domingo, 22 de maio de 2022

Aparecido Raimundo de Souza (Pequeno tratado sobre o amor)

MEU CARO LEITOR AMIGO, uma pergunta surge neste momento: Você já teve ou tem, vive ou viveu, um amor muito profundo e apaixonado, um amor cego, um amor arrebatador que tenha sido, ou que seja o seu pensamento, a sua alegria constante de todos os momentos, se transformando, por assim dizer, na sua única razão séria de ser e de se manter vivo?

Cá entre nós, não precisa responder. Não importa! O que conta, na verdade, o importante se traduz apenas e tão somente num detalhe quase imperceptível. Se você está vivendo um amor, se o tem, de verdade, ao alcance das mãos, conserve-o à sete chaves. Tranque-o bem, num lugar secreto, não no sentido de fazê-lo prisioneiro. Jamais!

Pense. Raciocine friamente. O amor não se aldrava, não se encarcera. Apenas se vive. Pois bem! Oculte a sua chama carinhosamente dentro do seu “mais íntimo” e a sua vida será um mar de rosas num oceano de águas eternas.

Naturalmente o amigo já tentou explicar às pessoas que o cercam, por que esteve ou está apaixonado? Por que o dia inteiro, sem um dedinho de folga só faz pensar na pessoa amada, e não a afasta um minuto sequer da sua vida, ou da sua mente?

Por qual motivo a pessoa que está a seu lado é tão importante e indispensável? Também não é relevante trazer à público! O que faz a roda da alegria girar, a distinção, aliás, todo o desvario e a exaltação é que você continue assim: amando, gostando, se entregando, se renovando, se remoçando cada vez mais alucinadamente a cada minuto, a cada segundo... mais e mais... e mais... perdidamente...

O Amor e o Amar, creia, leitor amigo, são mundos diferentes. Contudo, perceba, apesar deste particular, ambos se entrelaçam entre si num amplexo único. E, por ser assim, só o coração apaixonado consegue manter a harmonia da Felicidade plena em toda a sua Formosura. Cultive sem pestanejar, sem esfuzilar este amor. Cuide dele com carinho e afeição, estima e confiança, requinte e cordialidade.

Não deixe que se perca nas raias do tormento, do descalabro, da adversidade. Lute com tenacidade para que ele nunca bata de frente com a infelicidade. A infelicidade, às vezes, é um caminho bonito, de via larga, cheio de paisagens deslumbrantes. Todavia, sem volta. Não permita que nada o manche ou deteriore. Uma vez alterado, viciado, invertido, o final se fará imediato e catastrófico.

Depois que se perde, que se esvai, que se esfria, um amor, por mais grandioso e opulento que seja, ou tenha sido, a sua vida cotidiana nunca mais será ou retrocederá ao como se fazia antes de ser bancarrotado.

As dicas para mantê-lo a todo vapor, são bucólicas e simples: saiba vivenciar o amor da sua vida com a solenidade dos deuses e o carinho dos apaixonados. Creia: o amor é infinito, vitalício, constante, perpétuo, duradouro, e tudo merece.

Via outra, mas igual, não deixe que ele perca a força, a robustez, o Poder Misterioso de Transformar a Capacidade cabalística de mudar a sua vida, de soberanear seu hoje, ascender seu agora e edificar o seu amanhã. O amor opera júbilos e regalos. Faz prazeres e maravilhas acontecerem.

O amor, em resumo, renova, efetiva milagres, cura feridas, transforma, arrebata, modifica e não só modifica: perpetua o nosso Universo Particular, compondo, dentro dele, um PARAÍSO ÚNICO E GRACIOSAMENTE IMPORTANTE AOS OLHOS DO PAI MAIOR.

Fonte:
Texto enviado pelo autor.

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