quinta-feira, 30 de julho de 2026

Anton Tchekhov (No outono)


Anoitecia.

Na taberna do tio Tíkhon estava um grupo de cocheiros e peregrinos. Escorraçara-os para dentro da taberna a chuvada outonal e o furioso vento molhado que fustigava as caras como um chicote. Os viajantes encharcados e extenuados sentavam-se nos bancos corridos ao longo das paredes e, ao som da ventania, dormitavam. Pintava-se em todas as caras o enfado. Um dos cocheiros, rapaz de cara bexigosa e aranhada, tinha sobre os joelhos uma concertina molhada: tocou, tocou, e parou.

Por sobre a porta, à volta da lanterna baça, ensebada, rodopiavam salpicos de chuva. O vento uivava como um lobo, gania e, pelos vistos, tentava arrancar dos gonzos a porta da taberna. Do terreiro chegava o bufar dos cavalos e o chapinhar na lama. Estava úmido e frio.

Por trás do balcão sentava-se o próprio tio Tíkhon, um mujique alto, carrancudo, com uns olhinhos sonolentos e balofos. Diante dele, do lado de cá do balcão, estava um homem dos seus quarenta anos, vestido de sujo com tudo o que há de mais barato, mas à maneira dos intelectuais. Trazia um sobretudo de Verão amarrotado e enlameado, calças de algodão estampado e galochas de borracha. Calçadas sem meias. Tremiam-lhe como de sezões a cabeça e as mãos metidas nos bolsos e os cotovelos magros, aguçados. De vez em quando uma convulsão ligeira percorria-lhe todo o corpo magro, desde o rosto terrivelmente macilento até às galochas de borracha.

— Deita-me um, por amor de Deus! — pedia a Tíkhon num tenor quebrado, rangente. — Um copinho só ... esse pequenino. A crédito, eu depois pago!

— Esquece ... O que há mais por aqui são tipos como tu, uns bandalhos!

O bandalho olhava para Tíkhon com desprezo, com ódio. Se pudesse, matava-o!

— Tenta perceber, seu estúpido ignorante! Não sou eu quem pede, são as minhas entranhas que pedem, como se diz na tua linguagem de mujique! Vê lá se fazes por perceber!

— Não temos cá nada que perceber... Desanda daqui...

— Se eu não beber agora, nota bem, se eu não satisfizer a minha paixão, posso cometer um crime! Só Deus sabe o que eu posso fazer! Tu, vilão, já viste na tua vida taberneira muita gente bêbada: será que, até hoje, ainda não percebeste que gente é essa? São doentes! Acorrenta, espanca, esfaqueia essa gente, mas dá-lhe vodka! Está bem, eu peço-te, encarecidamente! Faz-me o favor! Humilho-me ... Santo Deus, o que eu me humilho!

O bandalho moveu a cabeça e cuspiu devagar.

— Venha o dinheiro, então haverá vodka! — disse Tíkhon.

— Onde é que eu arranjo o dinheiro? Gastei tudo na bebedeira! Tudo até às últimas! Só me resta o sobretudo. Não te o posso dar, por baixo estou em tronco nu ... Queres o chapéu?

O bandalho estendeu a Tíkhon o seu chapelzinho de pano grosso donde assomava nalguns sítios o forro de algodão. Tíkhon pegou no chapéu, examinou-o e abanou negativamente a cabeça.

— Nem dado ... — disse. — Lixo ...

— Não gostas? Se não gostas, então dá-me fiado. No caminho de volta da cidade pago-te os cinco copeques. E que te engasgues depois com a moedinha! Engasga-te!

— Estás a ver o malandro que tu és? Que espécie de homem és tu? O que vieste cá cheirar?

— Quero um copo. Eu não, quem quer é a minha doença! Vê se compreendes!

— Por que me incomodas, hã? Sois muitos os bandalhos por esse caminho fora! Vai, vai pedir a esses cristãos que te deem alguma coisinha por amor de Deus, se quiserem, que eu, por amor de Deus, só dou um bocado de pão. Velhaco!

