fixou-se em Caçador/SC. Aposentado da Caixa Econômica Federal há quinze anos, segue a missão do seu escrever, incentivando a leitura e a escrita em escolas, como também palestras em locais com envolvimento cultural. Criou o MAC - Movimento de Ação Cultural no oeste catarinense, movimentando autores de várias cidades como palestrantes e outras atividades culturais. Fundou a ACLA-Academia Caçadorense de Letras e Artes. Membro da Confraria dos Escritores de Joinville e Confraria Brasileira de Letras. Editou os livros: Vitrais Interiores (1999); Gamela de Versos (2004); Lampejos (2004); Mais Lampejos (2011); Sonetos (2006) e Trovas (2007).
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