Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 22 de março de 2014

X Prêmio Barueri de Literatura (Resultado Final)

As inscrições para o Prêmio Barueri de Literatura tiveram início em agosto. Desde então, milhares de poetas, poetisas e contistas da cidade, da região e do país encaminharam seus trabalhos. Tudo foi avaliado por uma comissão julgadora formada por especialistas na área.

A comissão julgadora é formada por Frederico Barbosa, professor de Literatura, organizador de oficinas de criação poética e crítica literária, autor de nove livros de poesias, além de diversas antologias e obras didáticas; Joaquim Maria Botelho, presidente da União Brasileira de Escritores. Jornalista há 30 anos, comandou equipes na revista Manchete, TV Globo, TV Bandeirantes e jornal Vale Paraibano, e Cláudio Willer, poeta, ensaísta e tradutor, ligado à criação literária mais rebelde, ao surrealismo e a geração beat, também responsável pela presidência do júri.

Premiação

A premiação se deu ao primeiro lugar na categoria Infanto-Juvenil (conto e poesia) com troféu e R$ 1,5 mil. O primeiro lugar na categoria Autores Acima de 18 anos (conto e poesia) recebeu troféu e R$ 1 mil. O primeiro lugar para Autores Não Residentes em Barueri (conto e poesia) também recebeu troféu e R$ 1 mil. Os demais receberam Menção Honrosa pela participação. Veja a lista dos vencedores:

POESIA – RESIDENTE

1º – Antônio Aparecido Batista
Entre termos e palavras

2º – Paulo Ricardo Morais Silveira Junior
Sonoro sono

3º – Wesley Rodrigues Moreira
Depois do Exílio

POESIA – RESIDENTE INFANTO JUVENIL

1º – Alicia Nunes Esteves
Sinto o mundo

2º – Rafaela Ramos Vieira
Simplesmente

3º – Ana Cristina dos Santos
O poeta

MENÇÃO HONROSA PELA PARTICIPAÇÃO – POESIA RESIDENTE

Elisabeth da Costa Silva
Êxtase

Neyde Correa da Silva
Sonhos

Vinicius Silveira de Almeida
Que trabalho me dá

Anderson Kleiton de Souza Moreira
Ponto ao infinito

POESIA – NÃO RESIDENTE

1º – Marcio Davie Claudino da Cruz
As segundas coisas
(Curitiba-PR)

2º – Sergio Bernardo
Ser em construção
(Nova Friburgo-RJ)

3º – Rômulo Cesar Lapenda R. Melo
Réquien a uma rosa fria
(Recife-PE)

MENÇÃO HONROSA PELA PARTICIPAÇÃO


Alessandra A. Dias Aguiar
Aroma de infância
(Osasco-SP)

Elias Araujo
Destinos e respostas
(Américo Brasiliense-SP)

Carlos Alberto Assis Cavalcanti
Mudança de rota
(Arco Verde-PE)

Eliana Ruiz Jimenez
Infinito
(Balneário Camboriú-SC)

Ana Beatriz Matias da Silva
É ele
(Carapicuíba-SP)

André Telucazu Kondo
Caminhos
(Jundiaí-SP)

Maria Ap. S. Coquemala
Solidariedade (Itararé-SP)

CATEGORIA CONTO – RESIDENTES INFANTO JUVENIL

1º – Everton M. Bernardes
A sombra de John Wayne

2º – Kaique Martins Ferreira Saldanha
Contos da Augusta

3º – Kaique Kestelic França
Náufrago

CATEGORIA CONTO RESIDENTES

1º – José Roberto Luccas
Renascença

2º – Cristiane Lorena Silva dos Santos
A paisagem

3º – Berenice Sebastiana de Souza
Conquista

MENÇÃO HONROSA PELA PARTICIPAÇÃO


Nicoly Malachize
A cidade misteriosa

Aline Oliveira Pereira
Seus olhos mel esverdeados

Caio Felipe Camacho dos Santos
O portal

Rodrigo Aparecido Franco Pereira
Cidadão

CATEGORIA CONTO – NÃO RESIDENTE

1º – Roberto Marcio Pimenta
Receita de Pão
(Serra-ES)

2º – Roberto Klotz
Sombra Feminina
(Brasília-DF)

3º – Gilberto Garcia da Silva
O Ator
(Praia Grande-SP)

MENÇÃO HONROSA PELA PARTICIPAÇÃO


Talita Corrêa Machado de Mendonça
Quando ela morrer…
(São Roque-SP)

Vania Maria Menezes de Figueiredo
Um violino atrás do armário
(Campinas-SP)

Janaina Mourão Freire
A aliança colorida
(Brasília-DF)

Lina Z. de Paula
A flor da realidade
(Curitiba-PR)

Raimundo Nonato Albuquerque Silveira
Tensão
(Fortaleza-CE)

Rui Werneck de Capistrano
Lição Diária
(Curitiba-PR)

Helani Magalhães Pimentel
Destino
(Brasília-DF)

Fonte:
http://baruericultura.wordpress.com/2013/12/09/ganhadores-do-premio-barueri-de-literatura-sao-premiados/

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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