— Chupa-lhes tu o sangue, aos pobres, que eu ... nem penses! Não serei eu quem os vai depenar! Eu, não!

O bandalho interrompeu de repente o seu discurso, ficou muito vermelho e dirigiu-se aos peregrinos:

— Aliás, a ideia é boa, cristãos! Quem me pode doar cinco copeques? São as minhas entranhas que pedem! Estou doente !

— Bebe água — o rapaz da cara bexigosa soltou uma risada.

O bandalho sentiu vergonha. Tossiu e calou-se. Um minuto depois já andava à volta de Tíkhon a implorar. Por fim desatou a chorar e já propunha o sobretudo encharcado por um copinho de vodka. Na escuridão não se lhe viam as lágrimas e ninguém aceitou o sobretudo, já que estavam na taberna peregrinas que não quiseram ver a nudez do homem.

— Que faço agora? — perguntou o bandalho numa voz desesperada. — O quê? Tenho de beber um copo sem falta. Senão cometo um crime ou suicido-me ... O que faço agora?

Deu uns passos pela taberna.

Ouviam-se os guizos de um carro da posta a aproximar-se. O carteiro, todo molhado, entrou, emborcou um de vodka e saiu. O carro da posta seguiu o seu caminho.

— Dou-te uma coisa de ouro — dirigiu-se o bandalho a Tíkhon, ficando de repente pálido como um lençol. — Dou-te isto, pronto. Seja ... Bem sei que é ignóbil, que é nojento da minha parte, mas toma ... É uma ignomínia que eu faço, mas privado das minhas capacidades mentais ... Até o tribunal me absolveria ... Toma lá isto, mas com uma condição: depois devolves-mo, quando eu voltar. Entrego-to na presença de testemunhas ...

O bandalho meteu a mão molhada ao peito e tirou um pequeno medalhão de ouro. Abriu-o e relanceou os olhos pelo retrato.

— Devia tirar daqui o retrato, mas não tenho onde guardá-lo, estou todo encharcado. Pronto, rouba-me assim com o retrato, c'os diabos. Mas com uma condição ... Meu caro, meu querido ... peço-te ... Não toques neste rosto com os teus dedos ... Imploro-te, querido! Perdoa-me a grosseria, fui mal educado ... Sou um estúpido ... Não lhe toques com os dedos nem olhes para este rosto ...

Tíkhon pegou no medalhão, olhou para a marca de contraste e meteu-o ao bolso.

— Às tantas, relógio roubado — disse, enchendo o copo. — Está bem ... Bebe ...

O alcoólatra pegou no copo, fitou-o com um brilho nos olhos, na medida em que uns olhos turvos de bêbado podiam brilhar, e bebeu ... bebeu sentidamente, num compasso espasmódico. Agora, que tinha pago a bebida com o medalhão, baixou os olhos envergonhados e afastou-se para um canto. Instalou-se no banco ao lado de uma peregrina, encolheu-se, fechou os olhos.

Passou meia hora, em silêncio. Só a bulha do vento na chaminé, cantarolando a sua rapsódia outonal. As peregrinas começaram a rezar a Deus e a acomodar-se debaixo dos bancos para dormir, vagarosas. Tíkhon abriu o medalhão e não tirava os olhos da cabecita de mulher que, da sua moldurazinha dourada, sorria para a taberna, para Tíkhon, para as garrafas.

No pátio rangeu uma carroça. Ouviu-se um «xó-ó-ó!» e alguém a chapinhar na lama... Pela taberna irrompeu um mujique baixote de samarrão comprido e barba aguçada. Vinha encharcado e sujo.

— Enche aí! — gritou, batendo com a moeda no balcão. — Sai um «madeira», do legítimo! Enche!

E, rodando num pé com galhardia, virou-se e encarou toda a assembleia.

— Derretidinhos como açucre, meus lindos, meus pátegos! Acuados c'oa chuva, seus bebedolas! Que mimosinhos! E este, que melro é este?

