Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 27 de novembro de 2011

Preservação de Livros (Parte 4)

Justificar
2.5 COSTURA

A costura pode ser por livros de folhas soltas ou por cadernos.

Material necessário:

– Agulha n 2/0;
– Linha Urso n 0 e 1;
– Tesoura
– Martelo
– Estilete
– Furadeira
– Lápis
– Prensa
– Pincel
– Cola PVA + CMC

Procedimento

Livros por cadernos · · · ·

Não se deve usar os mesmos furos da antiga costura, para evitar que a mesma fique solta;
Una todos os cadernos prestando a atenção para que eles estejam dispostos em ordem numérica crescente;
Colocar na prensa para acomodar o lombo antes da costura;
Multiplicar o comprimento da linha a ser usado em um caderno pelo número de cadernos existentes. Este sistema resultará o comprimento total de linha a ser utilizado na costura de todos os cadernos e evitará o uso de nós.

Assinalar com um lápis sobre a lombada do livro os pontos para marcar a costura.

Geralmente a lombada deve ser dividida em seis partes iguais (ou sempre número par);

Iniciar a costura pelo último caderno.

Segurar o caderno aberto com a mão esquerda.
Com a direita segurar a agulha (no caso de destra);

Costurar pelo lado direito, de fora para dentro;

O último caderno deve ser amarrado ao penúltimo por um nó duplo, para que a costura não se solte e assim sucessivamente.

Livros com caderno único · · · · · ·

Marcar com lápis a divisão da costura (sempre com números ímpares);

Colocar a agulha de fora para dentro no meio do caderno;

Colocar a agulha na marca seguinte de dentro para fora;

Colocar a agulha na última marca de fora para dentro;

Colocar a agulha outra vez no meio do caderno de dentro para fora

Dar um nó nas pontas da linha.

Cortar as pontas cerca de 1 cm do livro.

Livros por folhas soltas · · ·

Una todas as folhas prestando a atenção para que estejam com a numeração em ordem;

Prensar o livro entre um par de tábuas.

Colocar um peso para firmar.

Passar cola na lombada e deixar secar.

Repetir o processo.

Colocar o livro em cima de um papelão ou madeira;

Fazer uma marcação de cinco furos usando um lápis;

Furar o livro com uma furadeira

Costurar o livro com fio o ou oo'

A costura começa pelo furo do meio, de baixo para cima e deixando uma sobra de linha para posteriormente amarrar as pontas.

2.6 COLOCAÇÃO DA LOMBADA

O reforço da lombada tem como finalidade fortalecer o livro, garantindo a durabilidade da encadernação. ·

Cortar uma tira de cartolina americana com a medida igual à largura da lombada mais 4 cm de cada lado;

Marcar o meio desta tira;

Vincar, acentuando o vinco com o auxílio de um clips;

Aplicar cola na lombada e aplicar a tira de cartolina por cima

Deixar secar;

Colar a capa na sobra da lombada (4 cm).

––––––
Continua... Acabamento dos Cortes do Livro; Confecção da Capa; Anexos

Fontes:
DIVISÃO DE PRESERVAÇÃO; Preservação e Recuperação de Material Bibliográfico. Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba, 2001.

MILEVSKY, Robert J.; Manual de Pequenos Reparos em Livros; Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos. 2ª edição, Rio de Janeiro, 2001.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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