Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 11 de janeiro de 2009

Pearl S. Buck (A Boa Terra)



Segundo romance da escritora norte-americana Pearl S. Buck, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura, este livro é um clássico que retrata a vida na China numa época em que grandes mudanças políticas e sociais transformaram um país agrário em uma potência mundial. Tendo como fio condutor a trajetória de um camponês e sua família, A Boa Terra traça todo o ciclo da vida , os horrores, as paixões, as ambições desmedidas e as recompensas. Best-seller nos Estados Unidos, onde vendeu quase 2 milhões de exemplares apenas em 1931, ano de seu lançamento, o livro foi traduzido para mais de trinta línguas e adaptado para o teatro e para o cinema.

A história começa no dia do casamento do jovem camponês Wang Lung com O-lan, uma escrava da abastada família Hwang. Juntos, eles trabalham duro no campo, até o nascimento de seu primeiro filho. No Ano Novo, a mãe orgulhosa leva o bebê para seus antigos senhores conhecerem. É quando descobre que os Hwang estão em dificuldades financeiras e querem vender suas terras. Com as economias de um ano de boa colheita, o jovem casal compra parte da propriedade. A vida prospera, nascem mais dois filhos, mas as dificuldades logo chegam.

Um tio inescrupuloso, investimentos equivocados e uma seca inclemente trazem a primeira crise financeira e forçam a família a vender os móveis para ter o que comer. A miséria leva O-lan a estrangular a terceira filha, assim que a criança nasce, para evitar que morra de fome. Wang Lung recusa-se a abrir mão de suas terras, mas se vê obrigado a migrar com a mulher e os filhos para a cidade, onde sobrevivem mendigando. Quando grupos de revolucionários saqueiam a casa de uma família rica, o casal aproveita a oportunidade. Com o dinheiro e as jóias do saque, eles voltam para o campo, onde uma sucessão de boas colheitas lhes proporciona nova fortuna. A riqueza, no entanto, não garantirá felicidade a Wang Lung e O-lan.

Fonte:
http://www.quebarato.com.br/classificados/a-boa-terra-pearl-s-buck__190402.html
Capa do livro = http://livrarianaftalina.blogspot.com

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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