O mujique pequenote deu um salto na direção do bandalho e espreitou-lhe para a cara.

— Esta agora! O meu amo! — disse. — Sernion Serguéitch! O patrão! Então? Por que raio passa o tempo aqui na taberna? Então isto é lugar para si? Eh, eh ... mártir desgraçado!

O amo olhou para o mujique e tapou a cara com a manga. O pequenote suspirou, abanou a cabeça, abanou as mãos com desespero e foi ao balcão beber a vodka.

— É o nosso amo — cochichou a Tíkhon, apontando com a cabeça para o bandalho. — O nosso patrão Sernion Serguéitch. Estás a vê-lo? No que as pessoas se tomam! Hã? Isso mesmo ... até que ponto a bebedeira...

O pequenote esvaziou o copo, limpou a boca à manga e continuou:

— Sou da aldeia dele. Quatrocentas verstás daqui, Akhtílovka ... Éramos servos do pai dele ... Que pena, amigo! Que pena! Era um patrão tão bom... Olha ali aquele cavalinho, no pátio! Estás a vê-lo? Oferta dele! Hã, hã! Que sina malvada!

Dez minutos depois já estavam sentados à volta do mujique os cocheiros e os peregrinos. Numa voz de tenor baixinha e nervosa, ao som do rumor do Outono, contou-lhes a história. Sernion Serguéitch continuava no seu canto, com os olhos fechados, a resmungar. Também ouvia.

— Aquilo sucedeu tudo por fraqueza de espírito — contava o mujique, remexido, gesticulante. — Por fartura... Era um patrão rico, de alto lá com ele em toda a província, pois claro ... Comes e bebes: à discrição! Assisti com os meus próprios olhos ... Tantas vezes o homem passava aí de caleche à beira desta mesma taberna. Se era rico ... Lembro-me, há de haver uns cinco anos, atravessou o rio na balsa de Mikíchkino e, quais cinco copeques, pega lá um rublo ... A ruína dele começou por uma coisa de nada. Primeiro que tudo, foi essa mulher. Lá gostou dela, coitado, de uma dessas da cidade... Diz que a amava mais do que à vida ... Há quem tome a coruja por gavião... A gaudéria chamava-se Mária Egórovna e tinha cá um apelido mais esquisito que eu nem sou capaz de o soletrar. Diz que se apaixonou por ela, pede-a em casamento, tudo nas regras como entre bons cristãos. E ela, pois claro, que aceitava, então se aquilo era um senhor de primeira categoria, um homem correto a nadar em dinheiro ... 

“Uma ocasião, assim ao fim da tarde, lembro-me que vou a passar pelo jardim dele e espreito: lá estão os dois num banquinho a beijocarem-se. Ele prega-lhe um beijo e ela, essa víbora, logo dois. Ele pega na mãozinha dela, e ela, ah!, encosta-se a ele, aperta-se toda contra ele, raios que a partissem! “Amo-te, Sénia”, diz-lhe ela... E o Sénia, como um maluquinho, anda feito parvo por tudo o que é sítio a gabar-se da felicidade ... Dá um rublo a este, dá dois àquele ... A mim deu-me dinheiro para comprar o cavalo ... Era tanta a felicidade que até nos perdoou as dívidas a todos. Chegou o dia do casamento ... Casaram-se a preceito, na igreja, como deve ser... E ela, nessa mesma hora em que os convidados se iam sentar à mesa, ela, arranca no coche... Fugiu para a cidade, para ao pé do advogado, o amásio dela! Logo a seguir ao casamento, a cabra! Hã? Naquele exato momento! Hã? O certo é que o homem a partir daí se desvairou, entrou na bebedeira ... Não estais a vê-lo? ... Anda como um pasmado, só a pensar ainda na cabra. Amor! Agora vai a pé até à cidade, acho eu, para a ver nem que seja só com um olho ... 

