Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 14 de fevereiro de 2010

União Brasileira de Escritores (Eleição da Diretoria e Conselho)


Eleição da Diretoria e Conselho da União Brasileira de Escritores

De conformidade com os Artigos 36, inciso, Artigo 37, incisos I e III e Artigo 38 e seu parágrafo único, dos Estatutos, convoco uma Assembléia Geral Ordinária dos Associados para o próximo dia 15 de março de 2010, às 9 horas em primeira convocação, e uma hora depois em segunda, na sede da entidade, Rua Rego Freitas, 454 – cj. 121 – 12º andar, nesta Capital, prolongando-se até às 20 horas, para examinar e votar o relatório e as contas da administração do presente mandato e eleger a Diretoria Executiva e o Conselho Consultivo e Fiscal, em escrutínio secreto, para o próximo biênio.

São Paulo, 4 de janeiro de 2010.
Levi Bucalem Ferrari – Presidente

Observação: A nova Diretoria, que comandará os destinos da UBE para o biênio março 2010/março 2012, tomará posse imediata, cumprindo os Estatutos. Apenas uma chapa foi registrada.

Os sócios da Capital votarão na sede no horário acima e os do Interior e outros Estados por correspondência. A secretaria está providenciando o envio das cédulas de votação aos associados do interior e outros estados.

Só poderá votar e o associado em dia com a tesouraria da entidade.
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CHAPA V
Biênio - março de 2010 a março de 2012
Presidente: Joaquim Maria Guimarães Botelho;
1º Vice: Renata Pallottini;
2º Vice: Audálio Ferreira Dantas;
Secretário- Geral : Sueli Carlos;
1º Secretário: Maria José Vianna;
2º Secretário: Luiz Avelino Lima;
Tesoureiro-Geral: Nicodemos Neves Sena;
1º Tesoureiro: Gabriel Kwak;
2º Tesoureiro: Djalma da Silveira Allegro.
Diretores Departamentais: Antonio Francisco Carvalho Moura Campos, Célio Roberto Turino de Miranda, Claudio Jorge Willer, Deonísio da Silva, Dirce Lorimier Fernandes, Giselda Penteado di Guglielmo, Mariza Baur, Menalton João Braff, Raquel Naveira e Roberto Scarano.

Conselho Consultivo e Fiscal: Anna Maria Martins, Antonio Carlos Ribeiro Fester, Antonio Possidonio Sampaio, Fábio Lucas, José Carlos Garbuglio, Levi Bucalem Ferrari, Marisa Philbert Lajolo, Paulo Oliver, Plínio Cabral e Rodolfo Konder.

Fonte:
Jornal da União Brasileira de Escritores – fevereiro de 2010 – n.13

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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