Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Projeto Sacola Literária Pomerodense (Participe!)


A criança que inicia no mundo das letras, tem sede de leitura, pois nessa etapa da vida, ela quer ler o mundo. Partindo dessa realidade, observa-se que esse é o momento oportuno para inseri-la no contato com os livros, ampliando o saber que recebe na escola e aproximando-a de autores contemporâneos, tornando a leitura um hábito.

Essa leitura torna-se mais prazerosa ainda quando envolve toda a família.

Visando criar ações para ampliar esse fazer literário, com suporte dos familiares e dando continuidade à ação criada em 2016, é apresentada a 4ª edição da SACOLA LITERÁRIA POMERODENSE, com empréstimo de livros infantis das Escritoras Andrea Gustmann, Neida Rocha e convidados, onde os alunos levam para casa, durante uma semana, a sacola contendo os livros e o CADERNO DE MEMÓRIAS, no qual são registradas as opiniões do aluno e da família a respeito do livro escolhido. Neste momento, um canal direto com o público leitor se estabelece, no qual registros importantes são realizados durante este feedback.

No final do ano letivo ou quando findar o ciclo de leitura, o CADERNO DE MEMÓRIAS será recolhido pela CLiP Mulher e os livros sorteados entre os alunos participantes do Projeto. O feedback será emitido aos escritores convidados,  de acordo com o apontamento realizado para cada autor.

Os Centros de Educação Infantil (CEIs) receberão a SACOLINHA LITERÁRIA POMERODENSE com livros direcionados a esse público específico, contemplando assim, os alunos em idade pré-escolar.

Durante o ano, os autores poderão ser chamados para participar de rodas de bate-papo com as crianças das escolas e realizar a venda de seus livros, desde que autorizado pela Direção. Este é um projeto social e portanto prevê a ida voluntária e gratuita dos escritores,  não sendo repassadas às escolas a responsabilidade por qualquer pagamento, exceto quando negociados livros para a ampliação do acervo de suas bibliotecas. Neste sentido, o aceite dependerá tão somente da agenda da escola e da disponibilidade dos escritores.

Os autores convidados fornecerão 1 (um) exemplar de cada título e o mesmo será apresentado previamente à Secretaria de Educação para aprovação. Após aprovada a inserção da obra no Projeto, cada escritor fornecerá 22 livros de cada título e o valor de R$ 100,00 (cem reais) por título, como forma de patrocínio. A aprovação da obra junto à Secretaria de Educação e Formação Empreendedora do município levará em consideração o conteúdo apropriado à faixa etária correspondente.

NEIDA ROCHA
47 99227-2202
clipmulher@terra.com.br

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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