“Em segundo lugar, irmãos, a ruína dele foi por causa do cunhado, portanto marido da irmã dele ... Aceitou ser fiador do cunhado na sociedade bancária ... fiador de uns trinta mil, ou coisa assim... O cunhado, já se sabe, é um aldrabão de primeira, saca o dele e não quer saber de mais nada, o cabrão, e ao pobre do homem é que foram cobrar os trinta mil inteirinhos ... O homem parvo paga pela parvoíce... A mulher põe-se a fazer filhos com o advogado dela, o cunhado compra uma herdade para os lados de Poltava, e o lorpa do patrão anda por aí como se vê, pelas tabernas, metido com os mujiques e a queixar-se a eles: «Perdi a fé, meus irmãos! Já não tenho ninguém para confiar!» 

“Espírito fraco! É que a desgraça toca a todos, de vez em quando. E então? Um homem mete-se logo na bebedeira? Por exemplo, o síndico, é um supor. A mulher dele mete o mestre-escola em casa à luz do dia, derrete o dinheiro do marido em vinho, e o síndico é como se não fosse nada com ele, anda por aí com um sorriso na cara... Só mirrou um bocadinho...”

— A cada qual Deus não deu uma força igual... — suspirou Tíkhon.

— Lá isso é, a força não é igual, é verdade ...

O baixote do mujique demorara a contar a história ... Quando terminou, caiu o silêncio na taberna.

— Eh, tu ... como se chama o homem? ... Homem desgraçado! Anda cá, bebe! — disse Tíkhon dirigindo-se ao senhor.

O senhor aproximou-se do balcão e bebeu com prazer a esmola ...

— Dá cá o medalhão só por um bocadinho! — sussurrou a Tíkhon. — Só olho uma vez e ... torno a devolvê-lo ...

Tíkhon carregou o sobrolho e entregou-lhe, em silêncio, o medalhão. O rapaz da cara bexigosa suspirou, olhou para os lados e pediu vodka.

— Toca a beber, meu amo! Eh! Sem vodka é que é bom, e com vodkazinha ainda melhor! Com a vodkazinha nem a desgraça é desgraça! Anda lá, bebe para a frente!

Depois de cinco copos, o senhor foi para o canto, abriu o medalhão e, com os olhos turvos, bêbados, pôs-se à procura do rosto querido. Mas não estava lá rosto nenhum ... Fora raspado do medalhão pelas unhas do virtuoso Tíkhon.

A lanterna fulgurou e apagou-se. Num canto, uma peregrina em delírio murmurava uma ladainha veloz. O rapaz da cara bexigosa rezou a Deus em voz alta e estendeu-se no banco. Chegou mais alguém ... Chovia, chovia sem fim... O frio era cada vez mais cortante, parecia que não tinha fim este Outono mal-dito, escuro. O senhor continuava a perscrutar com os olhos o medalhão, em busca do rostozinho feminino ... A vela esmorecia e apagava-se.

