buscando a luz da união...
Haja o abraço da igualdade,
paz do mesmo coração.
José Feldman – PR
A cidadania começa com um abraço. O abraço é uma poderosa expressão de afeto. É o corpo falando sua linguagem particular para transmitir emoção. Não existe gesto mais significativo. É um estender de mãos e braços que nos envolve e nos aproxima. Infelizmente, o mundo da tecnologia e a relação fetichista com as coisas que esta produz, torna o abraço um gesto cada vez mais raro.
Hoje é simples ir à Lua,
fica ali... basta um voozinho.,,
Proeza é cruzar a rua
para abraçar o vizinho!
A. A. de Assis - PR
Mas o abraço é aconchego, abrigo, amizade. Pode ser um antídoto à tristeza, à solidão. Estender os braços, abraçar alguém, significa proteção e acolhimento. Faz parte da nossa cultura. Braços abertos remetem a uma origem natural e biológica, remetem à mãe que abriga o filho. É o que recomendam os nossos trovadores.
Abraço, expressão de afeto
que sintetiza amizade;
gesto de emoção repleto
de amor e fraternidade.
Gonzaga da Silva - RN
Minhas trovas são abraços.
Mil braços vou abraçar
nos mil infinitos laços
que a trova sabe engendrar.
Roza de Oliveira - PR
Um abraço com frequência
sempre muito amor nos traz,
ele destrói a violência,
constrói um mundo de paz!
Maria da Graça Stinglin de Araújo - PR
A amizade verdadeira
é infinita como o espaço,
mas se estreita e cabe, inteira,
nos limites de um abraço.
Waldir Neves - RJ
Se os elos de nossos braços
não mais se unirem na vida,
seremos sempre pedaços
de uma corrente partida.
Cezário Brandi Filho - MG
Um abraço carinhoso,
em qualquer situação,
é remédio milagroso...
Não tem contraindicação!
Istela Marina de Souza Gotelipe Lima – PR
O abraço bem apertado
encerra terna magia,
é belo gesto de agrado,
sentimental sintonia.
Beatriz Cartaxo Cotta - MG
Quando unimos nossos braços,
aos braços de outros irmãos,
sentimos que os nossos laços
enfrentam todos os nãos!
Gislaine Canales - RS
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LUIZ GONZAGA DA SILVA é um respeitado trovador e articulador cultural radicado em Natal/RN. No universo da poesia clássica e das competições de trovas, ele se destaca como uma das figuras mais ativas do movimento trovadoresco do Nordeste brasileiro. Nasceu em São José do Campestre/RN, em 1940. Aos doze anos sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, mudando definitivamente para Natal/RN, em 1975, onde reside até hoje e concentra suas atividades literárias e profissionais. É um dos principais pilares da trova em Natal. Ele atua frequentemente como coordenador, organizador de certames e interlocutor da poesia potiguar com trovadores de todo o Brasil. É um mestre na composição da trova tradicional. Seus versos transitam com facilidade entre o lirismo filosófico, o amor ao chão nordestino e o humor sutil. Por sua competência técnica e sensibilidade, acumula premiações e classificações de destaque em concursos nacionais de trovas promovidos por diferentes ramificações da trova no Brasil. Atuação como Julgador e Coordenador: É recorrentemente convidado para presidir comissões julgadoras ou coordenar concursos de âmbito nacional, avaliando trovas enviadas por poetas de todas as regiões brasileiras sob temas específicos.
Entre suas contribuições impressas para a preservação do movimento poético, destaca-se: "Trova e Cidadania" (Natal/RN): Obra que reúne parte de sua sensibilidade poética e reflete sobre o papel social da poesia na construção da cidadania; Coletâneas Didáticas: Participação ativa em antologias locais e nacionais, além de registrar suas produções na antologia digital coletiva A Trova Potiguar.
A relevância de Luiz Gonzaga da Silva concentra-se na salvaguarda e difusão da trova na Região Nordeste. Em uma era dominada por versos livres e mídias rápidas, o trabalho de preservação das formas poéticas fixas (como a trova e o soneto) exige dedicação e paixão. Ao capitanear concursos nacionais a partir do Rio Grande do Norte, ele insere o estado na rota dos grandes trovadores do país, garantindo que a tradição lírica originada em solo potiguar permaneça vibrante, acessível e atraente para as novas gerações de escritores.
(Luiz Gonzaga da Silva (org.). Trova e Cidadania. Natal/RN, abril de 2019. Livro enviado pelo autor)

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