Primavera, onde estás?
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ANTON PAVLOVITCH TCHEKHOV foi um dos maiores contistas e dramaturgos de todos os tempos. Médico por profissão e escritor por vocação, ele revolucionou a literatura ocidental ao focar no cotidiano, eliminando a necessidade de enredos mirabolantes para expor a complexidade da alma humana. Nasceu em 1860, em Taganrog, uma cidade portuária no sul da Rússia, e morreu em 1904 (aos 44 anos), em Badenweiler, na Alemanha. Ele faleceu devido ao agravamento da tuberculose e seus momentos finais ficaram famosos por ele ter bebido uma taça de champanhe antes de partir. Cresceu em Taganrog, mas mudou-se para Moscou para estudar medicina. Teve uma educação familiar rigorosa e foi estimulado a estudar, trabalhar e frequentar a igreja. Com o sucesso literário, comprou uma propriedade rural em Melikhovo (perto de Moscou), onde prestava atendimento médico gratuito aos camponeses. Nos últimos anos de vida, devido à saúde frágil, mudou-se para uma casa em Ialta, na Crimeia (região de clima mais ameno).
Tchekhov formou-se em Medicina pela Universidade de Moscou em 1884. Ele exerceu a profissão intensamente durante toda a vida, tratando os pobres e combatendo epidemias de cólera. Ele dizia sua famosa frase: "A medicina é a minha legítima esposa; a literatura é apenas minha amante". Em 1890, fez uma célebre jornada até a remota Ilha de Sacalina, uma colônia penal russa, para fazer um censo médico e denunciar as condições desumanas dos presos. Começou a escrever pequenos contos satíricos e humorescos sob pseudônimos (como Antosha Chekhonte) ainda na faculdade para sustentar sua família falida. Aos poucos, seu estilo amadureceu para o Realismo, ganhando profundidade psicológica. Na maturidade, uniu-se ao diretor Konstantin Stanislavski e ao Teatro de Arte de Moscou, onde suas grandes peças revolucionaram a história do teatro mundial. O autor tinha o sonho de morar no campo e, em 1892, mudou-se com parte da família em Melichovo, a 60 km de Moscou. Dentre as visitas que recebia na propriedade, estava Lidia Mizinova, com quem manteve uma relação afetiva e que inspirou suas obras. A partir de 1895, passou a comprar livros para doar à biblioteca de Taganrog, além de financiar a construção de escolas em algumas aldeias. Em 1897, o escritor recebeu o diagnóstico de tuberculose. Na tentativa de se curar, morou em Nice, Paris e, em 1898, em Ialta. Três anos depois, em 1901, casou-se com a atriz Olga Knipper (1868–1959). Devido à carreira, Olga ficava em Moscou, enquanto ele vivia em Ialta. O casal se correspondia com cartas e telegramas. Em 1904, Tchekhov foi fazer um tratamento em Badenweiler (Alemanha). Infelizmente, lá, seu estado se complicou, e o autor faleceu.
Recebeu a maior honraria literária da Rússia [Prêmio Púchkin (1888)], concedida pela Academia de Ciências da Rússia, por sua coletânea de contos No Crepúsculo. Prêmio Griboedov concedido pela Sociedade de Dramaturgos por sua aclamada peça As Três Irmãs. Em 1899, foi eleito Membro Honorário da Academia de Ciências da Rússia (Seção de Belas Letras). Contudo, em 1902, Tchekhov renunciou ao título de acadêmico em solidariedade ao seu amigo Maxim Gorky, cuja nomeação havia sido anulada pelo Czar Nicolau II por motivos políticos. Recebeu a condecoração oficial do império Ordem de São Estanislau (1899), por seus esforços em prol da educação pública e fundação de escolas rurais.
Tchekhov não escrevia romances longos; sua produção consistia em centenas de contos, novelas e peças teatrais. 
Contos e Novelas Célebres: A Estepe (1888); A Ala nº 6 (1892); O Duelo (1891); A Dama do Cachorrinho (1899); A Ilha de Sacalina (1895 - relato social/médico).
Teatro: A Gaivota (1896); Tio Vânia (1897); As Três Irmãs (1901); O Jardim das Cerejeiras (1904)
A relevância de Tchekhov reside na modernização do conto e do drama. Antes dele, as histórias dependiam de grandes clímax e finais moralistas. Tchekhov introduziu o conceito de "ação indireta" e o corte psicológico do cotidiano: suas histórias focam no que acontece nos subtextos, nos silêncios e no tédio da vida real. Ele criou o princípio dramático conhecido como "Arma de Tchekhov" (se você colocar uma arma carregada no primeiro ato, ela precisa disparar no terceiro), defendendo que nenhum elemento em uma história deve ser supérfluo. Influenciou gigantes da literatura mundial como Ernest Hemingway, Raymond Carver, Katherine Mansfield e James Joyce.

Fontes: 
Publicado originalmente na revista russa humorística Budilnik. Edição n. 37, 24 de setembro de 1883, sob o pseudônimo de Antosha Chekhonte. Disponível em Domínio Público.  

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